quinta-feira, 5 de julho de 2018
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio da Coordenadoria de Promoção à Saúde (CPS), realizou no auditório da II Unidade Regional de Saúde Pública (II Ursap), com sede em Mossoró-RN, quinta-feira (5) de julho uma Capacitação em Diagnóstico e Tratamento da Leishmaniose Visceral Humana direcionada aos médicos e enfermeiros dos municípios da II Ursap, dos hospitais regionais e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Mossoró. 

O evento teve o objetivo de fornecer informações, no intuito de reduzir a taxa de letalidade da doença por meio do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. Além de apresentar medidas de prevenção e controle, que devem ser utilizadas junto à população, no meio ambiente, em reservatórios e para com o agente transmissor.

A capacitação foi ministrada pelo médico infectologista do Hospital Giselda Trigueiro (HGT) e professor do Curso de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), Dr. Igor Thiago Queiroz e pela bióloga da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Ximênya Glauce da Cunha Freire Lopes. O evento contou com a participação do coordenador regional do Programa de Controle da Leishmaniose na II Ursap, Antônio Nascimento. 

CASOS NOTIFICADOS DE LEISHMANIOSE NO RN E II URSAP

“Foram notificados de 2007 a 2017 no RN 1.105 casos da doença e deste total 70 foram a óbito. Em 2018 já foram notificados 52 casos, com seis óbitos. Nos municípios das 2ª e 8ª Regiões de Saúde de 2007 a 2017 foram notificados 385 casos de Leishmaniose Visceral e 31 óbitos. Em 2018 já foram notificados 11 casos e nenhum óbito”, informou Ximênya Glauce da Cunha Freire Lopes.

CASOS E ÓBITOS POR LEISHMANIOSE VISCERAL NA II URSAP DE 2007 A 2018

Mossoró 232 casos, Assú (69), Caraúbas (17), Governador Dix-Sept Rosado (17), Serra do Mel (14) e Baraúna (13). Total de óbitos Mossoró ( 19), Assú (6), Angicos (1), Baraúna (1), Carnaubais (1), Governador Dix-Sept Rosado (1), Paraú (1) e Upanema (1). 

“A Leishmaniose Visceral é tem maior prevalência da doença entre as pessoas do sexo masculino, atinge crianças na faixa etária de um a quatro anos, adultos na faixa etária de 30 a 39 anos e tem caráter urbano”, ressalta Ximênya Freire. 

“A Leishmaniose Visceral (LV) é uma doença infecciosa de caráter endêmico. É uma moléstia zoonótica de transmissão vetorial crônica grave, potencialmente fatal para os homens. No Brasil, apresenta grande relevância na saúde coletiva, com elevadas taxas de incidências e de letalidades. A leishmaniose atinge milhões de indivíduos mundialmente e estão relacionadas a mudanças ambientais, urbanização, migração e susceptibilidade do hospedeiro. O aumento de casos de leishmaniose visceral (LV) em áreas urbanas pode ser explicado, não só pela adaptação do vetor a diferentes situações ambientais, circulação do parasita e introdução de hospedeiro infectado, como também pela intersecção com áreas de transmissão do HIV”, disse o infectologista Igor Thiago Queiroz. 

“As leishmanioses são zoonoses consideradas, inicialmente, de transmissão essencialmente silvestre, eram limitadas a áreas rurais e a pequenas localidades urbanas. Atualmente, apresenta mudanças no padrão de transmissão em decorrência das modificações socioambientais, como o desmatamento e o processo migratório caracterizado pelo êxodo rural, levando o homem para as periferias das grandes cidades. A Leishmaniose Visceral pode ser confundida com a malária, esquistossomose hepatoesplênica e a forma aguda da doença de Chagas,” disse o médico Igor Thiago Queiroz. 


Abdias Duque de Abrantes
Assessor de Comunicação Social


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