domingo, 18 de fevereiro de 2018
Por: Emílio Oliveira
Essa semana do carnaval foi muito importante para despertar no povo brasileiro o espirito de luta por seus direitos e interesses, o que os políticos profissionais de hoje não estão há muito fazendo, visto terem sido quase todos cooptados pelo poder econômico que atualmente é quem está dando as cartas em todo o mundo capitalista. Estamos vivendo hoje não mais em função dos nossos interesses maiores como cidadãos ou até mesmo como um país que - por enquanto -, ainda somos. 

Apesar de ainda sermos sujeitos, estão nos transformando rapidamente em simples objetos do insaciável sistema capitalista para ele possa auferir a lucratividade que envergonha até mesmo o mais perverso e desonesto dos ladrões profissionais. Desde o governo do PSDB que foi o mais predador para a nossa economia e onde foi criado em conluio com o nosso Banco Central que é praticamente administrado pela banca privada, o tão propalado Tripé Macroeconômico, que é uma espécie de piloto automático que vem conduzindo a economia do país até agora para o bem exclusivo dos rentistas e para o mal da nação e de seu povo sofrido. 

Infelizmente, a nossa atrasada elite que adora os poderosos e odeia os pobres que eles tanto ajudam a desnutrir alimentando essa permanente desigualdade econômica, social e política, não têm planos e/ou projetos patriotas para tentar tirar o Brasil dessa gangorra do eterno subdesenvolvimento. Se a gente for analisar os pretensos candidatos da direita veremos claramente que todos eles, sem exceção, tem uma vinculação mais que forte com o famigerado mercado financeiro que a meu ver somente quer uma coisa desse país: lucros e mais lucros e doa a quem doer! 

Pois é justamente esse criminoso e depreciador processo de transferência de rendas de quem trabalha e produz para quem somente especula que o Brasil chegou onde está atualmente, ou seja, no fundo do poço. Esse fato, que é o mais grave entre todos os que estamos vivendo, a mídia não mostra e se alguém por um acaso qualquer tocar nesse assunto, logo se desconversa, pois esse tipo de questionamento não lhe interessa - até porque como se diz por aí -, os seus proprietários são também os grandes investidores nos títulos do governo. 

Mas voltando ao carnaval, o desfile de algumas Escolas de Samba primeiramente do Rio e depois de São Paulo, contribuiu para acordar de vez o povo brasileiro que surpreendido de forma agradável, viu os sambódromos de ambos os estados, mostrar as nossas mais escondidas mazelas e não somente para o Brasil, mas também para todo o mundo que também assistiu e se chocou com o espetáculo. 

Vou me referir aqui apenas ao que vi no desfile do Rio de Janeiro, pois não cheguei a assisti o de São Paulo. Primeiramente, veio a Paraíso do Tuiuti que expôs na avenida a ferida exposta e ainda não cicatrizada do horrível escravismo que ainda não acabou de vez no nosso país; depois, a Estação Primeira de Mangueira que exibiu as idiossincrasias da administração municipal do Rio, representada pela desajeitada figura do atual Prefeito Marcelo Crivela; e por último, para fechar com chave de ouro como se diz, a Beija-Flor de Nilópolis que foi a última Escola de Samba a desfilar, mas que, mesmo não nomeando todos os bois do presépio, percebeu-se claramente quem ela queria atingir com a explicitação de tantos óbices e crimes de lesa-pátria que as “nossas autoridades” unilateralmente continuam teimando em desconhecer. 

O fato é que esse fenômeno de comunicação visual e sonoro que ano após ano transmite para todo o mundo o desfile das Escolas de Samba no Sambódromo do Rio ou de São Paulo, se espraiou para todos os países civilizados e o resultado é que aqui mesmo no Brasil serviu para primeiramente alertar e depois acordar de vez as nossas massas até então indiferentes ao que os inimigos do país e de seu povo, estão fazendo com os seus legítimos direitos de cidadãos e cidadãs. 

Por isso mesmo é que se torna evidente que não foi em vão que as duas principais Escolas que comandaram os protestos que eu prefiro chamar de alertas enquanto é tempo, foram premiadas pelos jurados também surpresos, com o 1° e 2° lugares respectivamente. Outro fato que também colaborou para a importância politica dos protestos nesses desfiles de carnaval, foi que a presidência da República, se sentindo extremamente incomodada com os contundentes fatos e para sair de cena negativa e entrar numa cena mais positiva, resolveu, de forma intempestiva, fazer uma intervenção branca no Estado do Rio de Janeiro, como forma de desviar a atenção dos contundentes e inexplicáveis protestos. 

Mas o melhor é que o assunto em pauta não viralizou somente nas redes sociais do Brasil que é sem dúvida o país mais interessado em tudo o que está acontecendo, mas no mundo todo que, salvo raras exceções, também se solidarizou conosco. Foi na verdade mais que uma demonstração de apoio irrestrito as nossas antigas lutas contra o tão famigerado “mercado financeiro” que com suas egoísticas práticas econômicas, está inclusive penalizando todos os países do mundo, com exceção apenas da China que, até agora, felizmente, não se sujeitou a digerir a sua já tão surrada e envelhecida cartilha. 

Quem não viu no tempo do governo do PSDB o Brasil ser praticamente administrado pelo Fundo Monetário Internacional que dava as diretrizes de nossa política econômica e social, tudo feito em nome do pomposo “superávit primário” que a televisão estandartizava dizendo que era indispensável para equilibrar as contas do país. Só que não era para assegurar o dinheiro no Tesouro Nacional para cuidar da saúde, da educação e da segurança de nosso povo, mas, simplesmente, para garantir o religioso pagamento de nossa crescente e imoral dívida interna que, quanto mais se pagava, mais se devia e que infelizmente ainda continua do mesmo jeito. 

Quem não lembra dos tão comuns apagões que frequentemente ocorriam e ninguém via a mídia oficial sempre acumpliciada com os que estão no poder culpar o governo do PSDB pela falta de gerenciamento racional do nosso sistema energético? Ao invés de reservas cambiais que todo país com exceção apenas dos EUA necessitam, tínhamos era um déficit estrutural nas nossas contas externas e aquela mulher alta e branca do FMI entrava de cabeça erguida em todas as repartições da burocracia brasileiras impondo o que se devia fazer para que fosse garantido a qualquer custo o dinheiro que era desviado das necessidades básicas do país e do povo, para remunerar com os juros mais altos do planeta, o capital dos investidores do mercado. 

Então a mídia, para dourar ainda mais a pílula capitalista, dizia falsamente que esses recursos eram investidos na nossa economia para gerar mais emprego e renda para todos, quando, na verdade, era apenas capital especulativo que entrava no país porque o juro era muito alto e eles queriam primeiramente encalacrar o país numa dívida impagável como fizeram e depois exigir as contrapartidas como privatizar as nossas empresas públicas que davam lucro e deixarem as que davam prejuízo nas mãos do estado, para que assim continuassem com ainda hoje fazem, a dizendo que o estado é grande demais e ineficiente. 

Eu era funcionário do Banco do Brasil e por isso acompanhava as informações econômicas e também as estatísticas do Tesouro Nacional e ficava claríssimo para qualquer um que se dispusesse realmente a entender o que estava acontecendo com o nosso país. O Superávit Primário - era utilizado para pagar parcela dos serviços da dívida e o que faltasse seria incorporado ao seu montante como mais capital; As metas de inflação com as taxas de juros mais altas do planeta e com o agravante dos títulos pós e prefixados, seriam para remunerar o quanto possível o capital dos plutocratas; e por último o câmbio flutuante, para também remunerar os títulos pós e prefixados adquiridos pelos bancos privados e pelo mercado financeiro com a garantia do Tesouro Nacional. 

Esse é o famoso Tripé Macroeconômico que infelizmente colocou a nossa economia numa espécie de piloto automático não para robustecê-la como deviam ter feito, mas simplesmente para depreciá-la ainda mais, pois foi esse danoso processo que aumentou a nossa dívida interna de 37 para 75 por cento do nosso PIB e também aumentou a carga tributaria de 25 para 36 por cento, além de ainda ter privatizado a preço vil e ainda financiado com recursos públicos do próprio BNDS, diversas empresas estratégicas para a nossa economia. E veja que todo esse processo de lesa-pátria ocorreu no governo do PSDB que era tão elogiado pela televisão. E o pior é que esse processo acelerado de endividamento criminoso do país continuou e não estancou com o governo Lula e nem tampouco com o da Dilma. 

Hoje, infelizmente, a mídia sempre comprometida não divulga que o maior problema do Brasil não é apenas o da Previdência Social que eles não se cansam de divulgar e desconfio que é para empurrar a classe média para a previdência privada dos bancos . O problema maior é o da dívida interna que está chegando aos 4 trilhões de reais e como alguns dos itens e índices se agravaram ainda mais, ou se estanca essa sangria de recursos públicos drenados do estado para os bancos privados e seus acionistas e investidores, ou não haverá uma saída mais racional para a economia desse país que tanto amamos, mas que a cada dia que passa mais o vemos definhar. 

O problema do Brasil atual é como o de uma pessoa que tem câncer em estado terminal. Cada dia o percebemos mais débil, fraco, cadavérico e se aproximando do desfecho final. O sistema econômico representado pelo mercado financeiro através da mídia somente toca no problema da previdência que eles nunca dizem que beneficia mais de quarenta milhões de brasileiros pobres. E ainda com o agravante de que a reforma que eles pretendem fazer penaliza apenas quem ganha pouco que é o povo pobre que trabalhou quase a vida toda para ter uma aposentadoria que lhe dê pelo menos certa dignidade na velhice. 

Os grandes salários que a previdência paga aos políticos, juízes, promotores e alguns militares que corresponde hoje a aproximadamente 34 por cento de seus pagamentos – tudo leva a crer que esses privilegiados não serão incluídos, pelo menos é o que se depreende da proposta inicial. Já a nossa galopante dívida interna, beneficia a somente 10 mil famílias de pessoas ricas, afora alguns pequenos aplicadores que evidentemente não podem ser penalizados por uma futura auditoria dessa dívida que se pretenda fazer. 

O nosso próximo presidente da Republica terá uma difícil missão a desempenhar se é que vai realmente querer resolver o problema maior do país. Com o Congresso que temos é muito difícil, mas os estados também estão quase todos quebrados e um presidente habilidoso pode muito bem fazer uma negociação com todos os governadores no sentido de relaxar um pouco as suas flagrantes inadimplências e em troca pressioná-los a pedir aos deputados e senadores de seus respectivos estados para votarem a favor das verdadeiras reformas que serão negociadas e não impostas como estão sendo hoje, através de um grande pacto nacional que colocarão o país verdadeiramente no rumo da saída da crise. 

Se não for assim, eu que já vivi uma ditadura e não gostei vou me preparar para viver outra, e espero que essa que virá no futuro, pelos menos faça uma limpeza geral na política brasileira retirando todos os políticos corruptos de cena e logo em seguida entregando o poder aos civis novamente com o alerta de que se pisarem na bola, igualmente aos seus predecessores também sairão de cena. Digo isso porque - já mais para eternidade do que para a vida -, aprendi que infelizmente não tem regime bom, mas o menos ruim que eu vivi, a democracia que todos nós deveríamos estar defendendo a qualquer custo, ainda é o melhor. Tenho dito! 









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