sábado, 6 de outubro de 2018
Por: Emílio Oliveira
Geralmente a política é definida como a arte do bem comum, quando na realidade ela tem se mostrado na prática como sendo a arte das possibilidades. Nela tudo é possível desde que os interesses dos agentes políticos convirjam para idênticas ou conflituosas objetividades. Por isso mesmo é que se hoje os percebemos acusando-se mutuamente cada qual em sua trincheira que são os seus próprios palanques, logo em seguida os vemos todos no mesmo palanque se elogiando mutuamente, tal como verdadeiros parceiros sexuais na antevéspera do coito.

Essa, portanto, é a real política, pois é assim que ela tem sido praticada desde o alvorecer dos primórdios da humanidade, passando pela antiguidade, idade média e enfim chegando até a nossa dita modernidade presente. Mas porque ela é assim? Pelo simples fato de ela ser apenas um eterno jogo de interesses do ego humano, Aliás, toda a vida é assim em qualquer lugar, até porque a própria vida humana no seu desenrolar é também um fato político de longo prazo.

Pelos interesses da política foram castrados muitos sonhos bonitos da humanidade, da mesma forma como muitos outros também belos e bonitos foram concretizados. Como se pode perceber tudo depende dos interesses em jogo dos agentes políticos que estão ou não no poder, quer seja em conflito ou em conluio. Noutras palavras, quando o jogo traz vantagens e benefícios a todos, a união e a confraternização é a tônica principal de uma disputa pelo voto, mas quando os interesses conflitam, a guerra se estabelece e salve-se quem puder. 

Em virtude da situação de penúria moral, econômica, social e politica em que se encontra esse nosso tão amado Brasil, patrioticamente chegamos a vislumbra a sadia possibilidade de que nessa eleição que é a mais importante de todas de nossa história política, em razão das nossas tão flagrantes necessidades, a racionalidade teria que ter sido a tônica maior dessa campanha, o que era o ideal. Entretanto, o que está de uma forma insensata predominando nela, são ações e reações de ordem puramente emocional e sem nenhum conteúdo racional.

O Brasil nunca necessitou tanto de um voto inteligente e proativo de seus cidadãos quanto nessa eleição que se avizinha, visto que ela será a mais crucial e importante de todas as eleições para a vida futura de todos nós, brasileiros e brasileiras que ainda acreditamos nesse país. O que está em jogo nela é a nossa vida, a nossa família, o nosso emprego, o nosso salário, os nossos direitos, a nossa paz, a nossa esperança, a nossa saúde, a nossa dignidade, o nosso desenvolvimento econômico e social e principalmente a nossa soberania como nação livre que parcialmente ainda somos. 

Dos muitos candidatos que estão disputando o mais importante de todos os cargos da nossa República que é a sua presidência, para uma análise de seus diferenciados programas de governo, separei apenas os três que nessa reta final estão sendo mais pontuados nas diversas pesquisas de intenções de votos dos institutos que, infelizmente, a experiência passada já mostrou que não são muito confiáveis, mas que, mesmo assim, ainda influenciam e muito o voto dos indecisos. 

BOLSONARO – É capitão reformado do exército brasileiro, político há vinte e oito anos e como deputado federal conseguiu aprovar apenas dois projetos em benefício de sua classe militar, além de ainda ter colocado todos os seus filhos homens na política, visto que um é vereador, o outro deputado estadual e o outro deputado federal e todos pelo Rio de Janeiro, como o próprio pai. Seu Plano de Governo totalmente neoliberal é bom apenas para os ricos foi todo idealizado por seu economista-mor, o Paulo Guedes, que é o seu Posto Ipiranga e também um banqueiro que sem limites pretende privatizar usando como justificativa o abatimento de nossa dívida interna e entregar a preço vil aos seus pares ricos e poderosos, quase todo o patrimônio do povo brasileiro: Petrobras, Eletrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Barsa, Banco do Amazonas, Portos, Aeroportos, Ferrovias, além ainda da precarizarização do trabalho humano através das terceirizações, retirada de direitos trabalhistas para diminuir o salário dos pobres e aumentar mais ainda o lucro dos ricaços. Para a maioria do povo pobre desempregado ou desqualificado desse país que são os de cor, pardos, mamelucos, índios, quilombolas, favelados, sem terras, sem tetos, sem perspectivas e já quase sem esperanças não há nada mais que não seja opressão, fome, miséria, cadeia e até mesmo bala, pois é um dos muitos maquiavélicos planos do próprio candidato aprovar leis mais duras e abusivas para que a polícia possa matar pessoas sem que seja imputada aos seus agentes nenhuma responsabilidade jurídica e criminosa sobre a prática de atos violentos. A meu ver, isso é simplesmente restabelecer a barbárie do século XVIII em pleno século XXI em nosso país.

HADDAD – É politico, advogado e chegou a ser considerado um excelente Ministro da Educação no Governo do Lula. Em seguida, com a ajuda do Lula foi eleito Prefeito de São Paulo, mas por ter feito uma administração não aprovada pelo povo paulista, não conseguiu se reeleger como Prefeito e perdeu até mesmo para os votos brancos e nulos, o que demonstra incapacidade administrativa no executivo. É o candidato do PT apoiado pelo Lula que como é sabido por todos não conseguiu viabilizar a candidatura por ter sido enquadrado na lei da ficha-limpa. Na verdade, ele é o Poste do Lula que como já está mais que claro o está usando nesse seu confronto pessoal com segmentos do judiciário para provar ao mundo a sua inocência ao ser absolvido pelo povo acreditando que elegerá o seu candidato, mesmo estando inocentemente preso e sem ação dentro de uma cadeia. O plano de governo do Haddad é quase todo um simples e grotesco plágio de parte do plano do Ciro Gomes que o PT passou 14 anos no poder e não teve a devida coragem ou capacidade de polo em prática, acrescido do velho esquema de dá com a mão direita e aberta aos ricos, e dá com a mão esquerda quase fechada as migalhas aos pobres. Todavia, o maior problema que antevejo no Haddad é que ele já demonstrou na prefeitura de São Paulo que não é um bom administrador e nem tampouco o politico que o país tanto necessita nessa conjuntura mais que adversa. Além do mais, uma possível vitória eleitoral dele comandada pelo Lula e o seu Partido o PT, poderá ser uma perigosa ameaça a nossa democracia por não dispor de quase nenhuma condição de governabilidade. Ou seja, uma possível vitória sua, poderá se transformar num insensato salto de paraquedas no escuro, sem o paraquedas.

CIRO GOMES - É advogado, professor universitário, escritor e político com atuação plenamente exitosa quando foi deputado estadual de oposição e situação, Prefeito de Fortaleza, Governador do Ceará, Ministro da Economia no Plano Real que debelou aquela nossa endêmica inflação, Deputado Federal, Ministro da Integração Nacional, oportunidade em que viabilizou a transposição das águas do Rio São Francisco para o Nordeste, candidatou-se como aluno visitante na Visiting Scholar na Law School de Havard e na Fellow no Center for International Affairs, tendo sido aceita em ambas, mas optando pela primeira. Nesse período passou a escrever uma coluna aos domingos no Jornal do Brasil e publicou em parceria com a jornalista Miriam Leitão esses artigos que se transformou no livro: No País dos Conflitos. Também em parceria com o eminente professor de Havard, Roberto Mangabeira Unger, publicou o Livro o Próximo Passo: uma alternativa prática ao neoliberalismo, mostrando que o neoliberalismo tem sido uma proposta de economia politica ilusória e altamente prejudicial aos países que o adotaram. É também de sua lavra o livro: Um Desafio Chamado Brasil. É um homem extremamente inteligente, criativo, brilhante e quando Prefeito de Fortaleza, diferentemente de Haddad, foi considerado o melhor prefeito do Brasil. Como Govenador do Ceará construiu em apenas 90 dias o Canal do Trabalhador com 120 quilômetros de extensão levando água do Açude de Orós à Fortaleza que na época estava com já quase dois milhões de habitantes, estando prestes a sofrer um colapso de abastecimento. Recebeu uma medalha de distinção da ONU em New York por ter sido distinguido entre todos os governadores como o campeão brasileiro no combate a mortalidade infantil, conhece como ninguém as múltiplas potencialidades e desvantagens das diversas regiões brasileiras, é um patriota, nacionalista, excelente orador, profundo conhecedor de economia política, além de ainda ter apresentado como nenhum outro candidato a Nação brasileira um inteligente Projeto Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para todo o país que beneficia indistintamente a todos os segmentos de nossa ainda tão atrasada sociedade e que se com a nossa ajuda lhe dando o voto for implantado, dará bem mais que o protagonismo global que o nosso Brasil tanto está necessitando. 

Infelizmente, tudo leva a crer que a sociedade brasileira parece que mais uma vez vai cair no mesmo erro estratégico da confrontação ideológica odienta, nefasta e sem sentido da última eleição que iniciou pela não aceitação da derrota por Aécio Neves, culminando enfim com o traumático impeachment da Dilma, esquecendo novamente que estamos no fundo do poço e que ninguém melhor que uma pessoa capacitada, de passado exitoso e corajosa como o Ciro Gomes para, com o nosso acompanhamento e ajuda tentar tirar o nosso Brasil desse buraco em que nós mesmos nos colocamos com as erradas escolhas que fizemos na última eleição.

Estamos vivendo no Brasil de hoje a mercê das inconsequentes ações emocionais e desafiadoras de alguns políticos que somente pensam em si mesmos e também de parte significativa de nossa população que não conseguiu compreender em toda a sua extensão o que realmente está se passando. Na verdade, é como se todos nós fôssemos o lendário personagem Dâmocles com a espada do Imperador Dionísio afiada sobre todas as nossas cabeças. Se de um lado a nossa democracia está sendo mais que ameaçada pelo que representa o Bolsonaro e sua corrente militar que diz que não aceita ser derrotado nas urnas; do outro lado, o Lula com o seu PT achando que basta somente ganhar a eleição, desmoralizar todo o sistema de justiça brasileiro por mais injusto e parcial que tenha sido com ele, para que todos os problemas oriundos da saída dele e do PT do poder sejam milagrosamente resolvidos.

Intuitivamente percebo que parece até que não entenderam o perigoso jogo em que se meteram, ou entenderam e querem desafiar forças bem acima de suas próprias capacidades de confronto e luta. E o pior é que, enquanto a nação patina em seus inúmeros problemas estruturais e conjunturais, as paixões incosequentes assumiram o comando da maioria das ações coletivas ao ponto de termos que engolir no segundo turno da eleição, ou o POSTE do Lula representado por Haddad em quem não percebo uma forte e convincente liderança para atravessar a tempestade que vai aumentar ainda mais, ou o POSTO IPIRANGA do Bolsonaro juntamente com a sua turma formada por pessoas sem muita insensibilidade ao sofrimento alheio e que vesgamente ainda enxergam as nossas endêmicas desigualdades não como fruto de injustiças sociais, mas como o efeito do nossa suposta preguiça e parasitismo tupiniquim, e as nossas diferenças raciais não como um patrimônio de nossa riquíssima variabilidade genética que precisa ser é conservada e não eliminada.

Posso até está engando e gostaria muitíssimo que estivesse, mas o que antevejo é um próximo estado de confronto aberto entre esses dois segmentos políticos que de forma iracunda se antagonizam, prestes a se instalar nesse país e o resultado disso poderá ser uma violenta ditadura militar que todos nós de cabelos esbranquiçados sabemos bem do que se trata. É, pois ante tão perigosa constatação que me atrevo a fazer mais que um apelo a quem chegar a ler a esse meu reflexivo texto. No próximo domingo, dia 7 de outubro, quando forem digitar os números de seus pretensos candidatos, pensem primeiramente em vocês próprios e em seus filhos e netos se os tiverem, mas pensem também no nosso amado e grande país não contribuindo com os seus decisivos votos para que ou caos ou a ordem excessivamente violenta possa se instalar no nosso Brasil que, como um doente em fase terminal, se encontra à beira de um profundíssimo abismo.

Finalmente, concluo dizendo que se você ama ao Brasil como ama a sua própria família e eu sei que você ama porque você também é um patriota como eu e tantos outros brasileiros de boa-fé, então ajude a salvar o Brasil votando na terceira via mais segura, viável e proativa para todos nós, representado pelo candidato de número 12 que é o Ciro Gomes que diferentemente de querer incendiar o país estabelecendo um confronto entre os diferentes, deseja é unir verdadeiramente a quem trabalha e a quem produz para que todos mediados pelo iluminismo advindo das nossas Universidades possa nos orientar com o necessário rigor cientifico, na busca da implantação de um Projeto Nacional de Desenvolvimento que tenha começo, meio e fim e que beneficie indiscriminadamente a todos nós brasileiros e brasileiras sem nenhuma distinção de raça, cor, gênero, preferência sexual, religião e ideologia política. Tenho dito!

Emílio.
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