FRASE DO DIA

O Brasil progride a noite, enquanto os políticos estão dormindo.
- Elias Murad
quarta-feira, 29 de janeiro de 2020
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) reuniu-se com diretores da Maternidade Escola Januário Cicco (Mejec) e a Secretaria de Saúde de Natal para construir e delinear soluções para a reabertura e admissão de pacientes na maternidade.

“Foi uma excelente reunião pois todos os atores envolvidos buscaram encontrar soluções para esse problema. Nós estamos fechados, pois não temos mais capacidade para o atendimento, nosso centro cirúrgico e sala de parto estão ocupados por bebês. Então ficou acordado que o Estado e o Município de Natal não vão medir esforços para conseguir transferir nossos bebês para outros leitos de UTI de outras unidades e que assim que isso for realizado conseguiremos readmitir as gestantes”, disse a diretora da Mejec, Maria da Guia de Medeiros.

De acordo com o secretário de saúde, Cipriano Maia, foram discutidas alternativas para aliviar a pressão da demanda sobre a maternidade e ainda pensadas formas de auxiliar o conjunto da rede pré-natal. “Nós sabemos que há uma oferta insuficiente na área de leitos de UTI Neonatal e por isso nos comprometemos em realizar a transferência dos recém-nascidos, mas também em viabilizar a ampliação de leitos”, disse Cipriano, que ainda completou que já entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Parnamirim. “A secretaria de Parnamirim disse que nos apoiaria para que consigamos equacionar o quanto antes essa crise vivenciada atualmente”.

Leitos de UTI Neonatal

Atualmente, no Estado existem 61 leitos estaduais de UTI Neonatal disponibilizados ao Sistema Único de Saúde. Além desses, são 27 leitos contratualizados com instituições filantrópicas, mais três com a rede privada, totalizando 91 leitos de UTI Neonatal disponíveis ao SUS. 

“Vamos trabalhar a ampliação de leitos no Estado, e a médio prazo, abrir leitos de UTI neonatal em Currais Novos que já tem obra concluída, em São José de Mipibu e no Maria Alice Fernandes, que está com obra avançada, para, assim, equacionar o problema de superlotação e com isso retomar uma regularidade na oferta da atenção pré-natal de alto risco no estado”, disse Cipriano Maia.