domingo, 8 de outubro de 2017
A semana passada, assistindo a um dos muitos vídeos que venho sistematicamente acompanhando do futuro candidato a presidente da república em 2018, Ciro Gomes, ele convoca e incita o povo brasileiro a não esquecer que a política verdadeira precisa ser urgentemente resgata, enquanto que a politicalha, essa sim, precisa ser não somente desprezada e odiada, mais também banida de toda a sociedade brasileira.

Mas qual a diferença entre a política e a politicagem? A politica praticada pelos verdadeiros políticos é a arte do bem comum e é exclusivamente através dela que não somente as cidades mais também até os países do mundo inteiro podem se desenvolver, crescer economicamente, criar e dá empregos dignos aos seus habitantes para que possam viver com dignidade e sempre à custa de seus próprios esforços e dedicação ao trabalho. 

Já a politicagem praticada pelos politiqueiros é a torpe e maldosa arte de enganar e manipular as pessoas, de brincar com seus sonhos, esperanças e sentimentos através de promessas vãs que nunca se concretizam. É a mentira deslavada, a esmola que atrasa o cidadão e lhe tira o impulso para a realização, a descarada negociação de votos, a traição aos amigos e correligionários, a luta sempre desonesta pelo poder não para servir as maiorias abandonadas que tanto necessitam, mas, simplesmente para se servir delas, da sua ignorância, da sua ausência de consciência política que nunca lhes é oferecida. 

Mas, voltando ao Ciro Gomes, há quem acredite que ele no momento não é a pessoa mais indicada para ser presidente da republica, pelo fato de as vezes se apresentar verbalmente descontrolado, agressivo e sem papas na língua. De minha parte, acho que na situação de degradação moral em que se encontram os nossos atuais pseudo representantes e também as nossas tão sagradas instituições, ele se torna o mais indicado, justamente por isso. 

Infelizmente, estamos inseridos em uma situação tão degradante que o Brasil, nesse nosso momento histórico, não necessita de uma pessoa educada, sensível e fina como, por exemplo a Marina Silva, que é honestíssima e bem intencionada, porém, fragilíssima para enfrentar esse cardume de tubarões e apátridas que está tentando reformar o Brasil não em beneficio de nós povo trabalhador brasileiro, mas, simplesmente para garantir os privilégios da velha plutocracia que criminosamente vêm financiando suas caríssimas campanhas eleitorais, fato que está mais que evidenciado e comprovado nas investigações da operação Lava Jato. 

Na verdade, o que pessoalmente acho é que estamos precisando mesmo é de um Ciro Gomes, que além de ter coragem para virar a mesa e apontar com o dedo os responsáveis pelo que fizeram e estão fazendo com esse nosso tão amado país, ainda possui amplo conhecimento de economia, experiência administrativa e politica para extirpar as mortíferas células desse câncer que teima em nos deixar sempre atrelados ao subdesenvolvimento e, ao mesmo tempo, juntamente com todos os brasileiros honestos, sinceros e patriotas, encaminhar o país para o rumo de um porto seguro que garanta como meta prioritária o urgente reaquecimento de sua economia, o crescimento de seu mercado interno, a sua maturidade política-ideológica e o seu respeito como nação.

Esses que atualmente estão tentando e conseguindo apressadamente nas caladas das noites essas reformas às avessas aos interesses maiores da nação, além de não terem autoridade moral para fazê-lo, também não têm o respaldo popular necessário para unilateralmente modificarem as leis de um país somente em detrimento de seu povo trabalhador e apenas para beneficiar suas excludentes elites que nunca gostaram do povo e até odeiam e discriminam os mais necessitados que são justamente os que mais precisam da ação positiva do governo.

E o pior de todo esse vergonhoso processo, salvo raríssimas exceções, é que tudo leva a crer que - o que está acontecendo em Brasília, tal como um rastilho de pólvora acesa, está escandalosamente se alastrando por todo o país. Se você for hoje analisar a situação de cada estado brasileiro e de cada município também, praticamente vai encontrar a mesma realidade, caracterizada pelo metástase dessa maligna doença social que é a desonestidade, a falta de caráter e de vergonha na cara desses politiqueiros de plantão que estão tomando conta de todo o corpo administrativo de nosso amado Brasil.

Ante as inúmeras inconsequências da parte desses que deveriam zelar pela coisa pública porque é esse o dever maior de todos eles como autoridades eleitas com os votos dos cidadãos e com essa finalidade, a lembrança me traz agora cenas de minha juventude, quando li com os olhos cheios de lágrimas tal o sentimento de justiça que se apossara de mim na época, o famoso livro Orações aos Moços Palavras à Juventude do grande Rui Barbosa, onde ele, como paladino maior da justiça desse país, escreveu: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem zomba da honra e tem vergonha de ser honesto”. Pelo que estamos vivendo no momento, parece até que essas palavras tão verdadeiras foram pronunciadas ontem de tão atualizadas que estão.

Interessante não? Palavras sábias, mágicas, moralizadoras e verdadeiras advindas justamente de um político e, esse sim verdadeiro, pois foi senador e candidato a presidente da república por duas vezes, tendo em ambas sido derrotado por candidatos outros que não serviam nem para lavar os pés ou carregar mala dele. Durante toda a sua vida, tanto de advogado quanto de político, ele foi sempre um homem probo, culto, justo, honesto e patriota. Quanta falta faz hoje homens do quilate e da qualidade dele em nosso país, hein?

Infelizmente, o povo brasileiro como sempre encabrestado pelas suas eternas necessidades de sobrevivência, preferiu votar em seus tradicionais inimigos que, por coincidência, também eram os inimigos de Rui Barbosa. Tem sido sempre assim, quando surge alguém mais consciente, valente e comprometido com a superação do eterno atraso e sofrimento das maiorias, elas, as maiorias alienadas desse país, sempre o abandonam em benefício de seus algozes e exploradores maiores que os enganam em troca de algumas bugingangas que somente lhes são dadas na época das eleições. 

Se Rui Barbosa tivesse sido presidente da república desse país, certamente que ele não era o que é hoje, uma vergonha não somente para nós brasileiros, mas também para todo o mundo estarrecido com a nossa tão triste situação. O problema maior do bloqueio do avanço econômico e social do Brasil tem sido suas descomprometidas e antipatrióticas elites que, salvo raras exceções, não tem permitido que o povo realmente se eduque, se informe e tome consciência de sua cidadania para, assim, poder votar com a sua consciência e não mais com a sua eterna carência. 

Como somos um povo que culturalmente não cultiva o hábito de ler e verdadeiramente nos informar, os meios de comunicação de massa como a televisão que a elite detém em suas mãos, faz a cabeça dos milhões de brasileiros virtualmente analfabetos que isolados, carentes e dispersos nos tugúrios das periferias das pequenas e grandes cidades brasileiras, amargam um continuo sofrimento com muitos deles ainda manietados pelas religiões e acreditando piamente que é Deus quem quer que eles vivam sempre assim. 

Felizmente, com o advento das novas tecnologias como a internet, começa claramente a se perceber que os politiqueiros são todos descomprometidos com reais transformações sociais e políticas que tragam um horizonte novo de mudanças para essa nossa tão insensata realidade. Porém, precisa-se dizer também que nas instâncias dos nossos três poderes ainda há pessoas honestas e que querem fazer o seu trabalho com dedicação e seriedade. O problema maior é que esses poucos são sempre a minoria, e a minoria, numa democracia, não pode mudar coisa alguma.

Então qual é a solução mais viável no momento? A meu ver é todos nós eleitores mais conscientes desse tão perverso e inescrupuloso processo de dominação política que vem ocorrendo há séculos nesse país, nos utilizarmos das redes sócias para tentarmos conscientizar os nossos eleitores mais desavisados de que negociar o voto com os nossos velhos e tradicionais inimigos é não querer sair dessa situação, tal como um cego que não quer enxergar. 

E para mudar tão inescrupuloso quadro, basta que nas próximas eleições, quando os tradicionais cabos eleitorais dos politiqueiros oferecerem alguma vantagem pelo nosso sagrado voto, que os mais conscientes se rebelem denunciando-os as autoridades eleitorais, e, os mais frágeis, recebam o que lhe oferecerem e, lá na urna, votem contra esses apátridas derrotando-os todos.

Se formos capazes de aplicar esse tipo de estratégia nas próximas eleições, eles, os politiqueiros, logo perceberão que a realidade política do nosso país mudou e que não adianta mais essa ultrapassada tática da manutenção do atraso de não fazerem nada em beneficio de suas cidades e de seu povo durante os seus consecutivos mandatos e somente procurarem o povo novamente na época da próxima eleição para, como se fosse uma mercadoria de nenhum valor agregado como uma commoditie, negociarem o seu voto que, infelizmente, em cada eleição fica mais barato, renovando assim os seus eternos mandatos como tradicionalmente vêm fazendo.

Se fizermos isso eles certamente que eles mudarão de comportamento e irão trabalhar bem mais pelas nossas cidades que se encontram em todo o Brasil hoje praticamente abandonadas. Irão lutar para desenvolver as economias locais de suas cidades para gerar mais empregos e renda digna para os seus cidadãos. Irão ter mais respeito e cuidado com o dinheiro público. Irão aparecer novos políticos mais jovens e mais idealistas e comprometidos verdadeiramente com transformações sociais modernas e inovadoras.

Aí, nesse sadio ambiente que ira surgir, não irá mais como hoje faltar dinheiro para a saúde do povo, para uma educação de qualidade para os filhos dos trabalhadores para que amanhã eles possam ser médicos, advogados, engenheiros, juízes, promotores, enfim, gente com capacidade para votar de forma consciente, escolhendo melhores e mais preparados políticos de verdade e não exploradores de sua própria gente.

De um tempo para cá venho batendo sempre nessa tecla e vou continuar repetindo, pois tenho consciência de que a culpa de tudo quanto está acontecendo no Brasil de hoje não deve ser debitada somente aos politiqueiros de plantão não, pois, na verdade, toda sociedade, tem apenas os políticos que merece. Somos nós que os colocamos lá com os nossos votos, e, se eles não estão devidamente nos representando com os seus mandatos, devemos também assumir as nossas culpas e passar a votar doravante em pessoas mais honestas, capacitadas, idealistas e que queiram realmente trabalhar para todos. Tenho dito!..

Emílio.
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