domingo, 11 de março de 2018
Por: Emílio Oliveira
Essa semana me deparei com mais uma das muitas e desagradáveis noticias que, a cada dia que passa, gostemos ou não, tomamos conhecimento. Além das suspeitas de malversação de dinheiro público em quase todos os três níveis de poder da nossa república, da entrega a preço de banana do patrimônio do povo que são as nossas empresas nacionais que estão sendo praticamente doadas às multinacionais, agora também a mais grave de todas as suspeita que é a fraude nas nossas urnas eletrônicas. 

E porque mais grave? Por que mexe com o sigilo do voto que ainda é o guardião maior da democracia de qualquer país que se diga realmente democrático, coisa que o nosso querido Brasil, infelizmente, não pode mais afirmar ser. Mesmo com o voto não mais conquistado pela capacidade política do candidato, mas até mesmo pela velha e carcomida tática da promessa vã, da mentira e da enganação, a alteração do resultado do voto do cidadão na urna eletrônica, é o fim da democracia e talvez até o fim da república, caso não haja uma pronta reação da maioria do nosso povo. 

Foi com grande decepção e também surpresa que tive o desprazer de assistir num vídeo do YouTube, um técnico em programação de softwares demonstrar sem nenhum dúvida como se pode alterar o software das nossas urnas eletrônicas e dessa forma alterar também o resultado da totalização dos votos beneficiando ou prejudicando qualquer candidato. Lembro-me da última eleição de presidente, quando um eleitor me perguntou se eu podia saber quem estava na frente se Dilma ou Aécio? Eu disse para ele que ninguém poderia saber por que as urnas eletrônicas brasileiras eram mais que seguras, visto que elas não funcionavam conectadas na Web, e por isso um Hacker qualquer, por melhor que fosse, não poderia jamais entrar no seu sistema e alterar o resultado. 

Só que soube ultimamente que não somente esse fato pode garantir a lisura delas, haja vista que na sua programação, ou especificamente na programação do seu software, pode-se antecipadamente alterar o resultado na totalização dos votos como o programador no vídeo tão bem demonstrou, até com um certo sarcasmo, como se podia fazer em qualquer eleição e com quaisquer candidatos. Aí eu mesmo me interroguei? Como pode até mesmo a vontade - voluntaria ou não do nosso povo -, não esta mais sendo respeitada por essa tão má gente? 

Então me lembrei do grande Brizola que já em 98 desconfiava que as nossas urnas eletrônicas não eram confiáveis e estavam sendo falsificadas o que naquela época eu sinceramente pensava que esse tipo de conversa era puro exagero dele. Mas como o Brasil vem numa espécie de rampa declinada sempre descendo a ladeira, infelizmente, cheguei à conclusão de que nada mais em termos de sujeira política e/ou administrativa, pode surpreender mais a sociedade brasileira. 

Além da demonstração desse programador que antes deu o seu depoimento e depois fez a demonstração de como poderia ser feito no próprio software a alteração na totalização dos votos apurados, havia já a suspeita da denuncia no programa da Mariana Godoi na Rede TV, onde o ex-delegado da polícia federal e também ex-deputado federal conhecido desde o Mensalão pelo nome de Protógenes que se encontra exilado na Suíça, quando ele disse em alto e bom som que a última eleição no Brasil, tanto a presidencial quanto a dele de deputado federal haviam sido frauldadas e deu inclusive o nome de um técnico que trabalhou na confecção dessas urnas e de seu respectivo software que sabe de toda a história e que inclusive reside em Guarulhos-SP. 

Segundo ainda esse outro técnico que demonstrou no YouTube como as nossas urnas podem ser adulteradas, ele explica direitinho como esse embuste pode ser feito. Pelo que eu entendi, é mais ou menos assim: durante a programação do Software, caso a eleição seja normal como dever ser, deverá ser incluída nessa programação os respectivos nomes e números de todos os candidatos que estão disputando o pleito, além do voto 99 que é o nulo e do 00 que é o branco. 

Vamos supor que já estejamos no segundo turno que é como se sabe é a nova disputado pelos dois candidatos mais votados no primeiro e que os nomes desses dois candidatos sejam José, registrado com o número 11 e Manoel, registrado como o número 16, o número 99 representa os nulos e número 00, representa os brancos. Se a urna no seu relatório interno for programada para seguir essa sequencia do início da votação às 8:00 horas da manhã até o seu fim, às 17:00 horas, tudo bem nada poderia acontecer e alterar seu resultado. 

Seria mais ou menos assim. O primeiro eleitor, entra na cabine eleitoral às 08:02’29” e digita 11, aparecendo em seguida a foto de José e ele confirma com o sim. Então a máquina faz o seguinte registro interno: 11 – José - 08:02’29”; o segundo eleitor, digita 16 e tecla o sim e ela registra: 16 – Manoel - 08:04’39”; o terceiro eleitor, digita 99 e tecla o sim e ela registra: – 99 – Nulo – 08:06’ 25”; o quarto eleitor, digita 00 e tecla o sim e ela registra: 00 – Branco – 08:07’41”. Ou seja, ela continuará sempre assim assumindo esse procedimento até terminar a votação às 17:00’00” horas, contando os votos do 11, do 16, do 99 e do 00 respectivamente e a sua totalização será verdadeira porque seguirá o procedimento normal de uma eleição que é saber verdadeiramente a vontade da maioria dos votantes. 

Agora vamos supor que o programador instrua o software da urna para que pontualmente a partir das 14:00’00” horas, cada voto - 99 ou nulo e cada voto - 00 ou branco, de forma alternada, vez sim vez não, sejam computados para o número 11 – José, então a urna, depois desse horário ela vai obedecer religiosamente a sua programação contando seguida e alternadamente cada voto branco e nulo para o candidato José e não para o candidato Manoel, ou para Nulo ou para Branco, alterando, dessa forma, o resultado da totalização dos votos de José, de Manoel, de Nulos e de Brancos, entenderam? 

Agora se você perguntar quem faz essa programação se é o pessoal do TSE ou da própria empresa que fornece tanto as urnas que é o hardware quanto o software que é o programa que vai rodar nelas, simplesmente vai descobrir que é o pessoal da empresa e não o do TSE? As pessoas do TSE são apenas meros expectadores que acompanham a totalização dos votos pelo sistema e os repassam aos juízes ou ministros para divulgarem o resultado. Noutras palavras, se tiver havido alguma alteração no software o erro já foi cometido e não será a simples totalização que irá demonstrá-lo. 

E o pior é que esse foi um simples exemplo utilizado para que se possa entender a fragilidade do sistema e que se poderia utilizar ainda de diversas outras maneiras, inclusive retirando-se o voto de um candidato e direcionando-o diretamente para o outro. Por isso é que esse sistema precisa ser urgentemente modificado principalmente através do registro impresso do voto do cidadão porque se surgir qualquer suspeita fundamentada em qualquer urna, pode-se perfeitamente fazer a auditoria contando-se a votação através dos comprovantes que ficaram com os respectivos eleitores daquela seção e comparando-se com o resultado apontado pela respectiva urna. 

Outra coisa que se mostra estranha em todo esse processo é que a instituição que mais deveria ser interessada na segurança e veracidade do voto seria o TSE, mas tudo leva a crer que é justamente de lá que vem a maior resistência e oposição a que o voto possa ser impresso para ser auditado caso haja alguma desconfiança na sua lisura. Na última eleição foi cogitada a suspeição de alguns pleitos Brasil afora, mas ficou pelo caminho em virtude das descabidas e caras exigências do TSE para fazer as devidas verificações. 

Até compreende-se a posição do TSE que precisa realmente acreditar que o sistema por ele utilizado na contagem dos votos dos brasileiros é a prova de qualquer tipo de suspeita. O problema é que a cada eleição que passa, mais surgem denuncias e evidências de que tem alguma coisa de errado com a totalização dos votos nas eleições brasileiras. Portanto, já está mais é que passando do tempo de se tomar uma urgente providência no sentido de se estancar de vez tantas suspeitas. 

Até porque está vindo aí uma eleição presidencial que pelos ânimos deverá ser bastante conflituosa em outubro próximo e essa seria também com certeza a melhor oportunidade para, como está se tentando fazer com a política brasileira, se passar também a limpo o nosso tão rápido sistema de apuração de votos no país. Como a empresa responsável pela confecção das urnas eletrônicas que é americana não conseguiu até o presente vender seus produtos lá no EUA, há de se perguntar por que enfim que essa empresa que é tão acreditada pelo nosso TSE Tupiniquim não conquistou também a confiança do TSE americano? Tenho dito. 

Emílio.
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