terça-feira, 16 de julho de 2019
Em razão da do cenário de escassez dos soros antivenenos e do aumento do número de acidentes por serpentes, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio do Programa de Vigilância de Acidentes por Animais Peçonhentos da Subcoordenadoria de Vigilância Ambiental (SUVAM) e das Vigilâncias Ambiental e Epidemiológicas da II Ursap, realizou terça-feira (16), de julho, das 8h30 às 12h, no auditório da II Ursap, uma Capacitação sobre Acidentes Ofídicos. Esta capacitação será realizada em todas as URSAPs. 

O público alvo do evento foram os profissionais que atuam nas Vigilâncias Epidemiológica e Ambiental e agentes de combate às endemias. Foram convidados dois técnicos por cada município. O objetivo do evento foi informar sobre a situação epidemiológica do referido agravo no Estado, as medidas preventivas para evitar esses acidentes, a importância das serpentes na natureza e quais os gêneros e espécie de relevância para a saúde pública e como identifica-las. 

Ministraram o curso a doutora em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Mikaelle Costa, a técnica do Programa de Vigilância de Acidentes por Animais Peçonhentos da Sesap, Luanna Oliveira e a bióloga Ananda Marques. Estiveram presentes ao evento a responsável técnica do Programa de Vigilância de Acidentes por Animais Peçonhentos da Sesap, Josimeire Josino, a referência em Vigilância Epidemiológica na II Ursap, Vera Cristina Vale da Costa, o coordenador da Vigilância Ambiental, Saint Clair Medeiros e o coordenador regional do Programa de Controle da Raiva da II Ursap, Aderson Dantas de Lira. 
“É imprescindível à busca de estratégias para que se garanta o cumprimento dos protocolos de prescrição, bem como uma ampla divulgação do uso racional e a alocação dos insumos de forma estratégica em áreas de maior risco de acidentes e óbitos”, ressaltou a referência em Vigilância Epidemiológica na II Ursap, Vera Cristina Vale da Costa. 

Por conta do desabastecimento, os serviços de referência para o soro, são: o Hospital Giselda Trigueiro (Natal), Hospital Tarcísio Maia – HRTM (Mossoró), Hospital Estadual Telecila Freitas Fontes (Caicó) e Hospital Dr. Cleodon Carlos de Andrade (Pau dos Ferros). A Sesap também assegurou que vai orientar e sensibilizar os profissionais de saúde para que cumpram rigorosamente os protocolos de prescrição do soro, a fim de evitar desperdício. 

DADOS DE ACIDENTES OFÍDICOS NO RN 

“De 2010 a 2019 aconteceram 3.909 acidentes ofídicos no RN. 58% (2.272) por animais peçonhentos, 20% (768), por animais não peçonhentos e 22% (869) não identificados. A maior incidência foi em 2010 com 615 casos e 502 em 2016. A maior incidência foi no sexo masculino com 75,7% e no sexo feminino 24,3%. 62,7% aconteceram na zona rural e 28,4% na zona urbana. 85% dos acidentes ofídicos no RN foram causados por jararaca”, disse a doutora em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Mikaelle Kaline Bezerra da Costa. 
O QUE É O PROJETO SERPENTES DO BEM 

Houve a apresentação do Projeto Serpentes do Bem pela bióloga e coordenadora do Projeto, Ananda Marques. O projeto Serpentes do Bem é uma ONG que tem como público alvo estudantes da rede pública e privada de ensino, comunidades e universidades. Tem por objetivo mostrar que os animais não são tão perigosos. As palestras têm como foco falar sobre mitos e verdades, além de trazerem o lado positivo das serpentes como a produção de remédios alopáticos (captopril) e homeopáticos, cola cirúrgica, réptil terapia, além do controle ambiental. O intuito é desmistificar o medo que as pessoas têm desses animais e orientar sobre seus benefícios para o ecossistema. 

Recomendações: 

Em caso de acidente, lavar a região da picada com água e sabão. 

Manter o local da picada em posição confortável. 

Levar a vítima para atendimento médico. 

Não fazer cortes ou torniquetes no local. 

Manter o paciente deitado, hidratado e jamais aplicar substâncias como álcool, borra de café, vinagre e urina. 

Se possível, levar o animal para identificação da espécie. 

Abdias Duque de Abrantes 
Assessor de Comunicação Social 
II Ursap MTB-PB Nº 604
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