domingo, 15 de julho de 2018
Por: Emílio Oliveira
Nesse domingo dia 15/07/2018, finalmente está terminando na Rússia mais uma Copa do Mundo de Futebol patrocinada pela FIFA. Se na Copa passada sofremos muito porque ela ocorreu no nosso próprio país e tivemos que passar por aquele vergonhoso vexame da sofrida derrota por 7 x 1 para a Alemanha, nessa também sofremos um pouco, pois apesar de todos os prognósticos dos entendidos no futebol afirmarem que tínhamos todas as condições para chegarmos outra vez ao título, mais uma vez deu no que deu.

De minha parte, sempre desconfiei do óbvio de que da Copa de 2014 para essa de 2018, não evoluímos futebolisticamente o suficiente para sonharmos verdadeiramente com os pés no chão e chegarmos ao nosso tão sonhado Hexacampeonato. E porque não? Pelo simples fato de que não buscamos esse objetivo com todas as nossas forças, não mudamos o nosso jeito de jogar, não concebemos e nem tampouco conseguimos estabelecer novas táticas do jogo que pudesse nos distinguir dos outros países que disputaram juntamente conosco o mesmo objetivo que é ser campeão do mundo. 

Precisamos considerar também que essa Copa do Mundo na Rússia foi uma caixa de surpresas desde a fase inicial de classificação das equipes para o campeonato, com a não classificação da Itália, Holanda e Estados Unidos. Dos classificados, saíram logo na primeira ou na segunda fase, os grandes favoritos e todos ex-campeões mundiais. Alemanha, Argentina, Espanha e já também na quarta fase das quartas de final saiu o Brasil e nas semifinais outra ex-campeã mundial, a Inglaterra, ficando de todo esse grupo de ex-campeões mundiais, apenas a França que muito dificilmente não será a nova campeã mundial, embora que como sempre vou torcer pelo mais fraco que é a Croácia. 

Ontem, sábado, foi disputado o terceiro e quarto lugar e a Bélgica, que de forma surpreendentemente estratégica conseguiu tirar o Brasil da disputa, ganhou de mais uma campeã que é a Inglaterra e ficou no terceiro lugar e a Inglaterra no quarto. A Bélgica é uma grande equipe e perdeu da França apenas por um descuido muito parecido com o que o Brasil perdeu para ela, pois um time que tem dois jogadores no meio do campo do nível de De Bruinne e Hazard e um goleiro como Courtois, precisa, além de ser respeitado, também admirado.

Em 2022 haverá outra Copa do mundo no Qatar e espero que os dirigentes maiores da CBF que administram a nossa seleção, caiam na real e percebam claramente a nossa defasagem em alguns fundamentos do futebol e nesses quatro anos que nos separam dela possam fazer as devidas correções para que não venhamos todos novamente, mais uma vez em 2022, amargarmos outra tão decepcionante derrota. Eu sei que o Brasil ultimamente tem inclusive abdicado de jogar aquele seu tão empolgante futebol do passado e que orgulhosamente nos deu os cinco títulos que conquistamos. Também sei que perdemos a Copa não porque não tivéssemos mais vontade de ganhar não, mas talvez por uma serie de mudanças rápidas que vem ocorrendo no mundo todo e nós também fomos profundamente afetados por esse processo.

Antigamente, quando disputávamos títulos mundiais e ganhávamos, logo que os nossos filhos completavam cinco anos, dávamos a eles de presente uma linda bola de futebol e em todas as nossas cidades pequenas, médias e grandes, sempre havia campeonatos mirins de futebol para incentivar as nossas crianças nesse tão nobre esporte. Hoje, infelizmente, o primeiro presente que damos aos nossos filhos nessa idade geralmente é um Smartphone ou um Iphone e os campeonatos mirins de futebol que revelou tantos craques, desapareceram. 

Além disso, quando os garotos sonham hoje em ser um jogador de futebol famoso é mais pela possibilidade de conseguirem fortuna do que mesmo por amor e dedicação ao esporte. Os nossos jogadores que são convocados para as Copas do Mundo são sempre de times estrangeiros e não mais os bons jogadores que jogam nos times do nosso país. São quase todos de times da Espanha, Inglaterra, Itália, etc, e mesmo eles jogando nesses times de alta performance a nível mundial, quando na seleção, não dão conta do recado de forma que façam jus à fama que souberam conquistaram nesses países onde jogam.

O pior é que a gente mesmo sem ser um técnico for analisar a evolução desse esporte nessa Copa da Rússia, veremos que a grande estratégia de quase todos os times que dela participaram foi simplesmente desenvolver uma espécie de retranca que no passado somente a Itália utilizava e por isso mesmo era criticada por sempre apresentador um futebol feio e covarde. Mesmo como leigo no assunto, o que em quase todos os jogos eu consegui ver, foi os times participantes formarem duas linhas de retranca, com uma linha de cinco homens dentro da área defensiva maior, mais quatro na sua linha divisória e um homem na frente para - num descuido qualquer do adversário -, fazer um contra-ataque veloz e conseguir um gol, voltando de novo para a retranca.

Infelizmente, essa foi à única tática visível de toda a Copa da Rússia que os times que dela participaram conseguiram demostrar nos múltiplos jogos que se sucederam e parece que será mesmo esse tipo de estratégia pusilânime que se constituirá como a vitoriosa com o seu término nesse domingo (15/07/2018), com o jogo final entre França e Croácia. Como já afirmei anteriormente, eu vou torcer pela valente Croácia, embora que ache a França um time mais equilibrado, rápido nos contra-ataques e com mais experiência em Copas de Mundo para ser a seleção campeã e por fim se tornar bi-campeã mundial de futebol.

Vejo sem compreender na nossa imprensa falada e televisada as pessoas que até entendem de futebol falarem mal do Neymar e afirmando de forma contundente e maldosa que ele cai demais simulando que foi derrubado e atingido durante as partidas. O problema é que por ser ele um destaque nessa modalidade esportiva, é também o jogador mais perseguido pelos adversários até porque se não cuidarem devidamente dele, ele faz o gol e ganha a partida. Portanto, a meu ver Neymar não foi tão mal assim nessa Copa do Mundo como estão tentando pintar o quadro nos jornais e nas redes sociais de todo o mundo. 

Senão vejamos: ele foi o jogador que individualmente mais sofreu falta nessa Copa; o que foi mais derrubado no meio do campo; nas proximidades da área e até mesmo dentro da área sem que tenha sido marcado nenhum pênalti a seu favor; fez dois gols importantíssimos para o Brasil chegar aonde chegou; deu o passe para outro gol e lutou muito durante todas as partidas para levar a nossa seleção à final. O maior problema do Neymar que eu vejo e posso até está engando, é que todo o país espera somente por ele para carregar nas suas costas a nossa seleção, esquecendo que há outros jogadores também com responsabilidades iguais as dele, para conduzirem numa boa a nossa seleção.

Digo mais, todos os países do mundo que participaram dessa Copa desejariam e muito ter um jogador como o Neymar, em seus times. Eu não entendo de futebol, mas como dizem que todo brasileiro é também um técnico, a seleção brasileira saiu da Copa pela ausência no jogo contra a Bélgica de um jogador importantíssimo nessa Copa do Mundo e que poucas pessoas conseguiram realmente enxergar o seu profícuo trabalho que foi o Casemiro. Ele foi o grande general de brigada que no nosso meio de campo dava combate aos adversários, desarmava e desarticulava suas jogadas iniciais em busca do nosso gol e como um verdadeiro maestro dava passos precisos para o nosso ataque chegar a área dos nossos adversários e poder chutar a gol. 

Quando ele foi impedido de jogar por ter recebido dois cartões amarelos em partidas anteriores, eu que entendo muito pouco de futebol, fiquei bastante apreensivo e somente me tranquilizei um pouco, depois de ouvir dos mais entendidos no futebol que o Fernandinho jogava igualmente a ele e que a seleção não iria sofrer solução de continuidade com a sua ausência na equipe. Porém, logo nos primeiros lances da partida contra a Bélgica, percebi a abismal diferença entre a forma como Casemiro jogava e a de Fernandinho, e a minha preocupação logo retornou até se confirmar de vez com a falha dele, gerando o primeiro gol da Bélgica. 

Portanto, antes de sermos apenas críticos precisamos ser mais gratos e proativos como o que temos de bom e não gratuitamente satanizarmos o nosso tão invejado Neymar que todo o mundo do futebol o admira e o deseja em seus times. Devemos sim é agradecer a ele por ter nos levado aonde chegamos nessa Copa e nos prepararmos devidamente para os embates onde a seleção brasileira que representa a todos nós e o nosso tão amado país, possa no futuro nos representar com orgulho e galhardia nos trazendo futuras vitórias.

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