domingo, 25 de junho de 2017
Por: Emílio Oliveira
Indiscutivelmente estamos vivendo uma crise de proporções mundiais em todos os sentidos que se possa imaginar. Torna-se claro também que tal crise, especificamente em nosso país, situa-se em níveis bem piores do que na de todos os outros países do mundo. Todavia, tanto aqui quanto em outros países, essa crise tem a nossa cara, a nossa identidade, os nossos comportamentos, a nossa visão de mundo, a nossa ideologia, a nossa ambição desmedida, a nossa psicosfera e, em alguns casos, até mesmo o nosso DNA. 

Criamos um mundo que ao invés de solidário e humano como verdadeiros seres humanos conectados ao criador que queiram ou não somos, ao contrário, criamos um mundo vergonhosamente egoísta, individualista ao extremo e capitalista voraz contra o próprio homem, além de totalmente descomprometido com as maiorias abandonadas nos tugúrios e periferias dos campos ou das grandes cidades sem alma dos países do terceiro mundo e até mesmo com o próprio planeta que tão generosamente nos foi oferecido para evoluirmos. 

Não se precisa ter inteligência privilegiada para claramente se perceber que a violência que campeia solta em todos os sentidos em nossas já quase falidas sociedades, é o efeito das causas provocadas por tantas injustiças criminosamente praticadas pelos atuais donos do poder, contra essas maiorias simplesmente ignoradas. É como se o mundo todo tivesse sido criado por Deus somente para esses poderosos senhores e que, portanto, o resto do mundo todo que exploda. Posso até está engando e gostaria até de está, mas, a meu ver, essa é a única ideologia desses tão horrendos e pervertidos senhores.

Vivemos num mundo em que apenas seis famílias de banqueiros internacionais são proprietárias de todos os meios de produção capitalista. Eles dominam os bancos; as redes de televisão, rádio, jornais e internet; as fábricas de automóveis, aviões, foguetes e satélites; a indústria bélica; a indústria naval; a indústria de alimentos; a indústria eletroeletrônica e de informática; as grandes construtoras internacionais; os laboratórios de medicamentos e também os conglomerados médicos e hospitalares.

Além disso, mandam ainda nos governos de seus próprios países de origem, nos dos países do terceiro mundo, via comando dos bancos centrais e nos poderes executivo, legislativo e judiciário que normalmente são tratados por eles como feudos de seus criminosos e espúrios interesses. Esses caras são tão insensíveis aos sofrimentos de toda a humanidade que somente pensam em lucros e mais lucros. 

Para eles nada significa destruírem países inteiros numa guerra fratricida que eles mesmos estimulam para venderem equipamentos militares como armas, munições e outros artefatos destrutivos e depois, com as suas próprias construtoras, auferindo enormes lucros, reconstroem os países que criminosamente ajudaram a destruir somente para ganharem muito dinheiro. Os seus nomes sequer são divulgados nas mídias que eles próprios dominam, passando totalmente despercebidos da população mundial que sofre e não têm a menor noção de quem verdadeiramente a estar manipulando, explorando e fazendo sofrer.

Por isso é que os atuais ocupantes do poder no nosso país, representantes legítimos desses horrendos senhores e não do povo brasileiro que inocentemente os elegeu, como prepostos deles que na verdade são, estão querendo a todo custo impor reformas cinicamente antiéticas afirmando que é para o bem do país, quando na verdade caso sejam realmente implementadas, sacrificará ainda mais a vida dos nossos trabalhadores que já se encontram praticamente no nível de subsistência aumentando substancialmente a lucratividade dessa insaciável “casta de senhores” insaciáveis por dinheiro. 

Com a força manipuladora dos meios de comunicação de massa que dominam – querem de qualquer forma anular a CLT imposta a mal cheirosa elite brasileira na década de quarenta pelo grande presidente da república Getúlio Vargas. E o que é pior amigos desejam fazê-lo praticamente sem nenhuma negociação impondo uma nova legislação que cinicamente chamam de moderna em que se diz que o que for acordado anula e vale mais do que o que está na atual lei. E isso, numa economia recessiva e em frangalhos com quase quinze milhões de desempregados e aproximadamente mais nove milhões de biscateiros. É algo mais ou menos parecido como o de se colocar as raposas para tomar conta do galinheiro. 

Noutras palavras, as raposas irão com toda a certeza comer as pobres e fracas galinhas e depois sair lambendo os beiços, enquanto as débeis galinhas encontrar-se-ão sendo digeridas e metabolizadas nas barrigas das pançudas raposas. Isso é o que os inimigos do povo e do país estão querendo aprovar o mais rápido e na calada da noite se possível - até porque se isso não for imediatamente feito -, essa turma que deu o golpe, corre um sério risco de ser expulsa do poder por descumprimento de compromissos solenemente assumidos com os eternos donos do poder que juntamente com eles tramaram o golpe, mas que, felizmente, quase todos os brasileiros já desconfiam de quem se trata.

Ante tantas e tão flagrantes contradições praticadas justamente por parlamentares quem foram empoleirados no poder com o voto do povo e que por obediência a quem não merece querem sacrificar, pode-se praticamente deduzir que essa gente não tem nada a ver com os interesses das maiorias que os elegeram, pois têm é se comportado como verdadeiros inimigos de todos quantos trabalham e carregam o país nas costas. Mas, essa constatação, gera a seguinte pergunta: Será que esses ingratos estão pensando que na eleição do ano que vem o povo brasileiro, mesmo se desconfiando que virão com muito mais dinheiro nos bolsos para tentar comprar os votos dos cidadãos, o povo vai mais uma vez lhes conceder o tão importante sufrágio? 

Tenho minhas dúvidas que isso mais uma vez seja feito, a não ser que na aproxima eleição se constate realmente que o povo brasileiro nunca soube e ainda não aprendeu a votar. Votar é delegar poder a alguém que lhe represente e não brincadeira que somente tem validade no momento do voto. Um voto vale todo o mandato do vereador, do prefeito, do deputado, do senador e do presidente da república. O voto é uma procuração que o leitor dá ao político para defender os seus direitos e interesses no cargo para o qual é eleito. O voto é uma prerrogativa que o estado dá ao cidadão para que ele possa escolher quem realmente lhe represente. O voto não é uma simples mercadoria que pode ser vendida ou negociada tal como qualquer outro produto numa feira qualquer.

É justamente porque a maioria do povo brasileiro vem fazendo isso nas últimas eleições, que o nosso país chegou ao fundo do poço. Nós somos os maiores responsáveis pelo que está ocorrendo em nossa pátria e não devemos apenas culpar os outros não. É claro que a força persuasiva do capital num país onde o povo infelizmente ainda sobrevive num nível de subsistência é muito poderosa. Mas e se o cidadão receber o dinheiro deles que em última instância pertence ao propor povo e votar justamente em quem não tentou conspurcar a sua consciência tentando comprando o seu voto?

A única forma de expulsarmos do congresso brasileiro esses tão iníquos “senhores” que sistematicamente têm comprado o voto da maioria do nosso povo para adquirir o mandato e depois cinicamente negociá-lo com os lobistas de Brasília representes da plutocracia a que me referi no quarto parágrafo desse texto, é os enganando nas urnas, ou seja, recebendo o seu dinheiro geralmente oriundo da nossa exploração e votando em outros candidatos que não se utilizam dessa criminosa prática política.

Se não for dessa forma, vamos mais uma vez nos decepcionar em 2018, pois a maioria desses “senhores”, já estão com quase todos os recursos da campanha assegurados, para mais uma vez, como de costume, tentarem comprar até mais barato o voto da maioria do povo, em virtude da crise econômica que todos nós estamos vivendo. O ideal seria que no momento do contato para a negociação do voto, o eleitor procurar as autoridades eleitorais e fazer a devida denúncia. Porém, é sonhar alto demais esperar que um povo tão carente como o nosso, tenha esse comportamento verdadeiramente cidadão, ao invés de receber o dinheiro que tanto necessita.

Veja o caso do nosso estado, o Rio Grande do Norte. Dos oito deputados federais existentes, a meu ver, apenas uma deputada tem verdadeiramente se comportado como legítima representante do povo que a elegeu. Os outros, infelizmente, somente fizeram o jogo dos interesses espúrios que certamente não são os dos eleitores que os elegeram. Então, amigos, vocês já sabem o que devem fazer na eleição do próximo ano. Certamente que durante a campanha de 2018 algum cabo eleitoral vai contatar você a respeito do que você está precisando para votar no candidato para o qual ele pede voto. Geralmente é dessa forma que eles abordam o eleitor. 

Não esqueça: ou tenha a coragem cívica de negociar o preço do seu voto que não tem preço e depois denunciar as autoridades eleitorais, ou simplesmente receba o dinheiro e vote contra, pois assim você estará dando uma tremenda lição de inteligência nesses caras-de-paus que pensam que você não é uma pessoa que realmente sabe o que está fazendo. Essa será sua maior vingança, pois quando abrirem as urnas e os votos não aparecerem e o candidato não for eleito, os que deram dinheiro a ele para comprar a sua consciência vão passar a doravante lhe respeitar e saber que você finalmente aprendeu a votar.

Nesses meus ainda pobres escritos que os defino como crônicas semanais, tenho insistentemente tocado nesse assunto porque o reputo de grande interesse não somente para a forma distorcida como se faz “política” no Brasil, mas também porque inclusive se trata até de uma questão de patriotismo e cidadania. Na verdade amigos, a lei eleitoral era para punir pela compra do voto não apenas o político diretamente beneficiário dele, mas também o próprio eleitor que o vendesse. Até porque já se tornou inclusive uma prática bastante comum aqui no Nordeste, o próprio eleitor procurar o cabo eleitoral para negociar o seu voto.

Se a gente fora realmente analisar a situação em termos de Brasil, ela também não é tão diferente da daqui do Nordeste não. Por exemplo, lá em São Paulo que é o estado mais rico do Brasil, o candidato que normalmente se elege lá é também o que consegue mais dinheiro para gastar durante a campanha, é ou não é? Então, partindo-se dessa constatação, pode-se realmente afirmar com elevado grau de certeza que, o jeito como se faz política lá, certamente que não é tão diferente de como se faz política aqui.

Apesar de todos os pesares, nunca houve na história do nosso país uma quadratura política tão favorável para sairmos todos desse sufoco que as nossas descomprometidas elites e seus aliados internos e externos que programaram o golpe nos seus mínimos detalhes e o executaram, nos colocaram. Basta agirmos com honestidade e cidadania, escolhendo o nosso futuro presidente da república um homem preparado e com coragem cívica para virar à mesa, um patriota que conheça a realidade das muitas regiões brasileiras e que tenha um projeto não dele próprio, mas, sobretudo, de desenvolvimento e soberania nacional.

Certamente que esse candidato não é um Bolsonaro da vida que reconheço que também é um patriota, mas, infelizmente, ainda não se encontra devidamente preparado para exercer com inteligência e tirocínio a sagrada função de administrar um país tão complexo como o Brasil. Até agora, as ideias que esse candidato tem apresentado não são as que realmente necessita o Brasil para se desenvolver integralmente. Acho inclusive as suas ideias autoritárias demais para o meu gosto, além de também ultrapassadas para o mundo do presente, do mesmo jeito que são as ideias do atual presidente americano Donald Trump. 

Torço e espero sinceramente que o povo brasileiro já tão decepcionado com a caduca política dos velhos conchavos, não se aventure por esse caminho. Com certeza temos outros candidatos bem mais preparados e principalmente um que é da nossa região e que a meu ver é o mais capacitado para assumir a liderança do nosso país no próximo ano. Sei que para ele é muito difícil, pois quem diz sempre a verdade não é muito bem recebido nem pela elite que é hipócrita e nem tampouco pelo eleitor que prefere ser engando a ouvir a verdade. Seu nome é Ciro Gomes aqui do nosso vizinho estado do Ceará e ele é o mais inteligente e preparado de todos os outros candidatos que legitimamente também postulam a presidência da república.

Portanto, depende apenas de nós eleitores brasileiros colocarmos na presidência da república alguém que tenha um projeto de desenvolvimento nacional para todas as regiões do país e explorando suas reais potencialidades e vocações econômicas e sociais. E que seja sobretudo includente das maiorias ignoradas e abandonadas, exequível sob o ponto de vista administrativo e ambientalmente sustentável. Esse nome é o Ciro Gomes. Ele juntamente com o professor Mangabeira Unger um meio brasileiro e intelectual de Havard, estão estruturando um projeto de desenvolvimento nacional sem dependência de quem quer que seja, o qual abrange todas as necessidades do nosso país na área de educação, tecnologia de ponta e pesquisa avançada, petróleo e gás, fortalecimento de nossas combalidas forças armadas que precisam ser urgentemente soerguidas, complexo do agronegócio e da pecuária, complexo da saúde, da navegação de cabotagem, das ferrovias e rodovias federais e principalmente do incentivo aos jovens das universidades que se destacarem em suas áreas no sentido de lhes dá apoio empresarial e tecnológico em seus projetos e desenvolvimento de suas ideias criativas.

Além do mais, tirar o Banco Central das mãos dos Bancos privados como Bradesco e Itaú, fazer uma auditoria das nossas dívidas interna e externa assumindo o passivo restante, democratizar os meios de comunicação de massa que infelizmente no Brasil ainda bota e tira presidentes, financiar via BNDS à indústria nacional, negociar com a autoridade do novo presidente eleito uma espécie de pacto entre quem produz (empresários) e quem trabalha (trabalhadores), mediado pelo governo e coadjuvado pelas universidades, contra quem somente especula no mercado financeiro e com a finalidade de distribuir mais renda o que certamente estimulará mais e mais a produção, recuperando a nossa indústria atualmente em desconstrução e aquecendo o nosso mercado interno. 

Essa meus amigos são as únicas receitas para o nosso país sair dessa crise. O os atuais inimigos do povo que graças ao golpe chegaram ao poder, estão querendo aprovar a todo o custo e na calada da noite apenas leis e regulamentos que sacrificará ainda mis o trabalhador, concentrando renda na mão dos ambiciosos e insaciáveis plutocratas brasileiros e estrangeiros a quem eles atualmente servem. 

Nessa corrida presidencial de 2018 há também o Lula que ainda não entendeu que grande parte dessa confusão que atualmente grassa no nosso país é justamente para evitar o seu retorno à presidência da república. Na verdade, ele foi um ótimo presidente e há até quem diga ate que ele foi o melhor de todos. De minha parte acho que o melhor para o Brasil como um todo foi Juscelino Kubitschek. Todavia, se o Lula com esses processos que corre contra ele conseguir ser candidato, com certeza ele será o eleito, porém, o difícil, é assumir, governar e terminar o seu mandato. 

Se o Lula, por força do destino se tornar o próximo presidente da república, desconfio seriamente que ele não governará porque tudo o que está acontecendo com o Brasil de hoje, é justamente para ele não retornar a presidência e consolidar principalmente a criação dos Brics e não aceitar que o Pré-Sal e outros projetos como o (do nióbio, da base de Alcântara, do aquífero guarani, do submarino nuclear e da biodiversidade da amazônia) que são de alto interesse estratégico para país, sejam ou desativados ou entregues a preço vil as empresas justamente dominadas por aquelas e referi no parágrafo quatro. 

Se o Lula tivesse um pouco mais de esperteza e desprendimento de poder para afirmar de público que não seria mais candidato a presidente porque já havia dado a sua grande contribuição ao país e ao seu povo sofrido e que iria aproveitar o resto de seus dias de vida aqui na terra para cuidar e orientar os seus netinhos, toda essa pressão em cima dele e de seus amigos seria automaticamente aliviada e depois esquecida.

Caso ele continue com o propósito de chegar novamente à presidência da republica, ou vai ser preso e desmoralizado ou se conseguir ser candidato ganha mais não governa, o que será péssimo tanto para ele próprio e toda a sua família, quanto para toda a população brasileira que correrá um sério risco de viver por muitos anos mais um golpe nessa nossa já tão feia história política e dessa vez militar. Quem viver verá!...



Emílio.
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