domingo, 15 de outubro de 2017
Por: Emílio Oliveira
Para quem não sabe e ainda são muitos os que não sabem, a Matrix é esse paradigma perverso e ilusório em que estamos todos inseridos, e que se estabeleceu na vida do planeta terra, desde os primórdios de todas as civilizações do passado e do presente. A Matrix se estabelece sempre em conformidade com as tecnologias vigentes. 

Todos os impérios criaram a sua própria Matrix, visto ser sempre através do sistema opressor advindo de todas elas que, infelizmente, os cidadãos são subconscientemente alienados, manipulados e anestesiados justamente para não tomarem consciência desse tão vil processo e, portanto, nunca ter condições de poder reagir e agir conscientemente contra ele.

Sair da Matrix, significa não acreditar e não valorizar mais as múltiplas e cabeludas mentiras que se divulgam como verdades absolutas nas instituições, nas religiões, na política, nas profissões, nas afirmações oficiais e também nas diversas autoridades de quaisquer espécies ou origens.

Os que até agora se aventuraram a querer sair da Matrix e o conseguiram, talvez até por terem sido tão poucos, todos eles sem exceção, ou foram impiedosamente mortos, destruídos e desacreditados pela própria Matrix, ou pela própria cultura resultante dela de não aceitar rebeldias e de descriminar sempre todo aquele que ousar se voltar contra ela, não se amoldando as suas anulantes e dominadoras exigências hipócritas. 

Na tosca e embaçada visão de qualquer sociedade dominada pela Matrix, tentar sair dela significa ser contra a própria realidade, contra a cultura, contra os seus sempre perversos valores que os meios de comunicação de massa também frutos dela, nunca divulgam, mas, ao contrário, escondem sempre e até nega.

Eu tenho um velho amigo por nome de Erivan em Mossoró que nos conhecemos e fizemos amizade desde os tempos em que estudavamos Gnose juntos, e ele, essa semana, me mandou via Whatsapp, um texto aqui transcrito e baseado na análise de um desses poucos seres humanos que estão tentando sair da Matrix, por nome de Hélio Couto. Então vejamos: 

“O que é uma Matrix? É uma construção mental que engloba todas as crenças, os preconceitos, os tabus, a cultura, os valores, tudo enfim que se acredita que é a verdade; as ilusões, a visão romântica e inocente da vida, o não querer ver a verdade, o não compreender e o não querer nem compreender, o não aceitar, o não reagir e o não agir, a dissonância cognitiva, a visão superficial de tudo o que se amolda a esse sempre e sempre atrasado paradigma.

É justamente esse conjunto de crenças e atitudes que criam e mantém a Matrix intocada há milhares de anos, desde que a civilização começou no planeta. A visão de mundo da Matrix é tão forte que aparentemente nada consegue abalá-la. Um exemplo perfeito é o livro “1984”, de George Orwell. Ele enxergou ali perfeitamente como a Matrix é construída e mantida com perfeição.

Para perceber a Matrix é preciso tomar a decisão pela pílula vermelha. Essa decisão antecede tudo. Sem essa decisão não há como descortinar o véu da ilusão com que ela cobre a quase todos, o chamado véu de Maya que é a própria terra. Depois desta decisão vem o longo trabalho de expandir a consciência para, enfim, se poder enxergar a verdadeira realidade que ela sempre camufla.

Como disse o personagem Neo, no filme sobre a Matrix: “Meus olhos doem”! E o outro personagem Morpheus, responde: Porque você nunca os usou? É doloroso enxergar a Matrix? Sim, é! Porque todas as ilusões criadas por ela, terminam sempre caindo por terra. Tudo em que se acreditava não é mais verdade. É preciso rever tudo, repensar tudo, expandir a consciência sem parar e nunca mais se deixar entrar na zona de conforto dessa que é a mais triste das prisões humanas. 

Morpheus é o deus do sono e filho de Hypnos. Ele é a pessoa certa para acordar quem está sonhando ou hipnotizado. Ele sabiamente propõe a escolha vital: viver na ilusão ou conhecer a verdade. Conhecereis a verdade e ela vos libertará. E essa tão conhecida frase foi o homem mais sábio que a afirmou. Mas, tem um alto preço embutido aí. Depois que se tomar a pílula vermelha não há mais como voltar atrás. Somente vai existir o futuro, doravante desconhecido, mas um futuro totalmente liberto, onde se poderá trabalhar para acordar aos demais.

E, se cada um que acordar ajudar a acordar a outros, a Matrix logo desaparecerá completamente. Quando Neo vai conhecer o Oráculo qual a frase que ele vê? “Conhece-te a ti mesmo”. Este é o maior conhecimento que se poder obter. Pense e pergunte: o que existe dentro de você mesmo? Com certeza, hoje ou amanhã, você encontrará a resposta”.

A leitura desse texto nos dá uma ideia bastante aproximada do que significa a Matrix, pelo menos dessa velha Matrix que vem se reproduzindo aproveitando-se sempre das novas tecnologias ao longo do tempo. Mas, o problema não está e nunca esteve na Matrix em si mesma, mas no homem. 

O problema sempre esteve no homem. Não no homem comum como qualquer um cidadão do povo que quer sempre o bem de todos. Mas sim, no homem comercial, capitalista, imoral, desumano, ambicioso, aético, desonesto, mentiroso, hipócrita, ladrão e político salafrário como os muitos que, infelizmente, temos hoje em profusão.

E esse homem ainda tão desajustado é justamente o Homus economicus teorizado por Taylor e que embora seja tratado pela Matrix como um ser puramente racional e criador de riquezas para satisfazer necessidades pessoais e não coletivas, é o predador-mor de milhões de vidas e da felicidade geral de toda a humanidade.

Portanto, o problema maior da Matrix não está nela não porque do jeito que se têm construído Matrizes alienantes e exploratórias da humanidade, pode-se também formatar uma Matrix baseada no Homus solidarius e, aí sim, construiríamos um mundo bom e feliz para todos os homens e não apenas para alguns poucos apaniguados como ainda temos hoje.

Enfim, a Matrix é apenas um complexo e sofisticado Software criado pela cultura do homem que, por sua vez, é um computador de carne e osso projetado e construído por Deus e do qual o homem se utiliza para fazer funcionar sua máquina de processar informações. E como tal, ela tanto pode ser boa para todos - quanto também ruim com tem sido até o presente momento. 

Na verdade, quem idealiza e constrói as Matrix são sempre os poderosos de plantão e por isso mesmo é que o mundo, até o presente momento, tem se mostrado ser aparentemente tão mau. Vejam o caso do grande cientista croata Nikolas Tesla. Em 1934 ele construiu nos Estado Unidos um artefato produtor de eletricidade que não necessitava de rede de distribuição para que a energia elétrica chegasse até a casa dos cidadãos. Ela ia espontaneamente simplesmente atráves de uma pequena antena assim como o som do radio e a imagem da televisão.

Com toda a alegria e felicidade possível de um grande cientista inocente e sem maldade, ou seja, um Homus solidarius, foi apresentá-lo ao banqueiro J. P. Morgan, um Homus economicus que inclusive dizem até que matou o próprio pai. Fez a brilhante explanação de sua tão humana teoria e quando terminou perguntou a ele o que ele achava de financiar aquele tão importante empreendimento para a felicidade geral dos norteamericanos e mais tarde de todo o mundo. 

Aí, o odiento e ambicioso banqueiro Morgan, olhou para ele de forma cínica e com olhos de águia e disse: você, por acaso, está me dizendo que conseguiu produzir nos seus inventos malucos um artefato que leva a energia elétrica até as pessoas sem rede de distribuição e gratuitamente apenas através de uma simples antenas em cima de suas casas? E os lucros oriundos do financiamento que vou fazer se me meter a apoiar esse seu projeto?

Nada disso. Pode tirar o cavalinho da chuva que você não somente não vai desenvolver esse projeto com meu dinheiro, como também ainda vai me vender barato essas suas tresloucadas patentes para que eu possa destruí-las e ganhar rios de dinheiro levando energia elétrica através da distribuição em rede de cobre, pois tenho inúmeras minas desse mineral e vou até aproveitar a oportunidade para aumentar logo o seu preço.

Como se vê por esse tão macabro exemplo, o problema em si não é apenas da Matrix, mas de quem a impõe e a implementa. Infelizmente, por esse comportamento anti-humano do banqueiro Morgan é que ainda hoje distribuímos a energia elétrica do jeito que ele quis que fosse feito e trilhões de dólares têm sido gastos em todo o mundo nesse processo caríssimo de se levar energia elétrica em todas as partes do mundo através de fios de cobre, além ainda das milhares de mortes por acidentes com as perigosas redes elétricas. 

Portanto, podemos todos formatar uma Matrix puramente do bem e que tenha a felicidade de todos os homens do planeta como o objetivo maior. Aí vai se priorizar o amor pela humanidade, o bem para todos os seres vivos homens e animais, a retidão de caráter, a honestidade, o respeito pela natureza, a saúde digna e verdadeira para todos, enfim, a alegria geral, materializando-se como sugeriu o grande e inigualável Jesus Cristo, o Céu aqui mesmo na Terra. 

Até lá então, amigo leitor, pergunte a sua própria consciência que em outras palavras dizem que é Deus dentro de você, o que se pode e se deve fazer com esses chacais da humanidade que somente têm trazido: fome, miséria, violência, injustiças, guerras e tantos dissabores a toda a nossa humanidade, até aqui tão explorada e desumanamente sofrida? 

Emílio.



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