domingo, 8 de abril de 2018
Por: Emilio Oliveira
Houve um tempo em minha já prolongada existência em que eu achava que a justiça do homem era realmente a justiça verdadeira parecida até com a de Deus e que buscava sempre condenar os culpados e absolver os inocentes. Tem até uma bonita expressão latina que muito bem expressa essa velha máxima do direito latino que diz: “In dubio pro reu”, o que significa dizer que em dúvida ou culpabilidadenão comprovada ou duvidosa, proclama-se sempre a inocência do acusado. 

Mas o tempo passa e agente vai aprendendo aos poucos, não somente através da escola, dos livros,dos cursos que a gente possa fazer, mas, sobretudo do caminhar da existência, ou seja, da própria vida que vai acontecendo e a gente vai também compreendendo como as situações humanas se materializam em nossas existências. Apesar de a história da humanidade ter sido suficientemente rica em exemplos contraditórios, eu confesso que realmente até bem pouco tempo atrás ainda acreditava na justiça dos homens. 

E porque acreditava? Por que ainda sem nenhuma espécie de maldade no coração, achava que a humanidade pelo fato de já ter cometido tantos errosno passado,já havia aprendido como se portar diante dos conflitos que a vida sempre nos apresenta. Ledo engano o meu e também de quem assim pensar. O velho homem continua sendo o mesmíssimo algoz que igualmente ao caso do Lula no presente, sem nenhuma culpa comprovada condenou e/ou matou Akhenaton, no Egito; Sócrates, na Grécia; Jesus Cristo, na Palestina;Gandhi, na Índia, Martin Luther King, nos EUA; Mandela na África do Sul; Tiradentes, no Brasil e agora o Lula. 

De todos esses acima citados, aqueles que pela impossibilidade de não poderem sequer ser julgados, foram logo assassinados.Essa é a verdadeira história do bicho homem. Torna-se claro aqui que me refiro não ao homem comum ou do povo como se diz que não tem poder e nem patrimônio acumulado à custa do trabalho dos outros homens. Mas até mesmo esses, dependendo das circunstâncias, agem também da mesma forma que os poderosos de sempre, quando seus interesses pessoais, de grupo ou classe estão em jogo. 

Talvez até o leitor que se aventurar a ler esse texto comece a pensar que eu, igualmente a outros da mesma ideologia, esteja aqui fazendo proselitismo político em prol do Lula ou de seu partido o PT, pelo qual não tenho nenhuma simpatia. Eu sequer voto no Lula, visto que meu candidato preferido, ainda é o Ciro Gomes. Eu estou falando aqui sobre a falsa e frágil justiça de todos nós seres humanos demonstrada sempre que tratamos de assuntos que nos interessam ou nos incomodam e que, por isso mesmo, tomamos posições que tantas vezes não agradam sequer as nossas próprias consciências. 

Infelizmente, ainda somos todos assim e não foi o tempo e nem a própria experiência da vida em milhares de anos que nos modificou para melhor ou no passado ou no presente. O homem, sob o ponto de vista de seus interesses pessoais ou de classe, continua sendo o mesmo ser violento, frio, medroso e ignorante que um dia muito longínquo no tempo, habitou nas sombrias cavernas, disputando os seus imundos espaços com os morcegos e outros animais peçonhentos. 

Quando pelas circunstancias da vida o homemera obrigado a fazer isso como forma de sobrevivência porque ignorante ainda não dispunha de conhecimento suficiente para modificar o ambiente,sempre que chovia e relampejava e trovejava, ele se assustava porque não sabendo ainda o porquê de tantos e tão inusitados fenômenos, guiado pelos morcegos que se tornavam visíveis com os relâmpagos nas noites chuvosos, adentrava também nas cavernas. 

Aos poucos, ele começou a vislumbrar formas de viver melhor e até modificar o meio ambiente em seu favor e o fato é que hoje ele evoluiu tanto ao ponto de morar confortavelmente nos luxuosos apartamentos da vida,mesmo sem ter asas próprias como as aves do céu voar mais alto e mais veloz que elas nas asas motorizadas de um avião que aprendeu a construir, mas que, sob o ponto de vista de seu crescimento consciencial e espiritual, continua sendo o mesmo troglodita daquela época. 

Eu já tenho escrito em outras oportunidades que o atual homemque foi classificado pela ciência moderna como sedo um Homus sapiens, deveria ter sido classificado como Homuseconomicus que é o que ele realmente é. O homem sempre agiu, age e agirá em defesa de seus próprios interesses em quaisquer circunstancias da vida. Isso é ruim? Confesso que não sei dizer! Até porque se a gente for buscar respostas na ciência, vai encontrar respostas que, a meu ver, não caracterizam totalmente a verdade em toda a sua extensão. Todavia, há um documento circulando na Internet desde o ano de 2000 denominado de Cartas de Cristo, oqual venhosistematicamente lendo já a algum tempo eque apresenta uma resposta que se caracteriza como bem mais proficiente que a da própria ciência. 

Pelo que eu consegui entender da versão de Cristo em suas famosas cartas que já se encontram traduzidas em doze línguas, o problema maior do egoísmo do homem se resume ao fato de que na hora da concepção do nosso ser, ou seja, do encontro do espermatozoide do pai com o óvulo da mãe, o criador insere dois implantes como dois softwares distintos, da seguinte forma: a nossa alma e o princípio da atração/rejeição que é o nosso ego.Conforme ali descrito, desde os primórdios da criação que o homem tem mantido a sua alma presa, encapsulada e anulada em sua plena ação por esse princípio da atração/rejeição. 

Conforme, pois a explicação do mestre em suas nove cartas, esse princípio foi criado para dar proteção a personalidade do ser e a sua ação na vida dele não significa pecado ou simplesmente maldade de sua parte. Mas, porque o princípio da atração/rejeição? Por que quando o homem se agrada de alguma coisa ele a busca, se aproxima e a adota, chegando inclusive a lutar por ela; porém, quando nãolhe agrada, ele se afasta, a evita e não a aceita de nenhuma forma. 

Como já foi dito que esse princípio foi criado para proteger a individualidade e a personalidade humana, por isso mesmo, tudo quanto resultar dele, não évisto pelo criador como um gravíssimo caso de pecado como apregoam as religiões formais, mas que, pelo fato de levar o homem a infringir as suas leis universais, ele, o homem, em contrapartida, receberá uma resposta no devido tempo, com a mesma gravidade com que a praticou. Noutras palavras, colhe-se simplesmente o que se plantou. 

A conclusão a que se chega de suas sábias explicações é que enquanto o homem não conseguir controlar totalmente esse princípio dentro dele e fazer assim a sua alma se libertar e aflorar em toda a sua plenitude controlando esse princípio que é o seu próprio egoparaatravés desse processo construir o céu aqui mesmo na terra como ele incansavelmente pregou, o homem vai continuar perdido em seus próprios interesses egoistas, plantando e colhendo as sementes do que simplesmente conhecemos como bem e mal. 

Mas o problema maior é que como o homem na atual conjuntura de sua existência ainda não tem nenhuma noção dessa realidade, visto que as religiões formais cristãs não ensinaram aos seus fieis essa verdade da existência que ele incansavelmente diz que pregou aos seus discípulos e que por esse motivo foi crucificado e morto pelo Império Romano e a Igreja Judaica que o viam como um impostor, o ser humano vai continuar sofrendo as consequências de sua ação e reação inconsciente. 

Ante tal perspectiva, não adiantapoisos cristãos apenas dizerem que acreditam ou creem nele Jesus ou em Deus seu Pai, ler livros religiosos, orar, rezar, cantar, fazer penitências, holocaustos ou quaisquer outros rituais ou sacramentos religiosos que serão salvos como é pregado nas igrejas cristãs e que tantos ainda acreditam. Se você ficar apenas na zona de conforto dos velhos dogmas enão lutar em várias encarnações para conseguir controlar o seu ego que representa milhares de entidades dentro de sua cabeça e fazer a sua alma assumir o total controle de sua vida, você jamais conseguirá evoluir em consciência, espiritualidade e ganhar a salvação nos moldes pregados pelas religiões. 

Diz ainda que nem ele próprio e nem o seu Pai Deus, pode salvar ninguém apenas pela simples fé que tenham neles e que não veio ao mundo para simplesmente salvar o homem que apenas demonstra ter fé, mas para ensiná-lo o verdadeiro caminho da salvação que, infelizmente, até opresente momento, nenhum ser humano conseguiu seguir os seus ensinamentos e estabelecer o céu aqui na terra como ele ensinou e prometeu. 

Entretanto, voltando ao assunto em pauta, percebe-se que o homem em todos os tempos, sempre que seus múltiplos interesses são confrontados e/ou ameaçados, ele faz qualquer coisa que lhe seja possível para defendê-los e justificá-los. Portanto, como se sabe que o Lula,queiram ou não, foi o melhor presidente para a maioria deseu povo pobre e humilde, os poderosos do presente, da mesma forma que os poderosos do passado fizeram com aqueles outros líderes citados, estão tentando destruí-lo. 

Todavia, como a sua ação administrativa que foi também ótima para os ricos não os agradou totalmente pelo simples fato de ele tambémter olhado com bons olhospara os pobres, eles se mobilizaram como classe dominante mais poderosa e organizada que são,o afastaram da vida pública e até mesmo do convívio de sua família, filhos e netos prendendo-o. 

A ingratidão dessa gente é tamanha que, mesmo sabendo que o Lula é inocente do que o acusam e durante o seu governo foi à mãe deles, mas em sua tacanha visão foi também o pai dos pobres, como os pobres nunca tinha tido sequer um padrasto na presidência da república, os pobres o amam, enquanto os poderosos o odeiam.Primeiramente, as pressões sobre sua família lhe levaram Marisa a sua companheira de muitos anos que sucumbiu logo na primeira investida contra ele. Nesse aspecto, cabe uma lógica pergunta para vocês responderem as suas próprias consciências: quem é melhor, o rico que nunca demonstra gratidão por nada de bom que se faça por ele, ou o pobre que o demonstra sempre por qualquer coisa boa que se lhe faça? 

Como sabiamente disse o Papa Francisco, pessoa a quem muito respeito e admiro: “O maior crime do Lula foi ter lutado contra a fome no mundo. Os poderosos costumam ser implacáveis contra esse delito”. Igualmente ao Nelson Mandela que, pelo simples fato de ter defendido a sua raçadas humilhações impingidas por outra raça que era absolutamente minoritária perante a dele, porém mais poderosa e com todo o aparato judicial e repressivo em suas mãos, foi condenado a 30 anos de prisão, dos quais cumpriu 27. 

Só que o Mandela ao sair da prisão, foi candidato a presidente de seu paísa África do Sul e foi eleito com uma maioria jamais havida em nenhuma parte do planeta Terra. A grandeza dele era tamanha que, ao chegar ao poder, como era de se esperar, ao invés de perseguir quem o perseguiu, o humilhou e o encarcerou por longos 27 anos, o que nobremente fez foi convocar o seu povo humilhado para uma espécie de confraternização geral pedindo a eles que esquecessem o passado e o ódio e fossem todos juntos tentar construir uma país justo e digno para todos. E assim foi feito!... 

O nome do Mandela é reconhecido e respeitado por todos os povos do mundo. Já os de seus algozes, todos desconhecem. Foi, é, e continuará sendo assim essa nossa lentíssima marcha civilizatória, enquanto os verdadeiros ensinamentos de Cristo em suas Cartas não forem reconhecidos, pregados e buscados pela humanidade. Enquanto não, continuaremos a viver assim com os poderosos sacrificando os grandes benfeitores da humanidade que a providência divina periodicamente nos envia para nos relembrar que praticar a bondade e a solidariedade humana é a única forma de construirmos um mundo melhor para todos. 

O mesmo vai acontecer com o Lula. O seu nome vai ficar escrito não somente nos anais de nossa tão triste e violenta história, mas, sobretudo, na memoria de seu povo sofrido e também na memória de todos os povos da terra que o admiram por ter tentando e até conseguido parcialmente minimizar a fome de milhões de brasileiros que desde a nossa falsa abolição, foram simplesmente abandonados pelo poder público desse país, o qual, desde a sua fundação,foi indevidamente apossado por essatão cruel elite. Quanto aos seus infelizes algozes, dentro de bem pouco tempo, os seus indignos nomes, serão totalmente varridos da memória de todos. 

Emílio. 

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