terça-feira, 23 de outubro de 2018
A II Unidade Regional de Saúde Pública (II Ursap), com sede em Mossoró realizou terça-feira (23), às 9h, uma Oficinas de Capacitação de Multiplicadores para a Promoção de Práticas Alimentares Saudáveis e Prevenção de Câncer para coordenadores municipais da Rede de Atenção Básica do SUS e do profissionais do Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF). 

O objetivo foi capacitar profissionais que atuam na Rede de Atenção Básica do SUS e NASF, como multiplicadores de conhecimento em alimentação, nutrição, atividade física e prevenção de câncer, a fim de que eles incluam o tema nas suas atividades de rotina profissional e desenvolvam ações específicas no âmbito da Atenção Básica à Saúde.

A oficina foi conduzida pela Referência em Atenção Básica, Vilcelânia Alves Costa e a Referência em Vigilância Epidemiológica, Vera Cristina Vale, ambas da II Ursap. Presentes ao evento a gerente Camila Alves, o coordenador do Núcleo Técnico, Antônio Irineu Pereira dos Santos e a amestradora, Karine Soares. 

“O câncer faz parte do grupo das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), que ultimamente são a principal causa de morte no Brasil. Ao contrário do que aponta o senso comum, os genes herdados da família representam tão-somente de 5% a 10% dos casos, sendo os fatores ambientais e os modos de vida as principais causas da doença”, disse Vilcelânia Alves. 

“A Estratégia Saúde da Família (ESF) tem um extraordinário desempenho no redirecionamento do modelo de atenção à saúde no país, cuja operacionalização ocorre por meio da implantação de equipes multiprofissionais em unidades de Atenção Básica à Saúde”, ressaltou Vilcelânia Alves Costa. 

“Estima-se que apenas por meio da alimentação saudável, prática regular de atividade física e peso corporal adequado, aproximadamente 1 em cada 3 casos dos tipos de câncer mais comuns no nosso país possa ser prevenido. 13 em cada 100 casos de câncer no Brasil são atribuídos ao sobrepeso e obesidade, sugerindo uma carga significativa de doença pelo excesso de gordura corpora”, disse Vera Cristina Vale. 

“É fundamental orientar a população sobre as consequências da obesidade e a importância de prevenir o aparecimento precoce de doenças decorrentes do excesso de peso”. “Os índices são alarmantes, e nós precisamos frear o avanço da obesidade ente a população”, alerta.

Obesidade infantil e em adolescentes atinge dados alarmantes

33,5% das crianças de cinco a nove anos e 14% apresentam obesidade. 17,1% de dez a dezenove anos apresentam excesso de peso e 8,4% obesidade. 56.9% da população adulta encontra-se com excesso de peso e 20, 8% obesidade. 32,3% das crianças menores de dois anos tomavam refrigerante ou suco artificial no Brasil em 2013. 

Quanto mais se movimenta o corpo, maior a proteção contra o câncer. Caminhar ou ir de bicicleta para o trabalho, subir pelas escadas em vez de usar os elevadores, estabelecer momentos com a família e/ou amigos para atividades ao ar livre e/ou em praças públicas são algumas opções para aumentar a atividade física no dia a dia.86,7% dos adolescente tiveram prática insuficiente de atividade física em 2010 e 45,1% dos adultos tiveram prática de atividade física insuficiente em 2016. 

Brasil lidera o ranking de consumo de agrotóxicos

O consumo de agrotóxicos no Brasil saltou de 2 bilhões de dólares para mais de 7 bilhões entre 2001 e 2008, alcançando valores recordes de 8,5 bilhões de dólares em 2011. Em 2009, o país se tornou o maior consumidor mundial de agrotóxico, com mais de um milhão de toneladas, o que equivale a um consumo médio de 5,2 kg de veneno agrícola por habitante. Os dados são de um relatório do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Consumo de sódio

O brasileiro ingere atualmente 12 gramas de sódio por dia, mais que o dobro do máximo sugerido pela Organização Mundial da Saúde, que é de 5 gramas. O consumo alimentar influencia na prevalência de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e obesidade que, juntas com as doenças cardiovasculares, respiratórias e câncer respondem por 72% dos óbitos no País. Mais de 70% da população brasileira consome quantidades excessivas de sódio. 

Comer é um ato agrícola, ecológico e político

“Comer é um ato agrícola, disse, numa frase famosa, Wendell Berry (fazendeiro e economista americano). É também um ato ecológico, além de um ato político. Ainda que muito tenha sido feito para obscurecer esse fato bastante simples, o que e como comemos determinam, em grande parte, o que fazemos do nosso mundo – e o que vai acontecer com ele. (…) Muita gente hoje parece totalmente satisfeita comendo na extremidade da cadeia alimentar industrial sem parar para pensar no assunto”, escreve o jornalista norte-americano Michael Pollan, no seu livro “Dilema do Onívoro”. 

Abdias Duque de Abrantes
Assessor de Comunicação Social

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