domingo, 6 de agosto de 2017
Por: Emílio Oliveira
Para quem ainda não sabe que fique sabendo que o pêndulo da nossa vida oscila constantemente para cima e para baixo no desenrolar da nossa tão curta existência. Ainda ontem pensávamos que éramos um país rico e com todos os nossos problemas sociais e econômicos resolvidos. Hoje, infelizmente, o que somente resta daquela doce e inocente ilusão é a triste realidade com essa crise que estamos todos sendo forçados a viver.

Não foi em vão que o grande teórico físico Albert Einstein, falando sobre crises disse: “Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a se mesmo sem ficar superado.

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a vã esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis Sem crise não há desafios, sem desafios a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise realmente ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.” 

Como se pode percebe claramente no texto acima, o grande Einstein mais uma vez tinha razão. Retornando porém ao foco do nosso assunto, o Brasil sempre teve e parece que vai continuar tendo a doce e ao mesmo tempo amarga ilusão de que sempre irá aparecer um salvador da pátria ou até mesmo um messias que vai resolver todos os nossos problemas, mazelas e situações indesejadas. A meu ver o maior problema do país hoje é que o nosso povo foi além de sistematicamente empobrecido, também despolitizado durante os vinte e um anos em que durou a ditadura de 64.

Naquela época era proibido até de se falar em política nas escolas e universidades e o os nossos mandatários conseguiram impor essa espécie de cala boca do atraso, graças ao Ato Institucional 477 que, com o intuito único de despolitizar e alienar as futuras gerações de brasileiros e brasileiras, proibia a discussão desse tipo de assunto que consideravam como subversivo. Hoje a gente ver os jovens frutos desse processo que para alguns foi ato de lesa-pátria, brigando e se matando por futebol e deixando de reivindicar e lutar por seus tão sagrados direitos que foram conquistados na base de muitas lutas do passado por todos nossos ancestrais. 

Como a minha geração foi uma geração politizada, é com pesar que vejo hoje a nossa juventude usando toda a sua força e energia para motivações que jamais irão resolver ou até mesmo minimizar os seus gigantescos problemas do presente e dos que com certeza virão com o futuro. Respeito todos eles, pois até gosto e me sinto bem em dialogar com alguns deles, mas em virtude da despolitização que lhes foi imposta, a ausência de patriotismo e de mais amor pelas causas maiores do país e inclusive até mesmo deles próprios. 

Podem prestar atenção que quase todos os jovens despolitizados e vitimas desse criminoso processo são pretensos eleitores do Bolsonaro. E por que isso? Porque felizmente eles não viveram e não conheceram as horríveis práticas fascistas e violentas da ditadura militar como, por exemplo, torturas cruéis e mortes desumanas contra pessoas que foram vitimas por não se submeterem e se calarem ante a ausência de democracia no país e alguns até por não concordarem e denunciarem o que estava se passando no interior dos porões dos quarteis dos muitos Doi-Codi que foram implantados pelo novo regime ditatorial.

Eu particularmente sempre tive pavor de ditaduras: quer sejam de direita quer sejam de esquerda. Nas ditaduras, os generais chegam a pensar que são deuses e os soldados que são generais. Advém justamente daí as muitas arbitrariedades que todos nós mais vividos, infelizmente, fomos obrigados a testemunhar. E o pior é que toda ditadura implantada, apresenta-se sempre com uma boa justificativa de moralizar a politica, combater a corrupção e defender os cidadãos de seus algozes e inimigos. 

Graças a Deus não simpatizo nem com o comunismo e nem tampouco com o capitalismo, pois ambos os sistemas políticos e econômicos são injustos, alienantes e violentos. Considero-me um humanista, pois me sinto incomodado em viver num país tão rico em potencialidades e ver ao mesmo tempo o nosso tão sofrido povo empobrecido, alienado e, o que é pior, intencionalmente desinformado. O Brasil hoje tem condições de dar ao seu povo, trabalho digno, salário justo, saúde de boa qualidade, além de moradia decente e segurança para todos.

O grande e permanente problema desse país tem sido o atraso de sua elite que até o presente momento em que estamos vivendo, tem sido desumana, dominadora, insensível e antipatriota ao extremo. Ela, a nossa rica e infeliz elite, só tem estado interessada mesmo em defender seus privilégios de classe e aumentar sempre o seu espúrio patrimônio. Não pensa no bem maior do país, não se preocupa com o seu povo e inclusive acha até que o povo trabalhador que em última hipótese é quem sustenta a sua vida improdutiva e nababesca, é a mesma gentalha que seus antepassados desumanamente expulsaram das suas criminosas senzalas. 

Voltando a crise que estamos atravessando ela é na verdade, como disse Einstein, uma oportunidade impar para urgentemente nos desvencilharmos do que não nos interessa mais e nos focar no que realmente pode nos tirar permanentemente dessa situação que inclusive não está sendo boa nem mesmo para a nossa famigerada elite brasileira que apavorada, está vendo no futuro os seus seguros rendimentos ameaçados por ela. Por isso mesmo é que impuseram ao novo desgoverno do país que chegou lá apoiado justamente por ela, uma agenda de retirada de direitos e drenagem de recursos de toda a sociedade brasileira que possa garantir os seus discutíveis e tão injustos privilégios. 

Ano que vem temos uma eleição geral para a renovação dos mandatos dos deputados estaduais e federais, senadores e do futuro presidente da república. Será que essa que até agora parece ter sido a maior crise econômica, moral, política e ética de toda a nossa conturbada história, está sendo realmente aproveitada por nós brasileiros para que tenhamos, pelo menos, aprendido a votar? É com verdadeiro pesar que eu, particularmente, desconfio que não. 

Como vimos recentemente, a maioria dos nossos deputados que na verdade são nossos inimigos, votando descaradamente a favor de um presidente cujo único trabalho até o presente momento tem sido de retirar direito dos trabalhadores e continuar lutando com todas as armas que o poder lhe concede, para permanecer a qualquer preço no cargo mesmo com a visível discordância da maioria do povo que não votou nele. 

Por que enfim os deputados que foram eleitos pelo voto do povo se posicionaram ante as câmeras de televisão que levaram suas cínicas imagens para o todo o país contra os interesses de seus próprios eleitores? Mais uma vez, desconfio que é porque lhes foi garantido pela plutocracia que é quem manda realmente no país e no mundo todo, o dinheiro para as suas caras campanhas eleitorais no ano que vem. 

Posso até está engando e gostaria até de estar mesmo, mas, no ano que vem, quem viver verá, que eles aparecerão todos aqui com as caras mais cínicas e lavadas do mundo, com os bolsos cheios de dinheiro para mais uma vez tentarem comprar, com costumam fazer, o voto dos cidadãos e cidadãs brasileiras. Como a crise de dinheiro está realmente braba como se diz, tudo indica que todos eles, mais uma vez, comprarão e até mais barato o voto para se reelegerem e voltarem mais uma vez a Brasília e continuarem retirando o direito dos que lhe venderam com os seus votos, o novo mandato que durará por longos quatro anos. 

Será assim, se o povo brasileiro, com o próprio sofrimento a que está exposto atualmente, não tiver aprendido a mais importante de todas as lições de cidadania: que o voto que é uma prerrogativa que o estado delega ao cidadão para eleger seus legítimos representantes, não é uma mercadoria que se possa negociar por dinheiro ou qualquer outro bem no balcão da vida. O voto deve ser uma escolha consciente e pessoal do eleitor sobre quem realmente está se mostrando capaz de verdadeiramente lhe representar. Contudo, isso não significa que você precisa radicalmente recusar a oferta de quem lhe oferece dinheiro pelo voto. O ideal seria esse, mas como estamos numa conjuntura econômica altamente difícil, se por acaso alguém lhe abordar com esse intento, receba o dinheiro de todos quantos lhe oferecerem, prometa o voto e, lá na urna, escolha um que não lhe ofereceu dinheiro pelo seu voto.

Se você fizer assim, garanto-lhe que ao serem abertas as urnas e os votos desses picaretas não aparecerem e consequentemente eles não se elegerem, tanto eles quanto os seus eternos financiadores que são os ricos desse país de tantos miseráveis, vão realmente compreender que o povo brasileiro finalmente depois de tanto sofrimento aprendeu realmente a votar e deixou de vez de ser massa de manobra em suas macias e desonestas mãos. 

Se não for assim o comportamento do povo brasileiro nas próximas eleições, será mais uma entre tantas outras oportunidades perdidas para se consertar de vez esse país de povo tão pobre e sofredor. Portanto, você cidadão brasileiro, tem em suas mãos o seu próprio destino e o de sua família. Lamentavelmente somente existem duas opções: ou enganar a quem sempre lhe tem enganado e vendido a preço vil aos plutocratas cada vez mais ávidos por lucros desse país, ou ser sinceros com eles e seus representantes como sempre têm sido, votando por gratidão em quem te dá dinheiro ou outro bem qualquer somente no dia da eleição. Tenho dito!...

Emílio.



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