domingo, 4 de junho de 2017
Por: Emílio Oliveira
A Hierarquia das necessidades de Maslow, também conhecida como teoria da pirâmide de Maslow, é uma divisão hierárquica proposta por Abraham Maslow, um psicólogo americano nascido em 01/04/1908 no Brooklin em Nova York – EUA, e falecido em 08/01/1970 em Menlo Park, Califórnia – EUA. Segundo ele, todo ser humano é no seu processo evolutivo motivado por necessidades que se manifestam em diversos graus de importância, onde as fisiológicas são as iniciais e as de realização pessoal são as finais. 

Cada necessidade humana influencia na motivação, realização e evolução do indivíduo que o faz prosseguir para outras necessidades superiores estruturadas numa pirâmide hierárquica, onde as de nível vibratório mais baixo - que estão localizadas na base da pirâmide devem ser satisfeitas antes das de nível vibratório mais alto - localizadas no topo dessa pirâmide. Para isso, entretanto, ele define um conjunto de cinco necessidades básicas e fundamentais que estão localizadas e representadas em toda a extensão de sua pirâmide. 

As primeiras necessidades humanas são as fisiológicas: ou as de alimentação, de sono, de abrigo, de água, de excreção e outras, ou seja, de sobrevivência; 

As segundas necessidades humanas são as de segurança: aparecem somente após o suprimento das primeiras e são representadas por: estabilidade, proteção contra a violência, proteção à saúde, recursos financeiros e outras, ou seja, de segurança; 

As terceiras necessidades humanas são as sociais e de amor: surgem somente após a satisfação das segundas necessidades e são as necessidades sociais de amizades, socialização, aceitação em novos grupos, intimidade sexual, reprodução e outras, ou seja, de reprodução e perpetuação da espécie; 

As quartas necessidades humanas são as de autoestima: ocorrem somente após a satisfação das terceiras necessidades e são representadas por necessidades de status, autoconfiança, reconhecimento, conquistas e respeito dos outros, ou seja, de acumulação de patrimônio e status; 

As quintas necessidades humanas são as de autorrealização: são sentidas pelos seres humanos somente após a satisfação das quartas necessidades e são as que se encontram localizadas no topo da pirâmide hierárquica representadas por seriedade, honestidade, moralidade, criatividade, espontaneidade e autodesenvolvimento, ou seja, moralidade e espiritualidade. 

Segundo Maslow, os seres humanos, em todos os tempos, tem buscado sempre melhorias para as suas vidas. Dessa forma, quando uma necessidade é suprida aparece logo outra em seu lugar. E quando as necessidades humanas não são supridas - geralmente sobrevêm profundos sentimentos de frustração, agressividade, nervosismo, insônia, desinteresse, passividade, baixa autoestima, pessimismo, depressão, resistência a novidades, insegurança, violência e outras. 

Como todos já devem saber, nesses meus atrevidos escritos tenho me postado sempre radicalmente contra a compra e a venda de votos e por isso tenho até me penitenciado pelo fato de que - quando era político -, também me utilizei dessa criminosa prática alienante para conseguir votos para os candidatos que apoiava. Todavia, mesmo achando aquilo uma verdadeira deturpação e aberração do processo eleitoral, eu não conseguia entender como às vezes ouvia boquiaberto os próprios eleitores orgulhosamente afirmarem que somente votariam em quem lhe ajudasse financeiramente. 

Quantas e quantas vezes eu ficava me perguntando por que será meu Deus que esse povo não consegue compreender que vendendo o voto que é a sua maior arma contra múltiplas possíveis injustiças do sistema, eles nunca iriam conseguir melhorar de vida e progredir para se aproximar de verdadeiros cidadãos que, infelizmente, ainda não são? Lá no fundo, eu achava que aquela vil e putrefata prática anti-política era motivada apenas por desinformação de quem vendia o voto, o que não deixa também de ser verdade. 

Foi então que recentemente me chegou as mãos um livro sobre a teoria psicológica das necessidades de Maslow e então consegui compreender tudo. O problema é que a maioria absoluta de nosso desinformado e explorado povo, espremido nos tugúrios das favelas da vida por essa elite voraz que o aprisiona através da mídia nas suas eternas carências e necessidades, ainda não conseguiu satisfazer sequer as suas necessidades secundárias, como então poderia compreender todo esse processo exploratório e tentar se livrar desse sistema que ainda hoje o escraviza quase da mesma forma que fazia no passado, quando o inumano escravismo era uma realidade imposta pelo próprio estado? 

De acordo com Maslow, o famoso Homo sapiens na sua progressiva escala evolutiva somente passa a pensar e a se preocupar em sair de uma determinada situação social que o constrange, quando ao amanhecer de cada dia já tiver a certeza do que vai comer e beber naquele dia, satisfazendo, as suas necessidades primárias ou iniciais. Somente quando ele não sente mais nenhuma necessidade fisiológica de sobrevivência, é que pode realmente pensar em sair de determinadas situações sociais que o incomodam, mas que, infelizmente, ainda não é para si uma prioridade. 

Noutras palavras, o homem busca sempre o que primeiro mantem a sua sobrevivência e integridade física; depois, a sua segurança pessoal; depois o seu prazer; depois, a sua reprodução; depois a sua acumulação de bens e valores; e somente depois e por último, a sua evolução em todos os sentidos, inclusive, o espiritual. Infelizmente é assim na visão de Maslow que o ser humano funciona, e aqui também quero concordar em gênero, número e grau com ele. 

Foi somente a partir daí que consegui entender porque um país tão rico como esse nosso, o seu povo é ainda tão carente e necessitado. Infelizmente, o povo brasileiro, na expressão da sua maioria, ainda se encontra no segundo nível de prioridade e nesse nível ele jamais vai poder verdadeiramente compreender que está sendo explorado e que, por isso mesmo, precisa lutar para sair dessa critica situação, da qual ele sequer tem consciência da sua existência. Ele quer comer, consumir, encher a pança e até mesmo periodicamente nos tempos bons poder sonhar e ter um pouco de esperança, visto ser essa ainda, a sua maior necessidade. 

Vem-me agora à memória de um incidente corrido aqui na nossa cidade na primeira eleição em que o Lula foi candidato a presidente. O nosso amigo Francimar que era funcionário da Caixa Econômica Federal e casado com Suzana de Dona Socorro Souza - numa tentativa vã de conscientizar os eleitores mais pobres e necessitados de uma nossa já tradicional rua aqui da cidade, saiu numa espécie de périplo cidadão mostrando de forma professoral até, a importância que tinha para eles de elegerem O Lula como o próximo presidente da república. 

Logo nas primeiras casas daquela rua, ele começou a sentir a frieza do povo a sua consciente pregação ideológica. Em quase todas as residências que conseguiu visitar, tristemente constatou que sempre lhe perguntavam quanto ele tinha no bolso para lhes dar e, por último, numa casa já do fim da rua, alguém lhe perguntou se ele tinha condições de lhe comprar várias latas de leite para um filho que estava com fome e ela não tinha condições de comprar. 

Então, Francimar me disse que ficou tão decepcionado com a recepção e a própria conversa do povo - que terminou dizendo a si mesmo: vão pra baixa da égua! Eu que tenho emprego, casa, carro, dinheiro na poupança e a barriga cheia, estou aqui me preocupando com vocês e vocês na verdade o que querem mesmo é somente vender a mim ou a qualquer outro que aqui apareça por aqui os seus votos? Até logo, nunca mais e finalmente se direcionou para a residência de sua sogra, Dona Socorro. 

Há poucos dias conversamos com ele sobre esse pitoresco assunto, como eu já havia lido a teoria de Maslow, disse-lhe: amigo Francimar, se naquela época você já tivesse lido Maslow, certamente que não teria ficado decepcionado com essas pessoas, visto que elas estavam simplesmente exercitando as suas habilidades iniciais que é procurar satisfazer as suas necessidades primárias e você, amigo, diferentemente delas, já tinha chegado quase que ao topo da pirâmide, pois como espírita que era, se apiedou verdadeiramente de todas aquelas pessoas procurando ajudá-las com informações e tentando despertar as suas consciências engessadas pelas eternas carências. Aí, ele concordou comigo e demos juntos uma gostosa gargalhada! 

Infelizmente, ainda é essa a triste situação em que vive a maioria de nosso tão bom e ordeiro povo. Se o que essa desumana plutocracia apátrida e seus eternos capatazes internos travestidos de poder institucional representado por mandatos formais quase sempre comprados com o dinheiro sujo subtraído do próprio povo que exaustivamente exploram, fosse fazer o mesmo num país como a França que já tem mais que tradição de luta contra essas classes opressoras, o balão certamente que pipocaria como está registrado que realmente pipocou com a revolução de 1789. Porém, diferentemente da França que atingiu níveis de consciência politica que já chegou quase ao topo da pirâmide de Maslow, essa casta excludente não se aventura sequer a fazer lá o que de forma cínica e criminosa faz aqui com a conivência da maioria de nossa classe politica. 

As coisas nesse país estão tão subvertidas ao ponto de que, salvo raras exceções, os nossos verdadeiros heróis ou estão presos ou estão prestes a irem para a cadeia, enquanto que os nossos maiores vilões e inimigos, que são quase todos, estão cinicamente encastelados no poder e com toda a mídia manipuladora cooptada a peso de ouro para lhes apoiar nos seus hediondos crimes de lesa-pátria. 

Vejam, por exemplo, o caso de um grande gênio militar brasileiro que foi condenado recentemente pela justiça do Rio de Janeiro a 43 anos de cadeia pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa pela operação Lava Jato. Seu verdadeiro crime foi estruturar como presidente da Eletronuclear a Usina Nuclear de Angra 3, e também ter tido o atrevimento de no passado ter sonhado em construir um submarino nuclear e de desenvolver, como realmente fez, uma moderna e eficiente tecnologia nuclear para o Brasil. 

Trata-se do vice-almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear que é um engenheiro naval, mecânico e nuclear, vice-almirante do corpo de engenheiros e técnicos navais da Marinha do Brasil. Ele é um dos nossos gênios que estudou no MIT-Massachusetts Institute Technology dos EUA e que ao voltar conseguiu desenvolver com seus colegas da área uma moderna tecnologia para o enriquecimento de urânio em centrifugas construídas por ele próprio num projeto totalmente nacional e bem mais eficiente do que as das antigas centrifugas dos países centrais como EUA, Rússia, Reino Unido, China, França e Alemanha. 

E para quem não sabe quem o condenou praticamente a uma prisão perpetua visto já ter 78 anos, foi justamente um dos juízes da Lava Jato o Doutor Marcelo Bretas, do Estado do Rio de Janeiro. Eu sou brasileiro, patriota e tenho consciência de que os verdadeiros desonestos têm de ir mesmo é para a cadeia da mesma forma que sempre vão os pobres que roubam migalhas. Agora, salvo melhor juízo, o que mais se observa ultimamente é, sob o pretexto da falsa e mais que duvidosa moralidade, estão destruindo não somente as grandes empresas brasileiras, mais também toda a nossa economia que dava emprego mesmo que ainda mal remunerado ao nosso povo. 

Finalmente, amigos, o projeto do submarino nuclear brasileiro que saiu da cabeça do vice-almirante Othon - por interesses outros, inexplicavelmente, foi abortado; as grandes empresas de construção civil nacional que inclusive iriam quase todas participarem do projeto do submarino; da ressurreição dos grandes estaleiros brasileiros; e da reconstrução da base de lançamento de Alcântara no Maranhão que, inexplicavelmente, explodiu e que pelo fato de se localizar basicamente em cima do equador, competia em condições de aproximada igualdade com as dos países do primeiro mundo, estão sendo praticamente esquecidos ou vilmente negociados. 

Observem a triste situação do nosso tão rico e pobre pais: sem inflação de demanda, os juros do Brasil ainda são um dos maiores do planeta, beneficiando única e exclusivamente a plutocracia nacional e internacional e deixando o país encalacrado numa divida interna e externa praticamente impagável e da qual a imprensa cooptada nem sequer toca no assunto; a indústria brasileira esta sendo acelerada e criminosamente desmontada e ninguém faz ou diz nada; o Banco Central brasileiro sempre foi e ainda é administrado por um representante dos bancos privados, fato que coloca a raposa dentro do próprio galinheiro; estão com suspeita urgencia e na calada da noite aprovando reformas que somente interessam aos poucos que tem muito dinheiro e não aos trabalhadores que ainda ganham muito pouco em relação às economias do primeiro mundo; a reforma da previdência que deveria ser uma discussão democrática com toda a sociedade envolvida, estão, a todo custo, querendo empurrar goela adentro do povo trabalhador uma reforma que não toca nos privilégios dos 2% dos beneficiários que sozinhos levam 40% dos benefícios pagos; não cobram com rigor as dividas das grandes empresas com a previdência, inclusive de alguns Bancos que não podem alegar que não têm dinheiro; de forma desumana até fizeram um corte brutal de gastos nas principais despesas da economia com saúde, educação, segurança, moradia e pesquisa que beneficiam diretamente ao povo e ao país por longos vinte anos e somente deixaram de fora o pagamento dos juros que já importam quase que em 47% de todas as receitas do país num valor astronômico de 680 bilhões de reais e que serão obrigatoriamente pagos ou com dinheiro vivo ou com a emissão de letras do tesouro nacional aos plutocratas rentistas que não podem esperar e nem tampouco perdoar parte dessa divida que inclusive até se desconfia de que não seja a real. 

Essas são as reformas que são tão badaladas pela televisão e que na visão dos entreguistas da nação, irão salvar a economia do país. Na verdade, essas reformas, se forem todas aprovadas, enterrará de vez a economia brasileira que, dia-a-dia está perdendo assustadoramente receitas e competitividade em função do desmonte da indústria, do comércio e dos serviços, brevemente entrara num colapso que não haverá mais dinheiro sequer para pagar a esses eternos privilegiados que estão na falsa intenção de moralizar o país, destruindo a nossa já tão combalida economia. 

Na verdade, em obediência aos ditames sem alma dos capitalistas nacionais e estrangeiros, o que eles estão fazendo mesmo é trair o povo que os elegeu, precarizando ainda mais as condições de trabalho e transformando-o em mais uma commoditie de baixíssimo valor agregado. Não sou economista, mas não precisa sê-lo para se compreender que o Brasil não sairá dessa tão aguda e difícil crise sem antes adotar, pelo menos, essas cinco medidas explicitadas abaixo: 

* Nomear para administrar o Banco Central do Brasil não mais um economista ou economistas da rede privada dos bancos, mas escolher nas universidades brasileiras um doutor em economia de reconhecida competência e que administre a nossa moeda no interesse maior do país e não apenas desse poderoso setor, como ocorre no presente e sempre ocorreu no passado também; 

* Estimular a concretude de um pacto em favor de quem produz (empresários) e de quem trabalha (trabalhadores), mediados pelo governo e coadjuvado pela vanguarda das universidades, e contra todos os rentistas que simplesmente especulam no mercado financeiro; 

* Detectar gargalos da economia que nos mantem reféns de importações de média tecnologia e que são onerosas para o equilíbrio de nossa balança comercial, estimulando a produção interna de todos esses bens; 

* Baixar os juros da economia ao mesmo patamar do de todas as outras economias capitalistas, pois com uma rentabilidade do capital maior que a da produção país nenhum sustenta o seu mercado de interno de consumo e de trabalho, visto que esse tipo de fato econômico agrava ainda mais a situação do país destruindo sua indústria; 

* Estimular a distribuição de renda com a população através da criação de novos empregos, facilitar empréstimos a novos empreendedores comprovadamente capacitados, incentivar a indústria a produzir mais, o comércio a vender mais, fato que automaticamente estimularia o setor de serviços, induzindo o desenvolvimento, a produtividade e até mesmo a competitividade de toda a economia. 

Diferentemente dessas medidas que automaticamente estimulariam toda a economia do nosso país, o que esses usurpadores do poder estão fazendo mesmo é justamente o contrário. Retirando através da aprovação a toque-de-caixa de leis injustas e execráveis, os recursos de toda a sociedade brasileira que trabalha e produz para jogarem no saco sem fundo do inchado bolo dos rentistas que – como se fossem verdadeiros canibais de moedas - quanto mais ganham, mais avidamente desejam ganhar e explorar o povo brasileiro. 

E é por tantas e tantas injustiças que de uma forma cínica e descarada ainda se pratica contra os trabalhadores brasileiros que nesse país são os únicos que com o seu precioso trabalho fazem quase tudo, mas que infelizmente ainda não têm direito a quase nada do que produzem que ainda estamos quase todos colocados no segundo degrau das necessidades humanas da pirâmide de Maslow e, no máximo no terceiro, incluindo aí alguns componentes da classe média alta e também mais instruída. 

Eis aí, portanto, o motivo porque decepcionados ainda assistimos em cada eleição que ocorre neste país, o voto que não é uma simples mercadoria, mas uma prerrogativa repassada pelo estado ao cidadão para que ele de forma consciente possa escolher os seus legítimos representantes, ser negociado a preço vil de bananas. Por isso amigos é que o Brasil está do jeito que está. E se não tomarmos uma urgente providência aprendendo a votar, vai ficar bem pior, o que é realmente uma pena!... 

Emílio. 

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