domingo, 13 de agosto de 2017
Por: Emílio Oliveira
Todo ser humano nasce puro, honesto, autentico e verdadeiro. Infelizmente, logo nos primórdios da existência, aparece na vida de cada ser uma entidade que, ao poucos se apossa inconscientemente dele, e vai lhe ofuscando e tirando a originalidade, a felicidade e principalmente a sua essência e espontaneidade. A essa entidade que até o presente momento foi o maior destruidor de seres humanos autênticos, foi evidenciada e fortalecida pela própria sociedade que a ciência humana deu o pomposo nome de EGO. 

O que estou querendo dizer é que, felizmente, a criança nasce com ego para evoluir através de seus controle. Porém, o ego lhe tem sido ensinado e reforçado pela sociedade humana através da criação, da cultura, da escola e da religião. Quase todos já observaram que os bebês quando começa a falar nunca dizem que estão com fome. Se o nome dele for Fred, ele geralmente diz que Fred esta com fome ou que Fred quer ir ao banheiro. Ele ainda não tem noção do que significa dizer “eu”. Ele geralmente indica a si mesmo na terceira pessoa.

Fred é como as pessoas o chamam, então ele também chama a si mesmo de Fred. Mas, à medida que ele cresce, vai chegar o dia em que vão ensiná-lo que isso não está certo. Fred é o nome que as outras pessoas usam para se dirigir a você e por isso você precisa abandonar o hábito de chamar a si mesmo de Fred porque precisa compreender que quando for se dirigir a você mesmo, você é “eu” e não Fred. Vão lhe ensinar que você é um individuo e que, portanto, precisa chamar a você mesmo de “eu”.

No dia em que Fred se tornar “eu”, aquele bebê que era simplesmente inocente perde de vez a sua a sua identidade e imediatamente cai no abissal poço escuro de uma alucinação. Ao constatar pela imposição da própria sociedade que não é mais Fred, mas sim “eu”, ele passa a sentir dentro dele uma desconhecida energia totalmente diferente daquela que recebera como herança do próprio cosmos, da natureza, ou de Deus. 

Agora o “eu” quer crescer, se tornar grande e poderoso e para isso procura crescer o máximo possível no falso e ao mesmo tempo real mundo das hierarquias e ele vai querer sempre ser o centro do universo e se destacar mais do que todos os outros “eus” que circulam ao seu redor. Noutras palavras, o arquétipo do poder e da dominação dos outros a qualquer preço se instala nele e a partir daí, passa ser o seu horizonte maior a ser a qualquer preço conquistado.

Salvo raras exceções, tem sido sempre a assim a velha e violenta história do ser humano que, motivado pelo desvio de sua conduta imposto pela sociedade onde vive, o transformou num ser totalmente descaracterizado de sua programação e de seus implantes iniciais. O que temos hoje, infelizmente, é esse espectro de homem lutando contra os velhos moinhos de ventos reais ou imaginários para ser feliz e sempre buscando a felicidade fora dele mesmo, quando, na verdade, ela, a felicidade, nunca esteve fora dele. 

E por que a felicidade tão buscada pelo homem nunca esteve e nem tampouco está ou estará algum dia fora dele mesmo é que nunca ele a conseguiu encontrar, salvaguardando aqui apenas poucos seres espirituais mais evoluídos que aportaram nesse planeta com missões evolutivas no sentido de darem cada um em seu devido tempo um impulso de progresso verdadeiramente espiritual a essa tão atônita humanidade apaixonada pelo seu “ego”, cada vez mais acentuado e valorizado pela sociedade hipócrita em que vivemos. Aqui poderíamos citar os exemplos de Jesus, Buda, Krishna e outros mais.

Vejam o exemplo de somente um dos que buscaram a felicidade amparada no poder absoluto como é o caso de Alexandre, o grande, que aos dezoitos anos de idade, um menino ainda, saiu de Atenas na Grécia a sua casa e o Reino da Macedônia que pertencia a seus pais e ele próprio, e comandando um exército treinado, abastecido e quase que invencível de 300 homens aventurou-se mundo afora para conquistar mais poder e dinheiro e oferece-lo todinho a sua mãe que a história diz que ele adorava.

Nas suas múltiplas batalhas sempre sangrentas e violentas, conseguiu matar centenas de milhares de pessoas e destruir inúmeros povos e civilizações em busca da satisfação dada pelo poder absoluto. Finalmente não conseguiu controlar a Índia onde passou muitos anos tentando destruir esse povo e não conseguiu ter êxito. Aos 30 anos sente-se doente e ao invés de retornar logo a sua Atenas com a glória de ter vencido as grandes batalhas que travou com exceção apenas a daquela da Índia, persistiu por mais quase três anos e viu agravando-se o seu estado de saúde ao ponto de ter que abandonar urgentemente aquela louca campanha e retornar a sua cidade natal para finalmente encontrar a morte junto aos seus. 

Todavia, morreu a apenas 24 horas de Atenas pedindo insistentemente aos seis médicos que o atendiam que não o deixassem morrer antes de chegar a sua querida Atenas. Os médicos lhe responderam que não podiam fazer mais nada por ele porque a sua morte seria fruto não apenas da doença que o acometia, mas do excesso de energia que ele havia gastado na campanha tentando destruir a Índia e por isso mesmo iria morrer porque em seu frágil corpo de doente, não havia mais energia para mantê-lo vivo.

E assim aconteceu. Ele morreu com apenas 33 nos de idade e a 24 horas da chegada do seu temido, poderoso e vitorioso exercito a Atenas. Só que, antes de morrer, ele ordenou ao seu comandante chefe que, após a sua morte, o colocasse num caixão e deixasse as suas mãos para fora dele e assim fosse enterrado para que o mundo compreendesse através do seu próprio exemplo que ele, o homem mais poderoso do planeta na época, havia tido tudo na vida, mas estava saindo dela justamente de mãos vazias.

A meu ver, esse seu inusitado e sábio pedido, foi um belo exemplo de maturidade e humidade que somente no fim da vida de tanto poder e dor de sua parte, e também de dor, morte, sofrimentos e destruição das pessoas espalhadas mundo afora provocadas pelas suas ações belicosas e violentas, ele conseguiu compreender a verdadeira essência da vida. A versão da história oficial não corrobora com uma versão alternativa que afirma de que ele era homossexual e morreu de Aids que inclusive naquele tempo já havia, mas que os médicos não conheciam. Dizem também que ele escolhia aqueles soldados que o atraiam mais no seu exército, transava com vários deles numa noite e depois os matava um-a-aum.

Todavia, o que quis demonstrar com esse exemplo do grande Alexandre é que o homem ao chegar aqui na terra ele vem despossuído materialmente de tudo, pois nasce nu para que ele entenda que o ter não é a verdadeira missão de todos nós aqui no Planeta Terra. Não que o ter seja ruim em si mesmo. O problema é o ego humano que se não for devidamente controlado, com o tempo, se tornará maior que o próprio infinito. Sob o ponto de vista espiritual verdadeiro o ego humano é o defensor da personalidade humana e é formado pelo principio eletromagnético da atração/rejeição. 

O ego humano é fisicamente como os polos de um imã que atrai ou repele qualquer objeto metálico que se coloque ao alcance de sua periferia. Só que o ego humano pode se desdobrar em diversas entidades dentro do ser, tais como: ambição desmedida, luxúria, ruindade, desamor, ingratidão, sede exacerbada por pode e por dinheiro. Quando esses fatores negativos se apossam de um ser humano ele é considerado com um ser egoísta. Mas o ego humano pode significar também: amor incondicional, solidariedade com os doentes e despossuídos, piedade e compaixão pela humanidade. Quando esses fatores positivos se apossam de um ser humano ele é considerado um altruísta.

O ideal no ser humano num processo reconhecidamente evolutivo é que ele depois de muitas batalhas, lutas e experiências vividas aqui nesse orbe terrestre que é considerado como o mundo fenomênico da terceira dimensão, consiga domar e equilibrar o seu ego ao ponto de ele, em quaisquer circunstâncias, nunca se deixar levar pelos exagerados destemperos emocionais que as diversas situações da vida os coloca justamente para testar o seu ainda tão frágil equilíbrio emocional e comportamental. 

Apesar de alguns autores no ramo da filosofia e da psicologia acharem que o ego é uma complexa ficção montada pela sociedade de consumo através da cultura, da educação e da religiosidade o que em parte é verdade, fatos modernos têm demostrado que o ego, além de tudo isso, é também o segredo para a evolução espiritual transcendente de toda a humanidade. Todos nós somos formados por vários corpos que conseguem se aglutinar num só como o corpo físico, o astral, o causal e o mental característico do mundo fenomênico e os outros três corpos localizados no mundo Átmico ou de Deus como se queira chamar.

Pois bem, esses quatro corpos justapostos no mundo da terceira dimensão conectados com os outros três corpos do mundo Átmico, formam um invólucro metafísico transcendente composto no total de sete corpos que caracterizam todos nós seres humanos. E entre esses corpos que se justapõem aqui e lá, há sempre conexões e troca de informações inconscientes para que possamos alcançar um dia o nosso desprendimento feliz desse planeta e sairmos dele para habitarmos outras esferas com dimensões mais evoluídas do universo.

Ante ao exposto fica bastante claro que se desejarmos realmente evoluir com maior precisão, rapidez e bem menos atribulações e sofrimentos agora e no futuro durante os dias que ainda teremos que viver aqui nesse planeta terra nessa ou em outras encarnações, precisamos aprender a controlar e balancear o nosso ego porque, assim fazendo, permitiremos que o nosso centro de poder que é a nossa alma que se encontra encapsulada no nosso interior pelo nosso ego, se liberte e se manifeste em nossas vidas nos tornando seres humanos realmente poderosos, equilibrados e especiais. 

Por isso mesmo é que não apenas devemos, mais também precisamos ser compreensivos, equilibrados, solidários, não mentir, não enganar, não roubar, não deixar roubar, agir com ética, compromisso, desprendimento e compreensão, não acusar ninguém sem provas, não difamar as pessoas, mas antes compreender o ser humano em todas as suas fragilidades, ajudar quando necessário e perdoar sempre as incompreensões dos que ainda não conseguiram definitivamente se desvencilhar de seus pesados e cármicos egos humanos.

Portanto, amigos e leitores, não adianta querer somente buscar dinheiro de forma exagerada, poder sem limites, ter honras não merecidas e patrimônio gigantesco à custa da miséria e do sofrimento de muitos, se não aproveitar esse boom de facilidades que a vida nesse processo competitivo e cruel colocou a nossa disposição. Concluindo, gostaria de dizer que entramos aqui nus e sem nada e saímos com um caixão que somente vai servir para nos mesmos e uma mortalha que vai se puir e apodrecer também durante a rápida decomposição de nossos corpos. Ou seja, não lavamos nada do que ilusoriamente conquistamos e, na maioria das vezes, o que conseguimos vai servir apenas para acirrar mais e mais a briga que haverá entre nossos herdeiros. Tenho dito!...



Emílio.
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