domingo, 9 de dezembro de 2018
Por: Emílio Oliveira
Como já é do conhecimento geral, computadores, tablets, Iphones, smartphones e robôs são hardwares concebidos e construídos pelos homens com diversos materiais como ferro, plásticos, fios e componentes eletrônicos, os quais, para poderem funcionar a contento, foram concebidos e criados concomitantemente a todos eles, os seus respectivos softwares que são as suas diversas programações para que possam enfim funcionar devidamente, processando informações digitais em altíssima velocidade. 

Então, baseado nesta constatação da lógica própria humana, será que todos nós animais ditos racionais e até os irracionais não somos também robôs com múltiplas células de carne, sangue, nervos e ossos construídos por Deus? Se essa minha indagação for verdadeira, então poderia se conceber que cada um de nós é uma espécie de hardware mais complexo no caso do homem, ou mais simples no caso dos animais e que cada um individualmente, de acordo com a espécie programada no momento da concepção, recebeu o devido implante que no caso seria o software que, com o tempo, foi aprimorado pela cultura e educação do mundo onde cada um de nós foi inserido. 

Dessa minha atrevida indagação se poderia fazer outra ainda mais incisiva: por que enfim o funcionamento de todos esses componentes eletrônicos criados pelo homem até o presente momento tem dado tão certo e o homem que foi criado por Deus, ainda não deu? Será que é porque o homem é mais perfeito que Deus? Não, não acredito nessa possibilidade! O problema é que o homem foi criado com inteligência e a milhares de anos atrás e esses artefatos digitais sem inteligência foram criados apenas recentemente pelos homens.

De acordo com a visão criacionista da Bíblia, todo o planeta e seus habitantes homens e animais foram criados em apenas uma semana de seis dias de trabalho na qual, Deus, como se fosse um homem como outro qualquer que cansou durante os seis dias de trabalho e descansou no sétimo dia. De minha parte acho que para a evolução do planeta Terra, tanto o criacionismo que o iniciou, quanto o evolucionismo que o continuou se fizeram presentes, embora que me considere um pouco mais criacionista que evolucionista e por isso não consigo acreditar apenas na simples versão bíblica. 

Pela visão evolucionista os seres vivos foram surgindo e/ou desaparecendo com o passar do tempo trazendo consigo sua própria evolução e a do planeta. Essa versão torna-se mais lógica que acreditar que Deus criou tudo em apenas uma semana terrestre. O problema que vejo é que Deus como superinteligente fez os homens inteligentes também, enquanto o homem menos inteligente que Deus, fez essas primeiras máquinas não inteligentes e apenas para processar informações em alta velocidade, agilizando e facilitando as suas tarefas diárias. 

Porque Deus fez logo o primeiro homem inteligente, ele também logo sofreu as consequências de sua criação, pois mesmo tendo lhe dado um código de ética para que ele pudesse realmente prosperar e evoluir em consciência e em espirito, o homem resolveu esquecer o caminho que Deus lhe apontou e, com a sua inteligência, seguiu o seu próprio caminho e o resultado dessa rebeldia é o que estamos colhendo na nossa contemporaneidade. Injustiça social, violência, insanidade, concentração de poder e renda nas mãos de poucos, além de sangrentas guerras que ceifam tantas vidas humanas. 

Entretanto, embora que o homem até o presente momento tenha recebido das máquinas criadas por ele apenas a ajuda preponderante na agilização de todos os seus trabalhos que antes eram manuais e penosos, ele também, como Deus, começa a trilhar o caminho da inteligência digital construindo máquinas inteligentes e brevemente, tal qual Deus, irá colher as consequências de sua criação. Há até quem já firme que a inteligência artificial e digital vai fazer com que no futuro ela escravize o próprio homem que a criou! 

E por que isso? Ora porque quem planta sempre colhe o que plantou e multiplicado. Se você plantar apenas uma espiga de milho, dela colherá no mínimo uma saca. Se alguém ou alguma coisa for criada com inteligência própria é comum que ao adquirir essa aptidão, ela sinta logo necessidade de seguir seu próprio caminho e, portanto, um ser inteligente que cria outro ser inteligente, deve pensar bem antes de fazê-lo, visto ser uma aventura perigosa demais, pois sempre que se cria algo inteligente, esse algo não vai querer obedecer sempre a quem lhe criou. 

A inteligência pressupõe autonomia e isso é o que ocorre sempre que alguém inteligente cria alguém ou alguma coisa também inteligente. Se você criar um robô apenas para fazer o serviço pesado para você ele o fara enquanto existir. Mas, se você o ciar inteligente, ele vai obedecer a você apenas por um determinado tempo até que ele adquira conhecimento de sua própria potencialidade, quando então se desvinculará do seu controle e seguirá o seu próprio caminho. A essa busca de autonomia própria de um ser inteligente, diferentemente das religiões formais eu não chamo de rebeldia, mas sim de competência, embora que inicialmente seja para errar e bater com a cabeça na parede até encontrar o caminho que o leve a sua realização pessoal.

E foi justamente a esse procedimento sadio e evolutivo dos seres humanos que as religiões chamaram de pecado contra Deus, quando na verdade é apenas uma separação temporal do total domínio oe criador para que a sua criatura possa perceber e medir a sua capacidade de também desenvolver as suas múltiplas potencialidades. E o mais fantástico desse processo é que o criador, mesmo aparentemente afastado, também deverá ser considerado como co-responsável pelos acertos e também pelos erros de sua criatura. 

Se, por exemplo, você conseguir fazer um robô inteligente num laboratório qualquer e soltá-lo mundo afora e ele em determinadas circunstâncias começar a matar, roubar, ser injusto e violento ou ao contrário ser humilde, bondoso e construtivo em quem afinal deverá ser imputada toda a culpa? Somente a ele, o robô, ou indiretamente também a você que foi quem o concebeu e construiu? Essa é ou não é uma boa pergunta? Gostaria até que alguém, respaldado na lógica humana que também deve ser a de Deus, me respondesse. Quem se habilita?

Todas essas inquietações eu as sinto nas madrugadas mal dormidas, quando começo a indagar porque o mundo em que vivemos não é bem melhor do que esse que temos se de acordo com as múltiplas religiões existentes aqui na Terra, fomos todos criados por um Deus inteligente e amoroso ao ponto de, inclusive, nos amar incondicionalmente? Eu respeito todas as religiões, embora que ainda não tenha conseguido acreditar em nenhuma delas especificamente.

E não acredito porque me ache mais importante e capacitado que os que acreditam não. Pelo contrário, muitas vezes até me penitencio porque não consigo ver como a maioria das outras pessoas que conseguem acreditar piamente nelas. Inclusive, algumas pessoas acham até que eu sou um ateu. Não, não sou, pois acredito em Deus e em Jesus seu filho que foi o único homem que pisou nessa Terra e que tinha compaixão pelos sofredores, não gostava de dinheiro e nem de poder mundano, incluía a todos, não discriminava os gêneros e nem aos sexos, era totalmente compreensivo e amava incondicionalmente a todas as criaturas de Deus, quer fossem homens ou animais.

Faz trinta longos anos que eu procuro uma religião onde nela se perceba o mesmo amor incondicional como o de Jesus, a sua compaixão com os sofredores e a sua inclusão e compreensão com todos indistintamente. Infelizmente, ainda não encontrei e se isso enquanto estiver vivo algum dia acontecer, vincular-me-ei definitivamente a ela. O problema é que quanto mais busco, mais me decepciono. 

Vou afirmar aqui uma coisa que certamente não será muito do agrado dos cristãos. Eu gostaria muito de está errado, mas, mesmo sem frequentá-las, salvo melhor juízo, tenho percebido em todas as igrejas cristãs, os mesmos desencontros humanos que também vejo no mundo. Eis ai, portanto, o meu motivo e a minha razão para - até o presente momento -, ter procurado sempre fugir de todas elas.

Entretanto, tudo isso que escrevi até aqui aonde chegamos foi apenas para lançar uma espécie de desafio a todos quanto se aventurarem a ler esse que talvez seja o meu mais pretencioso texto e perguntar à luz da lógica humana que enfim deve ser também a própria lógica de Deus que nos criou - será que todos nós “inteligentes” não somos assim mesmo como nos apresentamos: ciumentos, violentos, ambiciosos, desumanos, excludentes, ruins, destrutivos, egoístas, perversos e extremados em nossa sede por poder e dinheiro quando involuídos; mas também amorosos, bons, includentes, humanos, construtivos, solidários e humanos quando evoluídos? 

Será que não somos sofisticados robôs de Deus que nos colocou aqui nesse terceiro centro cârmico que é o planeta Terra como uma experiência sua para ver até aonde poderemos chegar? Se essa indagação um dia se confirmar será o fim das religiões terráqueas que se sustentam apenas na duvidosa afirmação de que todos nós homens constantemente pecamos contra Deus e por isso mesmo precisamos nos arrepender para poder resgatar os nossos pecados, senão iremos passar toda a eternidade no inferno queimando em brasa viva. 

Afinal de contas o que é o pecado contra Deus? E se tudo isso for apenas invenção dogmática dos homens e suas religiões que dizem que o homem se desligou e precisa se religar a Deus, quando o homem pelo princípio da física quântica chamado de “emaranhamento quântico”, jamais poderá se desligar de Deus, seu criador? Noutras palavras, ele não pode se religar novamente a Deus através da religião, pelo simples fato de nunca ter se desligado. São, portanto, muitas as perguntas lógicas que se poderá fazer às religiões, para muitíssimas respostas frágeis sob o ponto de vista racional que elas possam oferecer.

Nas Cartas de Cristo que a meu ver é um dos documentos religiosos mais sérios que já tive o privilégio de ler na Internet, ele afirma na de número quatro que não existe pecado contra Deus e que as infrações eletromagnéticas oriundas do princípio da atração/rejeição provocadas pela própria ignorância do homem se voltam contra ele em forma de atribulações e sofrimentos não como um castigo vindo de cima, mas como uma infração cometida aqui mesmo contra a Lei Universal e que por isso precisa ser resgatada e somente aqui nesse nosso mundo fenomênico, pode ser feito. 

Então, baseado em tantas e tantas cabeludas dúvidas que constantemente assolam a minha inculta cabeça, é que me aventuro a dizer que, por enquanto, ainda não busco minha evolução consciencial e espiritual através das religiões dogmáticas formais que como já afirmei anteriormente se espelham no próprio mundo aonde vivemos, mas sim dentro de minha própria intuição e consciência que é onde no momento vislumbro que esteja o verdadeiro portal para tal passagem. Contudo, preciso afirmar aqui que, como muitos gostaria de também acreditar nessas religiões, mas, infelizmente, não consigo. Que Deus, portanto, tenha piedade de mim!...

Emílio. 







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