domingo, 16 de julho de 2017
Por: Emílio Oliveira
(Transcrição resumida baseada na filosofia Indu)

É parte da missão de cada um de nós chegarmos à resposta para tão estranhas e difíceis perguntas. Estamos constantemente sendo levados a questionar e a encontrar soluções para questões como essas. O tempo todo somos desafiados a perceber e compreender o mistério. A natureza tem ensinado mensagens bem claras de que chegou a hora de despertar do sonho do esquecimento e de acordar para a realidade.

Tornou-se inaceitável que, com tanta informação hoje disponível sobre insustentabilidade do nosso estilo de vida, continuemos agindo sem a mínima consciência ecológica desse tão desastroso processo de degradação do planeta. Tornou-se inconcebível que ainda sejamos tão céticos e fechados para a percepção da realidade maior que transcende a matéria, pois é justamente esse fechamento que nos impede de ter acesso ao propósito maior de nossas vidas. 

E o que é o propósito maior de nossas vidas? É o objetivo mais nobre de nossa vida. É a nossa missão de vida que é a quantidade de amor que possamos desenvolver, compreender e aplicar nessa nossa tão curta existência. Precisamos todos nos conscientizar de que, seguindo nesse inusitado rumo que escolhemos, estamos todos caminhando celeremente para um grande fracasso existencial como seres inteligentes que dizemos ser. 

Já poluímos os nossos próprios corpos com venenos e alguns medicamentos tóxicos e mortais que consumimos, o ar que respiramos, a terra que nos dá a sobrevivência, o mar que é a nossa reserva maior de água e vida e agora já começamos a poluir o espaço sideral e nesse caminhar suicida brevemente estaremos também poluindo os planetas e as estrelas se tivermos tempo de chagar lá. A Terra ou Gaia com é esotericamente conhecida é um corpo vivo como nós e de forma irresponsável e ambiciosa a estamos matando da mesma forma como estamos matando a nós mesmos. 

Sem falar da nossa tão almejada felicidade que apesar de incansavelmente a buscarmos, ainda não a encontramos pelo simples fato de que somente a temos procurado fora de nós, quando ela sempre esteve e está dentro da gente mesmo. A felicidade não está nos bens materiais por quem nos matamos e estamos matando também o planeta, ou até mesmo no sucesso pessoal ou na opinião que os outros tenham sobre nós. Ela está aqui e agora, dentro de todos nós. 

Precisamos ter coragem e humildade para abrir mão do orgulho e assumir os nossos erros. Também precisamos nos curar e depois nos vacinar contra o nosso egoísmo exacerbado. Embora as religiões cristãs afirmem que o que estamos colhendo hoje são castigos de Deus, na verdade, todos os males que estamos vivendo, são frutos da colheita de nossos pretéritos pensamentos, sentimentos, palavras, ações e até mesmo das nossas omissões. 

Nem Deus castiga e nem tampouco o “suposto inimigo” que as religiões chamam de Diabo, Satanás ou inimigo, são os responsáveis pelo nosso sofrimento. Os nossos desconfortos, as nossas decepções, as nossas doenças e as nossas atribulações, são os frutos da nossa desinteligente ação ou omissão do passado. E qual o remédio para todas essas adversidades que tanto nos incomodam e infelicitam? Há somente um: o autoconhecimento. Mas, somente os ainda poucos que o buscam o encontram e o encontrando, resolvem o mais antigo e difícil problema de toda a humanidade de ontem, de hoje e de sempre. 

Todos e cada um de nós viemos para este plano terreno da terceira dimensão com uma missão ou PROPÓSITO a ser realizado. E apesar de, na superfície, parecermos todos desiguais e termos diferentes qualidades, estamos todos unidos por esse propósito único que, em última instância, é a expansão da nossa consciência. E a única forma de expandir a consciência é através do amor e por isso mesmo é que o nosso trabalho, enquanto humanos, é despertar o amor em todos os seres e em todos os lugares em que possam chegar nós próprios ou até mesmo a nossa palavra. 

Pode-se até comparar o processo de expansão da consciência ao desenvolvimento de uma árvore. As raízes representam nossa memória, nossas heranças, nossos ancestrais, ou seja, a nossa história na Terra. Ao mesmo tempo em que nos deixa fixos e aterrados, ela nos sustenta e não nos deixa cair. Ela é o que dá sustentação ao tronco da árvore, que, por sua vez, representa nossos valores e virtudes consolidados. Quanto mais forte for o nosso tronco, mais alto poderá chegar a nossa árvore. Os galhos representam o desdobramento das nossas virtudes em dons e talentos e as folhas representam o impulso de vida e a nossa eterna capacidade de renovação. 

Finalmente, quando conseguimos nos tornar canais de amor através dos nossos dons e talentos, brotam flores e frutos que representam o que viemos realizar, o que viemos oferecer ou entregar ao mundo. As flores e os frutos representam a manifestação ou a realização do nosso PROPÓSITO de vida. Todavia, quem se aventurar nessa eterna busca de crescimento de consciência precisa saber também que é uma jornada cheia de perigos e incertezas, mas que, felizmente, termina sempre nos levando da semente ao fruto, da terra ao céu, do esquecimento à lembrança e do estado de adormecimento ao estado de total consciência desperta. 

É uma bendita jornada que nos revela os infinitos desdobramentos do amor- esse tão sagrado e maior poder que em nós habita, nos move e nos liberta. O amor foi, é e será sempre a semente, a seiva e o sabor do fruto. Ele é a beleza e a fragrância da flor. O início, o meio e o fim. Portanto, despertar o amor que existe em cada um de nós é o motivo maior de estarmos todos aqui - o que -, em outras palavras, significa que esse é o nosso verdadeiro PROPÓSITO de vida. 

Entretanto, nesse plano físico em que vivemos, para fazermos uma viagem de evolução de nossa consciência, precisamos de um meio de transporte. E nesse trânsito da nossa alma rumo à consciência divina que caracteriza o seu crescimento, precisamos obrigatoriamente de passar pela consciência humana. E para vivermos essa experiência aqui na Terra, usufruindo de uma personalidade humana, se faz necessário também um veículo carnal, pois o nosso espírito não teria como viver tal experiência sem um ego e um corpo físico. 

Assim, nascemos com um corpo físico e com uma estrutura psíquica projetada para desenvolver um ego. Ego e corpo formam um veículo, um instrumento projetado pelo divino para que o espírito possa viver essa experiência material. A alma humana é, portanto, a porção individual do espírito que se manifesta através desse veículo. Ela é também a ponte entre os dois planos material e espiritual. A alma acompanha o ser em toda a sua jornada evolutiva, por meio dos ciclos de mortes e renascimentos, e deixa de existir quando a consciência individual se expande e se funde com a consciência cósmica.

Essa é a única forma que a consciência encontra para se expandir através do ser humano no plano material. Assim como uma planta nasce e cresce a partir de uma pequena semente, a consciência cósmica ou universal se manifesta e se expande no ser através de uma pequena fagulha de consciência individual. Nesse sentido, o ego humano é como uma semente que é plantada na terra com o objetivo de se desenvolver, amadurecer e gerar frutos. Essa semente traz sempre consigo um potencial divino que irá finalmente se expressar de maneira particular por meio de cada um de nós. 

Existem muitas definições para palavra EGO. Aqui ela se refere a um princípio da individuação, ou ainda como o princípio da ideia do eu pessoal, individual. Apesar de ter uma função muito importante no projeto divino de expansão da consciência, cuja meta em última instância é restabelecer o estado de unicidade, o ego também representa o nascimento de um senso de separação, ou seja, é o principio da ideia de que somos separados uns dos outros. 

Pelo fato de possuirmos individualmente um corpo e uma forma, a mente cria essa ilusão de separação no nível físico, que é o nível das aparências e nós temos a impressão de que estamos separados, mas no nível do espirito somos todos nós apenas um. Entretanto, essa ilusão faz parte do plano divino aqui na Terra e está a serviço da expansão da nossa consciência. 

Ela é o que na cosmovisão hindu, é chamada de Mahamaya, a grande ilusão. Ao mesmo tempo em que encobre nossa visão com o véu da dualidade, Mahamaya é também a nossa professora. Através dela, aprendemos aquilo que precisamos aprender e aos poucos vamos começando a enxergar além dela, a Mahamaya, que é uma simples distorção da realidade e que pode tomar muitas formas entre elas o egoísmo – que é a doença do ego. 

Quando, porém, nos deixamos comtemplar e nos deixar envolver pela beleza da vida, observando o máximo de fenômenos da natureza, percebemos claramente que tudo é fantástico e que, certamente, a vida vai bem mais além dessa realidade confusa e cotidiana que captamos através de nossos olhos físicos. Você pode até se perguntar como é possível frutos e flores dos mais diversos tamanhos, cores, formas, fragrâncias e sabores simplesmente brotarem de árvores? 

Isso não é fantástico? Mesmo sabendo como a natureza funciona, se puder observar esses fenômenos com mais profundidade, imediatamente você perceberá quão extraordinária ela é. A semente é um exemplo disso. De um pequeno grão nasce uma majestosa árvore. A semente contém em si uma porção mínima, um quantum de uma essência que é impressa em um código genético. Nesse código, estão todas as informações sobre o seu potencial máximo, que é também aquilo que ela vai realizar quando for plantada e regada na terra. E o seu potencial máximo são justamente os frutos que ela vai dar no futuro.

Da mesma maneira, nós, seres humanos, trazemos também uma porção de consciência divina que deseja se expandir e se expressar através de nós. Também trazemos um código genético, alguns implantes e um programa que é algo muito importante a ser realizado. E esse programa é também o nosso propósito de alma. Nós viemos para este mundo unicamente para realizar esse propósito, que também é conhecido como visão – uma visão a ser individualmente compartilhada com o mundo aparentemente louco que nos cerca. 

Torna-se urgente, portanto sabermos qual o é propósito que temos que estabelecer aqui. E o que viemos fazer aqui está intimamente ligado àquilo que somos em essência, ou seja, o programa individual da nossa alma está intimamente relacionado à consciência do nosso Ser. Assim como uma macieira somente poderá dar maçãs, o ser humano só poderá dar um tipo de fruto: o amor, pois o amor é a sua essência máxima.

Entretanto, o amor também é um fruto que pode se manifestar de infinitas formas. Cada alma traz dons e talentos que são a maneira única por meio da qual o amor se expressará um dia através de todos nós aqui na Terra. Por isso é que precisamos acreditar que apesar de nós terráqueos estarmos atravessando atualmente terríveis e purificadoras provas cârmicas, por direito sagrado, o darma, será a nossa herança maior como filhos do altíssimo que somos. 

Emílio. 



Retificação: Gostaria de fazer aqui uma ressalva com relação ao artigo que escrevi no último domingo. Ali eu escrevi afirmando que dos três senadores do Rio Grande do Norte, nenhum deles representava os anseios de nosso povo que, com o seu precioso voto, os elegeu. Peço humildemente desculpas, pois há sim uma senadora que com o seu trabalho representa realmente a vontade livre do nosso povo, que é a senadora Fátima Bezerra. Portanto, minha sincera desculpa a essa nobre senadora, por tão inadvertido lapso.
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