domingo, 25 de março de 2018
Por: Emílio Oliveira
O por enquanto, o nosso ainda país está vivendo o pior momento de toda a sua história política, econômica, social, moral, ética e patriótica. A despolitização a que foi intencionalmente submetida, o radicalismo exacerbado que vem demonstrando e o ódio truculento da nossa população como um todo, estão predominando em todas as relações que se possa imaginar. Quase ninguém entende mais ninguém e os poucos que ainda conseguem se entender, são pessoas que estão agrupadas num mesmo segmento de pensamento ou no centro ou para à direita ou para à esquerda. 

Numa sociedade haver pessoas com pensamentos e posicionamentos diversificados é, além de normal, saudável até. O problema começa quando esses posicionamentos se radicalizam ao ponto de uns democraticamente não suportarem mais os posicionamentos dos outros. E é justamente isso o que está acontecendo com o nosso Brasil. O confronto que quase sempre descamba para a violência verbal e até msmo física, se estabeleceu em quaisquer relações humanas que se possa imaginar nesse país. 

O resultado de todo esse processo de esgarçamento do nosso tecido social é a agressividade e o total desrespeito ao outro nos relacionamentos. E nesse aspecto, até mesmo aqueles que são comprovadamente os mais capacitados e estão no topo da pirâmide social, estão também extravasando seus radicalismos como é o caso inclusive até de alguns Ministros do TSE que assistimos recentemente através do YouTube. Parece até que ninguém se segura mais no que faz, pensa e diz e o resultado é esse caos de entendimento em que se transformou a nossa antes sempre problemática e injusta, mas ainda uma pacata sociedade. 

Venho acompanhando as redes sociais através do Facebook e percebo com certa preocupação o que está acontecendo com o nosso tão amado Brasil. Há poucos dias atrás fui sumamente excluído do WatsApp de um velho amigo que reside em Santo Antônio do Salto da Onça, localizada na Mesorregião do Agreste Potiguar e que inclusive já até ensinou inglês aqui na nossa cidade, quando eu fui Secretario de Educação do município, somente porque eu defendo que o Lula, pelo que ele fez por esse país e seu povo sofrido, não deve e não merece ser preso e ele de uma forma extremamente agressiva o condena e diz que não somente o Lula, mas também toda a sua quadrilha tem que ir para a cadeia e urgentemente. 

O meu posicionamento não é simplesmente defender ideologicamente o Lula não. Eu sequer voto com ele ou com o partido dele no primeiro turno se ele conseguir ser candidato, o que não acredito. Mas se ele conseguir ser candidato e chegar ao segundo turno, eu votarei com ele porque tenho consciência que mesmo tendo praticado alguns erros que também são praticados por quase todos os outros políticos de esquerda ou de direita desse país, ele foi o mais solidário com os milhões de brasileiros antes abandonados e que nunca foram sequer vistos pelos nossos tradicionais e eternos políticos da direita. 

Portanto, o meu voto, em quaisquer circunstâncias, será sempre dado em benefício das maiorias sempre excluídas desse nosso tão perverso sistema econômico produtivo e distributivo. Só que a meu ver, isso não era e não é um motivo plausível para ser excluído do Wats App de um amigo, pelo simples fato de ideologicamente discordar dele. Mas é isso aí, a vida é assim mesmo e a gente precisa se adaptar a ela de uma forma ou de outra, se não quiser piorar a já tão esdrúxula situação que estamos atravessando. 

O que eu defendo, e salvo melhor opção acho que estou certo, é que nesse momento tão grave da história de nosso país, deveríamos todos era ao invés de estarmos brigando e nos confrontando por nossas preferências pessoais, nos unindo em torno da busca do melhor nome possível capaz de nos tirar desse sufoco que está atingindo a quase todos indiscriminadamente, com exceção apenas da nossa velha plutocracia, para a qual nunca houve tempo ruim e tudo leva a crer que jamais haverá seja quem for o presidente. 

Então, se essa minha opinião, sob o ponto de vista de cidadania é verdadeira, vamos então, de forma desapaixonada, analisar o atual quadro político que até agora nos está posto. Temos uma porção de pré-candidatos já lançados, mas vou me limitar a analisar aqui apenas os poucos que, pelas pesquisas eleitorais, têm alguma chance de serem eleitos: 


Lula do PT – Líder nas pesquisas eleitorais é nordestino começou sua carreira política como líder sindical, já foi presidente por dois mandatos consecutivos, conseguiu eleger a sua sucessora Dilma e saiu aprovado por mais de oitenta por cento da população brasileira. Tem experiência administrativa exitosa no executivo, mas atualmente se encontra condenado já em segunda instância com um dos muitos processos que rolam contra ele na justiça e inclusive se encontra até ameaçado de ser preso. Nessas condições, dificilmente conseguirá viabilizar a sua candidatura; 


Bolsonaro do PSL – É o segundo líder nas pesquisas eleitorais, carioca militar da reserva e cumpre o sétimo mandato consecutivo como deputado federal pelo estado do RJ, saiu do PSC, anunciou sua filiação ao PSL e essa já é a sua nona filiação partidária, é réu em ação penal no (STF) por suposta prática de apologia ao crime de estupro e por injúria. Em 2014, afirmou que só não estuprava a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela “não merece”. Em razão do episódio, o STF abriu em 2016 uma ação penal contra o deputado. A sua defesa argumentou que ele tem imunidade parlamentar e não incentivou outras pessoas a estuprar. Demonstra nas entrevistas ser o menos preparado e capaz dos postulantes em quase todos os assuntos discutidos, é da extrema-direita e até o presente momento tem se mantido afastado da corrupção administrativa. Não tem experiência administrativa exitosa no executivo, e é acusado de ser extremamente radical, defende a tortura, acusam-no ainda de ser: homofóbico, racista, machista, misógino, discriminador de minorias e que pretende acabar com a violência do país simplesmente matando todos os bandidos como se fossem meros insetos, defende a cobertura total da polícia para agir contra o crime sem nenhuma penalidade que possa punir legalmente seus integrantes, procedimento que praticamente institui a pena de morte, embora que ela já esteja de fato estabelecida na medida em que os atuais crimes de homicídios não são investigados devidamente. Foi dar a benção ao presidente dos EUA e fazer continência para a bandeira americana, diz que a Amazônia não é mais nossa porque não temos condições de defendê-la e inclusive aceita até que ela seja entregue aos gringos. Por fim, pela escolha já praticamente anunciada de seu ministro da economia, dizem que vai entregar de vez a economia do país ao mercado financeiro que infelizmente já o mantém no piloto automático do famigerado tripé macroeconômico. 


Marina Silva da Rede – Foi deputada estadual no Acre (1991-1994) e senadora pelo mesmo estado por dois mandatos (1995 a 2010). Ela se licenciou do Senado de 2003 a 2008, quando ocupou o cargo de ministra do Meio Ambiente no governo do Lula. Filiada ao PT desde 1986, deixou a legenda em 2009 para se filiar ao PV, partido pelo qual concorreu à Presidência em 2010, mas não conseguiu chegar ao segundo turno. Em 2014, se candidatou novamente, desta vez pelo PSB. À época, era vice na chapa encabeçada por Eduardo Campos, mas assumiu a candidatura após a morte dele naquele acidente aéreo. Ficou em terceiro lugar e apoiou no segundo turno Aécio Neves. Anunciou a pré-candidatura à Presidência em 02 de dezembro de 2017 durante encontro do seu partido a Rede, do qual é fundadora. É também limpa de corrupção administrativa e nas pesquisas eleitorais seu desempenho ainda está abaixo dos outros anos em que disputou a presidência da república, não tem experiência administrativa exitosa no executivo que não seja sua passagem pelo ministério do meio ambiente, dizem que é uma pessoa honesta, competente, harmoniosa, religiosa, humana, já foi senadora da república e deputada estadual pelo seu estado o Acre, foi candidata duas vezes ao mesmo cargo tendo sido em ambas derrotada, defende a privatização do Banco Central mais do que já é e há até quem diga que ela é frágil demais como presidente da república para enfrentar aquela matilha de lobos de Brasília e seu fortíssimo e interesseiro lobby. 


Geraldo Alkmin do PSDB – Esse até prova em contrário também é um homem sério e dizem até que ele é da direita votável, até o presente está isento de corrupção administrativa, embora que também haja acusações dessa prática em sua administração no governo de São Paulo. É o atual governador de SP foi definido como pré-candidato à Presidência pelo PSDB depois de ser o único a se candidatar para disputar as prévias do partido. Geraldo Alckmin começou a carreira pública em Pindamonhangaba, onde se elegeu vereador em 1973. Depois, foi prefeito da cidade e deputado estadual e federal por São Paulo. Em 1986, se elegeu deputado constituinte federal. Em 1988, deixou o PMDB, partido que integrava até então, para fundar o PSDB. Em 2001, assumiu o governo de São Paulo após a morte do então governador Mário Covas. Se reelegeu em 2002. Em 2006, Alckmin disputou a Presidência e perdeu para o então presidente Lula. Em 2010, elegeu-se novamente para o governo de São Paulo e foi reeleito em 2014. Em dezembro de 2017, foi eleito presidente nacional do PSDB e anunciou a sua pré-candidatura para o Palácio do Planalto. Como ele é um paulista da direita que ainda é considerada no nosso país como egoísta, há quem desconfie dele quanto a lutar para minimizar as carências maiores do sofrido povo brasileiro. Apresenta experiência administrativa exitosa. 


Ciro Gomes do PDT - Atual vice-presidente do PDT tem experiência administrativa exitosa por onde passou, é advogado por formação e limpo de processos administrativos por opção. Foi ministro da Fazenda entre setembro de 1994 e janeiro de 1995, no período final do governo de Itamar Franco, ajudando a concretizar o Plano Real. Foi também ministro da Integração Nacional, entre janeiro de 2003 e março de 2006, no primeiro mandato do Lula. Disputou a Presidência duas vezes em 1998 e em 2002 e foi derrotado em ambas. Foi governador do Ceará, prefeito de Fortaleza e deputado estadual e federal pelo Ceará. Já passou por seis partidos e afirma que de dois foi expulso por ter apoiado e ajudado o Lula e saiu dos outros porque desvirtuaram seus programas iniciais através de práticas antirrepublicanas com as quais ele não concordava. Dizem que é um coronel da política cearense, mas há mais de dez anos que não disputa nenhum cargo eletivo lá embora que seus candidatos sempre ganhem. Não possui nenhuma rádio, jornal ou TV no Ceará, como seus adversários. Foi escolhido o melhor governador e também o melhor prefeito nas respectivas épocas, recebeu um prêmio da UNICEF por cuidar das crianças, como ministro de Lula viabilizou com méritos próprios o projeto de transposição das águas do Rio São Francisco que hoje é uma realidade, construiu o canal do cidadão com 120 quilômetros de extensão em apenas 87 dias para abastecer de água a cidade de Fortaleza que estava em colapso, estudou geopolítica em Havard, conhece todas as regiões do Brasil como ninguém, desde suas potencialidades até suas dificuldades, renunciou a três aposentadorias que lhe dariam hoje um rendimento de mais de 82 mil reais por mês, demonstra solidariedade e empatia pela causa maior do povo brasileiro, diz que se eleito vai fazer uma auditoria da nossa dívida interna que cresceu assustadoramente inviabilizando o nosso crescimento econômico e também deseja dar protagonismo global ao Brasil. Pelo que se percebe nas suas palestras nas universidades brasileiras transmitidas através do YouTube, demonstra ser o pré-candidato até agora mais preparado em todas as áreas que se possa imaginar, para administrar o país na situação em que ele se encontra atualmente. 


Gilherme Boulos do PSOL - É coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e foi lançado no dia 10 de março passado. Completa a chapa como candidata a vice-presidente a ativista indígena Sônia Guajajara. Boulos teve sua filiação ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) formalizada cinco dias antes do anúncio e foi escolhido em conferência disputada com outros três nomes: Plínio Arruda Sampaio Jr., Hamilton Assis e o grande Nildo Ouriques. Boulos é formado em filosofia pela USP e antes de se tornar líder do MTST, foi militante estudantil na União da Juventude Comunista. Ainda não possui experiência administrativa exitosa no executivo. 


João Amoêdo do Partido Novo – É um empresário carioca capaz, mas que fez carreira como executivo de empresas privadas e que em novembro do ano passado foi anunciado como pré-candidato à presidência da república pelo seu Partido Novo. É engenheiro civil e administrador de empresas e teve a maior parte de sua atuação profissional em instituições financeiras privadas. Foi vice-presidente do Unibanco e membro do conselho de administração do Itaú-BBA. Em 2011, passou a integrar o Conselho de Administração da Construtora João Fortes. No mesmo ano, participou da fundação do Partido Novo. É um executivo muito ligado ao interesse dos bancos privados que representam a fina flor da plutocracia brasileira e por isso é que não se tem muita clareza e certeza de que, se eleito, vá promover as mudanças que o país precisa não penas para beneficiar mais ainda a sua classe dominante, mas, principalmente, a maioria absoluta de seu povo mais que carente. 


Manuela D’Ávila do PC do B – É uma jornalista gaúcha que iniciou sua carreira política no movimento estudantil e foi vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) em 2003. Em 2004 se elegeu vereadora em Porto Alegre. Em 2006, foi leita deputada federal e reeleita em 2010. Desde 2015 é deputada estadual no Rio Grande do Sul. Ela disputou ainda a prefeitura de Porto Alegre nos anos de 2012 e 2018, mas não conseguiu ser eleita. Foi lançada candidata a presidência da república em novembro de 2017 pela legenda do PC do B. Essa será a primeira vez que o partido terá candidatura própria a presidente da república desde o ano de 1989. Também dizem que é uma pessoa competente, honesta, correta, mas também não tem experiência administrativa exitosa no executivo. 

Torna-se claro que há muitos outros pretensos candidatos, como por exemplo: Collor (PTC), Levy Fidelix (PRTB), Eymael (PSDC), Cristovam Buarque (PPS), Álvaro Dias (Podemos), Rodrigo Maia (DEM), Valéria Monteiro (PMN), Henrique Meirelles (PSD) e até mesmo o atual presidente Michel Temer (PMDB). Há quem afirme que esses também serão futuros candidatos. Todavia, aqui foram analisados apenas aqueles mais falados pela mídia e que são também os mais pontuados nas pesquisas eleitorais. 

Agora vamos analisar com mais profundidade a nossa real situação econômica, política, social e ética, a qual espera de todos nós uma urgente e proativa solução: Salvo raríssimas exceções, tanto os partidos políticos quanto seus respectivos representantes políticos, perderam de vez a sua credibilidade. Então, não séria o caso de a gente observar e analisar os candidatos não mais com as nossas velhas e tradicionais preferências pessoais de simpatia por qualquer um, mas sobretudo o que estiver entre esses já lançados o mais capacitado para enfrentar o desafio de tentar reorganizar o nosso hoje tão bagunçado pais? 

Eu acho que ante o quadro que presenciamos nós não temos o direito de votarmos nessa eleição de forma enraivecida e passional, mas fazermos do nosso voto uma arma inteligente para ajudar o nosso país a sair desse sufoco que não foi nem A e nem tampouco B que nos colocou porque intencionalmente quisesse fazê-lo. O problema que nos trouxe até esse estágio do qual queremos todos sair é que há muito tempo abolimos um projeto de desenvolvimento nacional para o nosso país, mas não o de poder pessoal pelos políticos e isso de todos os partidos sem exceção. 

Dito isto, acho que devemos procurar de forma inteligente entre todos os candidatos que podem ter uma chance de serem eleitos, o mais experiente, o mais habilitado e o mais preparado que possa nos representar com orgulho em qualquer fórum que se apresente em nossa defesa, que entenda de economia, geopolítica e que como presidente não vá ser apenas mais um laranja do mercado financeiro que somente quer de nós lucros e mais lucros, que defenda enfim os nossos direitos de também buscarmos o nosso protagonismo global que é um direito sagrado de todos o povos do planeta, que retive a nossa economia apostando na reindustrialização que é o único caminho para o nosso sadio crescimento e que nos mostre durante os debates que ocorrerão durante a campanha eleitoral, a sua real capacidade de nos guiar para um novo NORTE promissor que possa plantar na mente e no coração de todos nós brasileiros e brasileiras, uma nova esperança na reordenação de um novo e próspero país. Tenho dito!... 

Emílio. 


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