terça-feira, 7 de janeiro de 2020
A melhor forma de afastar a possibilidade de acidentes com escorpiões é evitar que se proliferem nas residências e áreas urbanas. A II Unidade Regional de Saúde Pública (II Ursap), por meio do Núcleo de Zoonoses orienta a população sobre os cuidados que devem ser tomados para coibir que a população desses animais cresça. A importância dos acidentes por animais peçonhentos para a saúde pública pode ser expressa pelos mais de 100 mil acidentes e quase 200 óbitos registrados por ano, decorrentes dos diferentes tipos de envenenamento.

No Brasil, onde existem cerca de 160 espécies de escorpiões, as responsáveis pelos acidentes graves pertencem ao gênero Tityus que tem como característica, entre outras, a presença de um espinho sob o ferrão. Os estados e municípios devem promover a organização de um programa de controle dos animais peçonhentos de importância em saúde, definindo as atribuições e responsabilidades dos setores que compreendem a vigilância em saúde, juntamente com o serviço de controle de zoonoses, núcleos de entomologia e outros centros de referência em animais peçonhentos.

O que fazer em caso de acidente escorpiônico

Limpar o local com água e sabão; aplicar compressa morna no local; procurar orientação imediata e mais próxima do local da ocorrência do acidente (UBS, posto de saúde, hospital de referência) e se for possível, capturar o animal e levá-lo ao serviço de saúde.

O que NÃO fazer em caso de acidente escorpiônico

Não amarrar ou fazer torniquete; não cortar, perfurar ou queimar o local da picada e não dar bebidas alcoólicas ao acidentado, ou outros líquidos como álcool, gasolina ou querosene, pois não têm efeito contra o veneno e podem agravar o quadro.

Como prevenir acidentes

“ Para controlar a ocorrência de escorpiões são necessárias medidas como manter limpos quintais e jardins, não acumular folhas secas e lixo domiciliar; acondicionar lixo domiciliar em sacos plásticos ou outros recipientes apropriados e fechados, e entregá-los para o serviço de coleta. Não jogar lixo em terrenos baldios; limpar terrenos baldios situados a cerca de dois metros (aceiro) das redondezas dos imóveis; eliminar fontes de alimento para os escorpiões: baratas, aranhas, grilos e outros pequenos animais invertebrados; evitar queimadas em terrenos baldios, pois desalojam os escorpiões; remover folhagens, arbustos e trepadeiras junto às paredes externas e muros; rebocar paredes externas e muros para que não apresentem vãos ou frestas e telar as aberturas dos ralos, pias ou tanques “, disse o médico veterinário da II Ursap. Aderson Dantas de Lira. 


Abdias Duque de Abrantes
Assessor de Comunicação Social
II Ursap MTB-PB Nº 604