14 de julho de 2019
Jair Bolsonaro aplicou um golpe de mestre na classe política do Rio Grande do Norte. Pouco mais de um mês depois de publicado o decreto assinado pelo próprio Bolsonaro, reconhecendo o sal marinho produzido no RN como um bem de interesse social, outra medida editada na sexta-feira (12) acaba por neutralizar o decreto anterior, afetando um dos principais setores da economia potiguar.

O novo impacto negativo no setor para a produção salineira do RN afeta o estado, disputando com o sal originário do Chile. A Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia determinou na última sexta-feira, 12, a prorrogação da suspensão de medida antidumping no preço de compra do produto chileno.

A ação antidumping proibia a importação de sal oriundo do Chile com valores mais baratos que a produção nacional. Iniciada em 2011, a medida beneficiava, com maior intensidade, a produção das salinas localizadas no Rio Grande do Norte, considerado o maior produtor do mineral em todo o Brasil.

Segundo a Secretaria Especial de Comércio Exterior, a suspensão será válida por até um ano. A portaria anterior foi firmada, também por um ano, no dia 12 de julho de 2018.