domingo, 30 de setembro de 2018
Por: Emílio Oliveira
Como claramente se percebe pelo clima político de confronto estabelecido nas ruas das cidades brasileiras, essa eleição será a mais odienta de toda a história política desse nosso tão amado e sofrido país. Os dois espectros políticos mais extremados estão de forma irracional se digladiando, enquanto a discussão séria e inadiável dos reais e mais graves problemas do país que são os econômicos, estão sendo infantilmente empurrados para debaixo do tapete de nossas eternas e tão malfazejas inconsequências políticas. 

Uma espécie de raiva odienta se apossou da maioria de nossa população ao ponto de ela não mais pensar no que é melhor não somente para o país, mas também para todos nós brasileiros e brasileiras, visto que o que está valendo mesmo é a absoluta vontade de derrotar e destruir o adversário, independentemente de que, mesmo assim, o Brasil como país que ainda é, esteja sendo visivelmente desmontado para futuramente ser esquartejado e disputado a preço vil nos fajutos leilões que, para serem legitimados, serão elogiados pela mídia entreguista e antipatriota que lhe garantirá toda a legalidade necessária.

Os reais e mais graves problemas socioeconômicos do país foram pouquíssimo discutidos nessa campanha, visto que as emissoras de TV que se propuseram a fazer alguns debates se interessavam mais em discutir as picuinhas dos candidatos do que mesmo sobre esses gravíssimos problemas que realmente ameaçam o país e como eles pretendem resolvê-los. O que tem predominado mesmo é a emoção vazia, a raiva, o radicalismo, o confronto e a ausência de racionalidade em todas as relações. Parece até que as pessoas se robotizaram ao ponto de o que vale mesmo é somente derrotar o próximo adversário. 

O único candidato que demonstrou preparo superior aos outros para tentar encontrar os caminhos de desobstrução dos inúmeros gargalos que impedem o nosso desenvolvimento econômico e social não lhe foi realmente dado, na medida em que sequer o deixavam falar sobre a sua visão econômica em relação ao país e as suas atuais estratégias de desenvolvimento foi o Ciro Gomes que, por esse motivo, foi deixado em segundo plano para que, com a força do seu talento, não conseguisse atingir a racionalidade do eleitor.

Tudo nesse país se move hoje como se o mais importante não fosse uma real e rápida solução de seus múltiplos problemas, mas os que fugindo da realidade se resolveu discutir, que são as suas mazelas e picuinhas bem menores que suas urgentes necessidades. Estamos endividados, desindustrializados, moralmente abatidos, sem capital, sem rumo e como diz o ditado popular: sem lenço e sem documento. E o pior de tudo isso é o constrangimento de se ver as pessoas se digladiando numa espécie de confronto direto nas ruas das cidades brasileiras, torcendo por dois candidatos que nenhum deles trará a definitiva solução das nossas dificuldades.

Pelas nossas ainda inúmeras infantilidades políticas, estamos todos dependendo ou de um “poste” do Lula que é o Haddad, ou de um “Posto Ipiranga” do Bolsonaro, que é o economista Paulo Guedes. O poste Haddad, já foi administrativamente experimentado como Prefeito de São Paulo e não foi sequer reeleito perdendo inclusive para os votos brancos e nulos; Quanto ao Posto Ipiranga que é o Paulo Guedes, igualmente ao seu candidato o Bolsonaro, também não teve nenhuma experiência administrativa no poder executivo e apesar de ser considerado como um grande economista, é um homem de total confiança dos banqueiros internos e externos e, portanto, a agenda dele como é até compreensível, é garantir a continuidade do RENTISMO desse setor que de forma tão rápida vem destruindo a economia do nosso país.

Além dessas péssimas premissas dos dois candidatos que as pesquisas eleitorais indicam que estarão no segundo turno da eleição, ainda tem como agravante o fator politico que é o mais desestabilizador e perigoso nessa atual conjuntura altamente problemática. Há quem diga que se o Bolsonaro ganhar brevemente teemos conflagrações politicas e sociais violentas no país, as quais tomarão proporções incontroláveis com a preservação da democracia e a ditadura militar mais uma vez se instalará no país. 

E se for Haddad o vencedor, desde o primeiro momento de sua vitória ele não terá e não conseguirá a governabilidade de que necessita para promover as inadiáveis reformas que o país reclama e com isso virá um novo impeachment e o Brasil terá que passar por outra ruptura democrática com os já tão conhecidos traumas de uma ditadura militar que nos dividirá ainda mais e que no momento não é a solução mais adequada para o um país em profunda crise como a que vive o Brasil.

Para os que sabem o que realmente está ocorrendo com o nosso país, todas as dificuldades que estamos endo obrigados a passar hoje foram originadas não de possíveis problemas criados pela direita ou pela esquerda como alguns de forma maldosa ou desavisadamente tentam demonstrar, mas simplesmente de uma profunda crise econômica nunca vista na nossa história, a qual, por sua vez, precipitou todas as outras que lhe seguiram. A perda do valor comercial de nossas commodities geraram grandes déficits na nossa balança de pagamentos, déficit governamentais, desemprego, déficits na Previdência Social e finalmente perda da governabilidade que culminou com o golpe formal que retirou a Presidenta Dilma do poder.

Hoje o país se encontra no fundo do poço e somente um bom engenheiro de questões econômicas e sociais que demonstre coragem, seja um profundo conhecedor das causas que nos levaram a essa humilhante situação, que tenha tido experiência exitosa na administração pública do executivo, que tenha tido experiência exitosa na administração pública do legislativo na oposição e na situação, e que seja também obrigatoriamente descomprometido com o sistema financeiro nacional e internacional que ora domina o nosso país.

Esse homem sem dúvida nenhuma é o Ciro Gomes e se o povo brasileiro ainda em tempo compreender o que está em jogo nessa eleição que é a nossa própria soberania, votará nele como a terceira via mais sadia e não tanto perigosa quanto as duas anteriores para que ele, com a sua brilhante inteligência, patriotismo mais que comprovado e um decisivo Projeto Nacional de Desenvolvimento consiga dar mais protagonismo global ao Brasil, transformando-o num país rico, próspero, justo, includente e respeitado mundo afora e com o próprio Ciro se transformando no grande estadista que esse pais nunca teve e que tanto necessita nesse momento mais que crucial de nossa tão injusta história.

Emílio.
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