segunda-feira, 6 de janeiro de 2020
Problemas oftalmológicos como terçol e conjuntivite viral têm maior incidência nos meses de verão. O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, presidente do Instituto Penido Burnier, orienta como reduzir o risco de contaminação na região dos olhos.

Segundo Queiroz Neto, é importante remover maquiagem, cosméticos e protetor-solar antes de dormir, além de utilizar produtos adequados para a área dos olhos e que estejam dentro da validade.

Ele alerta que toalhas, lápis, alongadores de cílios e pincéis de maquiagem não devem ser compartilhados. É fundamental a lavagem das mãos com frequência, principalmente antes de tocar nos olhos.

Segundo o médico, a conjuntivite viral aumenta no verão pois nesta época os vírus se replicam com mais facilidade. Ela é adquirida por contato.

“A pessoa infectada coloca a mão nos olhos e contamina as coisas, interruptor, carrinho de supermercado, torneira, maçaneta. Você coloca a mão lá e coça o olho ou põe a mão no rosto e se infecta também”, afirma.

A doença faz com que os olhos fiquem vermelhos e produza um excesso de lágrima. Diferente da conjuntivite bacteriana, a secreção é aquosa e transparente. “Não tem aquela secreção amarela que gruda, bem característica da bacteriana”, explica.

Segundo Queiroz Neto, o tratamento é feito com anti-inflamatório, colírios e lágrimas artificiais. Além disso, ele recomenda a utilização de compressa fria para a diminuição do desconforto causado pela conjuntivite.

“Arde e coça muito, a compressa ajuda a diminuir a inflamação e aliviar os sintomas”, afirma.

Já o terçol, ocorre devido ao entupimento das glândulas de Meibomius, responsáveis por produzir a camada gordurosa do líquido lacrimal. “Nossas lágrimas não são só água. Tem a camada aquosa, a proteica e a gordurosa, que impede que as lágrimas evaporem”, explica.

O médico explica que como transpiramos mais no calor e aumenta o uso de cosméticos como protetor solar, maquiagem e hidratantes a incidência de terçol também aumenta.

“O principal problema é não limpar o rosto antes de dormir. Quando dormimos os olhos produzem menos lágrimas e piscamos menos, então tem o risco de ficarem resíduos na borda da pálpebra que é onde estão as glândulas”, explica.

Quando a glândula entope, ela continua a produzir gordura e por isso fica inchada, causando dor e ardência. Além disso, ele pode coçar e a região pode ficar ruborizada.

“O problema do terçol, se não tratar adequadamente, é que pode ficar crônico. O terçol crônico é chamado de calázio, e nesses casos é necessário fazer intervenção cirúrgica”, afirma o oftalmologista.

O tratamento é feito com antibiótico oral ou tópico, que pode ser em pomada ou colírio. Neto também recomenda a utilização de compressas mornas para diminuir os desconfortos.

R7