segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020
Uma das épocas mais festivas do ano está chegando: o Carnaval. Tempo de alegria e diversão para os foliões nos blocos de rua, bailinhos e desfiles. E na tradicional comemoração brasileira, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas aumenta. E para quem pensa que cachaça é água, precisa ficar atento, porque não é. O uso abusivo do álcool colocam funções vitais do corpo em risco.

O consumo de bebidas alcoólicas em si, não é um problema. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o consumo inteligente ou moderado, caracterizado por até duas doses por dia, (uma dose padrão equivale a uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou um shot de destilado) traz até benefícios para a saúde, como a redução de risco para doenças cardíacas e diabetes. Mas em época de folia, a euforia facilita o exagero.

Segundo o médico clínico do Hapvida, Antônio Dias, o álcool age no organismo em duas fases: “Na primeira fase, a pessoa fica alegre, agitada e divertida, tornando-se mais desinibida e por isso continua bebendo, até que a euforia cessa e vem a segunda fase, geralmente acompanhada por uma leve depressão, que é quando a pessoa coloca pra fora suas frustrações. Se continuar bebendo, sente tonteiras, náuseas e dificuldades para se manter de pé. Assim como o equilíbrio é afetado, a razão também é e o indivíduo faz coisas que sóbrio não faria”.

O exagero traz consequências. Na ingestão abusiva do álcool, o fígado é quem mais sofre, pois “se a pessoa insiste em se alcoolizar de forma exagerada e frequente, o fígado enfraquece e desenvolve esteatose hepática, que é o acúmulo de gordura no fígado, podendo ser leve, moderada ou grave, se não tratar, pode evoluir para cirrose, onde o fígado fica fibroso e perde sua finalidade, neste ponto torna-se irreversível”, alerta o médico.

Para que os foliões possam garantir a festa e cuidar da saúde, recomenda-se manter uma boa alimentação e a constante hidratação com água, para minimizar os efeitos do álcool no corpo. “O álcool tem função diurética, o corpo elimina água pela urina, quanto mais ingerir álcool, mais ficará desidratado”, comenta o especialista.