domingo, 23 de setembro de 2018
Por: Emílio Oliveira
Estamos todos sem exceção vivendo uma fase difícil de nossas existências ante o assombroso fato de que as emoções negativas do tipo raiva, mágoa, ciúme, inveja, rancor, ira, maledicência, ambição desmedida e egoísmo exacerbado é o fator que está normalmente norteando as nossas vidas. O nosso descontrole emocional chegou ao ponto de que basta apenas uma leve discordância em qualquer posicionamento que assumamos, para que se estabeleça logo um sério conflito entre as partes de tal modo que, além de ameaças verbalizadas, pode-se inclusive chegar até às raias da violência física. 

E isso fica bastante claro para todos sempre que nos aventuramos a navegar nas das redes sociais, pois é justamente ali onde estamos depositando todas as nossas frustrações, decepções, mágoas e ressentimentos racionais ou não, uns contra os outros. Eu às vezes fico pasmo, quando basta apenas uma simples discordância de opinião para que os ânimos se acirrem e se estabeleça logo um desentendimento que, mesmo começando de forma ideológica, logo se transforma em pessoal com o rancor e o destrate tomando conta da conversa. 

Esse é mais ou menos o quadro em que se encontra atualmente o nosso tão amado Brasil. Se de um lado os desentendimentos pessoais grassam nas redes sociais, do outro, o país e encontra no fundo do poço e com o seguinte diagnóstico quase que terminal: sessenta e três milhões de pessoas com o nome sujo nos órgãos de controle de crédito; mais de treze milhões de desempregados; trinta e dois milhões de pessoas na informalidade; treze mil indústrias desativadas nos últimos três anos; duzentas mil lojas fechadas nos últimos dois anos; a economia praticamente paralisada; as grandes construtoras quebradas; um rombo de cento e cinquenta bilhões de reais na Previdência Social, cinco trilhões de reais de divida interna que consome mais de cinquenta por cento de todo o nosso orçamento anual; além do descrédito geral dos investidores internos e externos que, temendo a crise, não investem em quase nada para destravar a economia.

Nos meus já muitos anos de existência aprendi que, quando se vive uma situação de tamanha magnitude o correto a fazer é sempre procurar algum especialista no assunto e que, além de comprometido com a causa tenha também reais condições de enfrentar para resolver o desafio. Pelo menos, é assim que o mundo mais civilizado tem procurado atuar alhures e algures. Porque se um especialista e entendedor do assunto não resolver, torna-se claro que ninguém sem experiência alguma poderá fazê-lo. Geralmente, quando não é assim que se procede, com certeza, a tragédia tende a se estabelecer e o resultado é o caos generalizado. 

Temos ai uma breve eleição presidencial e que celeremente se aproxima e, infelizmente, o que tem pautado e norteado as decisões de nossa tão sofrida gente brasileira evidentemente que não é a que se esperava de um povo tão inteligente como o nosso. Como os políticos se desmoralizaram ao ponto de quase ninguém mais acreditar em suas promessas que para o povo tem sido sempre vãs e mentirosas, a revolta assumiu o total comando das decisões e os oportunistas de plantão como sempre, aproveitam para se darem bem conquistando nesses momentos difíceis da vida de todos nós, a confiança das pessoas com frases feitas e palavras de ordem que mais tarde somente levarão a mais revolta e mais decepção.

Muitos candidatos estão em plena campanha se apresentando ao povo com o intuito de conquistarem o seu coração e o com isso também o seu voto para se eleger presidente da República. Há candidatos de todo o espectro ideológico, indo desde a extrema-direita como Bolsonaro e Daciolo, passando pelo centro-direita com Alkmin, Amoedo, Álvaro Dias e Meirelles, do centro-esquerda como o Ciro Gomes e finalmente da esquerda mais soft agora com Haddad que é o atual poste do Lula. Também se pode ainda considerar outros representantes das religiões formais aqui, mas, como ainda são sem muita expressividade eleitoral, não entram nessa conta. 

Todos eles estão se postando aí perante o povo brasileiro e é até fácil de descobrir quem são os candidatos que tem um posicionamento mais empático e verdadeiro com as causas e carências do povo pobre e sofredor desse país e quem somente pensa em se beneficiar e também mais ainda a elite que vive nababescamente, enquanto esses segmentos mais desprotegidos comem o pão que o diabo amassou. Como eu estou pensando única e exclusivamente no meu país, já escolhi o único candidato que todo mundo já sabe que e que a meu ver é sem dúvida nenhuma o mais preparado nesse momento histórico em que estamos vivendo, para nos tirar dessa situação de paralisia e penúria em que estamos todos sendo obrigados pelas circunstancias da vida a passar. 

Porém, posso está enganado e até gostaria de estar, mas certos segmentos da classe média juntamente com alguns pouquíssimos ricaços desse país, estão ideologicamente tão intoxicados ao ponto de sequer perceberem o perigoso salto no escuro que estão prestes a dar nessa eleição que se avizinha, embora reconheça a mais justa das revoltas em suas mentes e corações que estão se decidindo a votar num candidato que mesmo eu não tendo nada pessoalmente contra ele, apenas acho que ele não se preparou como devia ter feito, para aspirar o mais alto cargo de uma República que é a sua presidência. 

Há quem diga que a revolta e/ou a paixão são sentimentos que cegam a qualquer um e parece que cegam mesmo, pois a paixão ostensivamente demonstrada por esses segmentos sociais bem instruídos e bem remunerados de nossa população é tamanha por esse candidato que chego a pensar como um reencarnacionista que sou, se nós realmente não estamos merecendo isso e, portanto, temos coletivamente que passar por um ajuste de nossas dividas pretéritas cobradas agora através do resgate de carmas milenares que vêm se acumulando, existência após existência.

Na minha talvez ainda confusa cabeça, é a única coisa que consegue explicar tanta paixão sem motivo algum da parte dessas pessoas que cegamente acreditam que um homem sem o devido preparo e que até agora nunca administrou nada, possa realmente resolver num simples passe de mágica e somente com algumas palavras de ordem e muita fanfarronice, toda a complexidade para poder se chegar à definitiva resolução dos gravíssimos problemas que tão profundamente nos tem afetado. 

Eu sei que a revolta contra o PT e até mesmo contra o PSDB é grande e eu até compreendo isso, mas se precisa saber também que todas às vezes em que se toma decisões precipitadas levadas simplesmente por fortes emoções, geralmente as coisas não dão muito certo. Foi assim que aconteceu no tempo do Collor, lembram? Ele era puro, honrado, honesto, patriota, nacionalista, jovem, valente e corajoso e somente não o chamaram de “mito”, mas o seu nome de guerra era caçador de Marajás que vinha das Alagoas para acabar de vez com todos os privilégios dos Marajás da República.

Muitos como hoje, infelizmente, também acreditaram piamente nele e o fizeram presidente da República do Brasil e o resultado todos nós que não votamos e também os que votaram, assistimos a sua derrocada de camarote. Um desastre moral, econômico, político e administrativo que culminou enfim com o seu tão comemorado impeachment igualmente como foi a sua vitória nas ruas das cidades de todo o nosso país, pelo alivio que todos enfim sentiram pelo seu mais que justo afastamento do poder. Será meu Deus que todo aquele sofrimento ainda não foi suficiente para aprendermos definitivamente a lição?

Eu me recordo bem que até mesmo o meu pai que foi durante toda a sua vida um homem político e inteligente, também acreditou e se deixou levar pelas estórias mal contadas daquele folclórico caçador de Marajás das Alagoas e pelo fato de eu já naquela época intuir a flagrante falsidade de suas promessas, tentava explicar para ele que aquilo tudo era falso e que na verdade ele se posicionava como um personagem que havia encarnado nele e que no devido tempo, ele se revelaria e foi dito e feito. Igualzinho ao que está ai que também encarnou um personagem que no devido tempo se revelará em toda a sua extensão e malignidade. 

Certa vez o meu pai chegou a me pedir que eu na sua casa e na sua presença não me atrevesse mais a falar do seu ídolo candidato que, felizmente, mais tarde provou a todos que tinha como igualmente tem o do presente, os mesmos pés de barro. E eu faço essas previsões não é porque seja ou queira ser adivinho não, o que aliás ninguém é! Mas porque é flagrante para todas as pessoas que conseguiram desenvolver a intuição, tudo o que é falso e tudo o que é verdadeiro. Quando o Collor ganhou e empossou, a sua primeira medida econômica foi congelar por tempo indeterminado a poupança de milhares de brasileiros que desavisadamente ou não, votaram nele.

Lembro também que no primeiro domingo após sua posse eu fui conversar com o meu pai em sua casa o que como sempre fazia todos os domingos, e antes de eu falar sobre o assunto ele veio logo dizendo: não precisa dizer nada, eu já entendi que você tinha razão. Aquele sujeito é um cafajeste! Essas foram às revoltadas palavras de meu pai e não minhas, embora que parcialmente também concordasse com ele. E porque o meu pai disse aquilo? Porque ele enquanto vivo, sempre teve uma pequena poupança e quando viu o seu suado dinheirinho não poder ser sacado por tempo indeterminado, a ira normalmente se apossou dele.

Portanto, precisamos todos tomar mais cuidado com as pessoas que não se capacitaram devidamente para as os grandes embates da vida tentando conseguir seus objetivos através de posicionamentos simplistas demais porque isso nunca se coaduna com realidade dos fatos e o resultado desse tipo de tentativa é sempre o desmascaramento da pessoa mais tarde. Ele é contra o aborto e diz logo em seguida que bandido bom é bandido morto! Diz ter Deus no coração e sempre uma arma na mão! Discrimina as minorias de cor e classifica o peso de quilombolas em arrobas como se fossem simples animais! Posiciona-se a favor da tortura! Prega a sonegação de impostos! Diz não acreditar na política e nos políticos, mas ele e sua família mamam todos nas tetas da velha vaca de leite! Reside em casa própria e recebe auxílio moradia do povo que diz acreditar nele! Quer que a polícia seja isentada de qualquer responsabilidade judicial pela morte de pessoas inocentes ou não! E por fim, deseja armar toda a população como forma de acabar com a violência!

A responsabilidade pela contenção da violência no país não é do simples cidadão comum, mas do Estado que, constitucionalmente, foi habilitado para esse fim. Querer armar a população com essa finalidade além de ser muito grave para quem vai portar uma arma uma vez que o bandido usa sempre o fator surpresa para assaltar, é antes de tudo retirar do Estado essa prerrogativa e colocá-la irresponsavelmente nas costas dos cidadãos que, se isso vier a acontecer realmente, vão morrer bem mais pessoas a cada ano que as 63.880 que foram assassinadas o ano passado e, o que é pior, com uma arma na cintura.

Desconfio seriamente de que por trás de tudo isso e nas sombras dos gigantescos interesses comerciais deve se encontrar o velho, corrupto e assassino lobby das armas que hoje praticamente já está mandando em quase todos os países do mundo. E é consciente de todo esse processo que já escolhi o meu candidato a presidente da República e ganhe ou não, eu estarei votando nele e nos interesses maiores do meu país. Pelo menos, ele é o único que realmente apresentou um Projeto de Desenvolvimento Nacional que não temos há muito tempo.

É um cidadão decente, competente, brilhante, inteligente, com experiência administrativa exitosa por onde passou e se o nosso povo tivesse a acuidade política para entender realmente a sua luta em beneficio dele o povo brasileiro e do próprio Brasil, ele iria se transformar no grande estadista que todos nós estamos tão urgentemente necessitando. O seu nome é Ciro Gomes e o seu número na urna eletrônica é 12. Votar deve ser sempre um ato de racionalidade e jamais de uma simples revolta por mais justa que ela possa ser. Tenho dito!...

Emílio.
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