terça-feira, 17 de setembro de 2019
NEIDE REBOUÇAS - PALESTRANTE

No Brasil ocorrem cerca de 10 mil mortes por suicídio por ano 
Setembro é conhecido mundialmente como o mês de prevenção ao suicídio. Assunto sério, mas ainda um tabu social que não desperta interesse na grande mídia. Todos os dias, cerca de 30 brasileiros se suicidam, taxa superior a das vítimas de aids e de diversos tipos de câncer. 

Pensando nisso a II Unidade Regional de Saúde Pública (II Ursap), com sede em Mossoró, por meio do Programa Regional de Saúde Mental realizou terça-feira (17), às 9h, no auditório da unidade, uma palestra sobre o “Prevenção ao Suicídio”. A palestrante foi a psicóloga clínica, pedagoga e membro do Conselho Gestor da Associação Brasileira de Logoterapia e Análise Existencial (ABLAE), Neide Rebouças. 

“O suicídio é um grave problema de saúde pública que envolve questões socioculturais, históricas, psicossociais e ambientais. Um fenômeno complexo, multifacetado e de múltiplas determinações, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero. Contudo, o suicídio pode ser prevenido. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo”, disse a psicóloga clínica e pedagoga, Neide Rebouças. 

“É fundamental ampliar e fortalecer as ações de promoção da saúde, vigilância, prevenção e atenção integral relacionadas ao suicídio, com vistas à redução de tentativas e mortes por suicídio, tratamento adequado dos transtornos mentais, capacitação de profissionais de saúde da atenção básica, emergências e outros contextos não especializados para identificação e atendimento a pessoas em risco, capacitação de professores e demais profissionais das escolas para identificar alunos em risco, articulação com rede de saúde, mobilizar, sensibilizar e qualificar profissionais de comunicação, mídia web e mídia tradicional, formadores de opinião acerca da comunicação responsável, de modo a desconstruir o estigma relacionado ao suicídio e disseminar estratégias de prevenção e não glamourizar o comportamento, não publicar fotos, detalhes de métodos ou cartas de despedida, dentre outras ações”, ressaltou a palestrante Neide Rebouças. 

“Transtorno mental e histórico de tentativa de suicídio são os principais fatores de risco de suicídio. A depressão, o transtorno afetivo bipolar, a dependência de álcool ou de outras drogas psicoativas, bem como a esquizofrenia e certos transtornos de personalidade (com características de impulsividade, agressividade e variabilidade de humor) são os que mais predispõem ao suicídio”, destaca a especialista. 

DADOS SOBRE SUICÍDIO 

É a 13ª causa de morte no mundo – mais de 800.000 pessoas ao ano, o que equivale a uma pessoa a cada 40 segundos. É a 2ª causa de morte nos jovens dos 15 aos 19 anos. Há 10 a 20 tentativas para cada suicídio consumado. 79% dos suicídios no mundo, ocorreram em países de baixa e média renda. O Brasil é 8º país do mundo em números absolutos, atrás de Índia, China, Estados Unidos, Rússia, Japão, Coreia do Sul e Paquistão. No Brasil ocorrem cerca de 10 mil mortes por suicídio por ano, com valores estáveis ao longo dos últimos anos. A população indígena brasileira apresenta mais altas taxas de suicídio, fenômeno análogo ao de outros países com populações indígenas. 

No Brasil, os homens são os mais afetados pelo suicídio, especialmente aqueles com 70 e mais anos de idade. Os suicídios masculinos são duas a quatro vezes mais frequentes dependendo da faixa etária, a partir dos 70 anos o risco do homem se suicidar é seis vezes o risco da mulher. Por outro lado, as tentativas de suicídio são 2,2 vezes mais frequentes entre mulheres comparadas aos homens. 17% das pessoas no Brasil já pensaram seriamente em pôr fim à vida. A taxa de suicídios a cada 100 mil habitantes aumentou 7% no Brasil, ao contrário do índice mundial, que caiu 9,8%, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Notificações de automutilação e suicídio aumentaram quase 500% em 4 anos no RN 

O número de notificações de violência autoprovocada passou de 227 casos em 2014 para 1.093 em 2018, um aumento de quase 500% no comparativo entre os últimos quatro anos. Entende-se por violência autoprovocada a automutilação e o suicídio. Em razão disso, os profissionais de saúde vêm tomando providência para que a rede psicossocial seja acionada com propósito de acolher o paciente. 


Abdias Duque de Abrantes 
Assessor de Comunicação Social 
II Ursap MTB-PB Nº 604 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Acessos

NOS ACOMPANHE NO INSTAGRAM

COLUNA DO LÊNIN TIERRA

CONTATO DO BLOG

Telefone/Whats: (84) 9 8177-6707 Email: Contato@ofachodegrossos.com Facebook:  O Facho de Grossos © 2015 -2018 - O Facho de Grossos...

ASSISTÊNCIA TÉCNICA EM GROSSOS

ASSISTÊNCIA TÉCNICA EM GROSSOS

COLUNA DO EMILIO OLIVEIRA

O Facho de Grossos 2014. Tecnologia do Blogger.