domingo, 14 de maio de 2017
Por: Emílio Oliveira
Antes de falar do assunto que escolhi para esse domingo especial de dia das mães, gostaria de fazer uma humílima homenagem às mães de todo o nosso planeta. Elas são, em toda parte, essas heroínas anônimas que na lida diária do lar são as últimas que se deitam e as primeiras que se levantam. São elas que dão estabilidade aos lares e ao próprio mundo, pois a mulher é a intuição, o amor, o sentimento e a harmonia. 

São elas, pois, que estabilizam as relações humanas e conseguem assim dar mais sentido a vida de todos. Parabéns, portanto, nesse seu dia a todas as mulheres mamães do mundo e que Deus na sua bem aventurança as ilumine sempre mais e mais com o seu incondicional amor para que elas consigam cumprir a sua tão importante missão humanitária que é a de construir o equilíbrio, a compreensão e a justiça em seus lares. Feito enfim esse simples reconhecimento de gratidão as nossas amorosíssimas mães que já se foram ou que as ainda estão aqui, posso agora discorrer sobre o assunto que pretendo desenvolver nesse domingo. 

Há no Esoterismo uma máxima que diz: quando o discípulo está pronto, o mestre sempre aparece. Pois bem amigos! Essa semana, o meu amigo Dedé de Bibi me chegou aqui na minha casa com um vídeo de um desses filósofos de rua por nome de Eduardo Marinho. No vídeo, ele se referia à religião, pois encontrara um padre na rua que lhe dissera que havia assistido a sua importante palestra e lhe perguntou qual era a sua religião. 

Apesar de não ser um religioso embora que tenha também a minha própria religiosidade, me interessei pelo assunto e assisti ao vídeo até o seu fim. Quando o vi falando, a minha intuição me disse logo que aquele cara não era apenas um contestador de religiões como eu também sou. Ele tinha bem mais coisas a dizer além da forma clara, cristalina e didática como mostrava o autoritarismo, a manipulação e os dogmas religiosos incoerentemente sedimentados na cabeça das pessoas de boa-fé e mais desavisadas.

Então, pesquisando no YouTube encontrei vários outros vídeos de palestras que ele proferira em varias cidades do Brasil sobre a forma desumana e cruel como os donos do mundo - que são pouquíssimas pessoas - manipulam todos os poderes existentes no planeta, tanto nas monarquias constitucionais quanto nas repúblicas – e sempre em beneficio único de seus gigantescos interesses quase sempre espúrios. Foi aí que me extasiei não somente com as simples ideias dele que coincidentemente são também as minhas, mas, principalmente, com a forma lógica e lúdica como ele competentemente as apresenta e expõe.

Vivemos numa sociedade puramente mistificadora que é um verdadeiro céu na Terra para os poucos privilegiados que de forma perversa e desumana a conceberam e materializaram, em detrimento do abandono à própria sorte de bilhões de outros seres humanos impiedosamente explorados em todo o planeta. Esses donos do mundo não lavam, não limpam, não cozinham, não constroem, não fazem suas casas, seus carros, seus aviões, seus helicópteros, seus barcos, seus bancos, suas fábricas, suas armas e o seu dinheiro, com os quais eles compram, corrompem e manipulam o mundo todo. 

Na verdade, são as mãos dos trabalhadores pobres de todos os países do mundo que fazem tudo que esses “donos do mundo” não sabem fazer, recebendo, em contrapartida, um salário miserável e constantemente ameaçado de diminuir cada vez mais. As escolas dos pobres de hoje e do passado, nunca ensinaram a eles a se conscientizarem para tentar sair dessa triste situação; O estado moderno, partilhado e administrado por esses privilegiados e representado por seus prepostos remunerados a peso de ouro, garantem os seus eternos privilégios.

Enquanto isso, todos os povos do mundo hoje estão em maior ou menor grau de subordinação direta ou indiretamente aos interesses sempre mesquinhos dessa ambiciosa gente e o resultado de tão nefasta distorção é o que estamos vendo e vivendo aqui mesmo no nosso tão amado e sofrido país. Aqueles que foram eleitos com os votos dos pobres, mas na realidade representam os ricos que lhe deram dinheiro para a suas ricas campanhas eleitorais, estão tirando a ferro e fogo como faziam nas caladas das noites nas antigas senzalas, os direitos adquiridos pelos trabalhadores através de renhidas lutas do passado. 

Os pouquíssimos representantes do povo que ainda lutam no congresso brasileiro para preservar esses sagrados direitos dos que fazem tudo e não têm direito à quase nada porque o fruto do seu trabalho fica sempre com os mais ricos, infelizmente, são contados nos dedos da mão direita do Lula. Esses são a minoria absoluta e não podem fazer nada porque supostamente vivemos numa falsa democracia que criminosamente não representa a maioria do povo pobre e trabalhador desse país.

Ano que vem se ainda estivermos vivos, todos eles estarão de novo aqui, com os bolsos cheiros de dinheiro e com as caras mais lavadas que se possa imaginar, pedindo mais uma vez o nosso voto para voltarem a Brasília e continuarem nos traindo em nossos sagrados e legítimos direitos que é o de depois de construirmos com o nosso profícuo trabalho praticamente tudo o que existe nesse país, sermos impiedosamente subtraídos de nossos ainda tão injustos, mas sagrados direitos. Pode uma coisa dessas? 

Como diz o Eduardo Marinho em seus devaneios cidadãos e eu concordo em gênero número e grau com ele, esses conhecidos “donos do mundo”, não estão nem um pouco interessados em agir com honra, moral, honestidade, patriotismo, solidariedade e amor pela humanidade. Eles mobilizam e manipulam o mundo todo simplesmente com dinheiro, mais dinheiro e mais dinheiro. A ambição deles simplesmente não tem limites e por isso se mostram insaciáveis.

Por dinheiro eles destroem países para depois o reconstruírem e ganharem muito dinheiro; programam golpes de estado e guerras fraticidas; expulsam pessoas velhas e crianças de seus próprios países; destroem pessoas que lhes dificultam as ações criminosas; liberam e bloqueiam empréstimos para governos que lhes são simpáticos ou não e o que é mais grave, manipulam o falacioso mercado financeiro ao bel prazer de seus únicos interesses.

E como eles fazem isso? Ora, eles são os donos das grandes corporações internacionais, dos grandes bancos, dos grandes conglomerados industriais, das fábricas de armamentos, equipamentos e munições, dos conglomerados de rádios, jornais, televisão e Internet, dos satélites de comunicação à distância, das fábricas de automóveis, navios e aviões, dos grandes laboratórios de medicamentos, enfim, eles são os donos de toda a infraestrutura básica do planeta terra. 

Por isso é que os governos de quase todo o mundo estão hoje quase que totalmente subordinados a essa gente que inteligentemente usa os meios de comunicação de massa para através da manipulação subliminar dos mais desavisados, impor as suas mentiras ou meias verdades com a colaboração de jornalistas caquéticos cooptados a peso de ouro para fazerem o seu trabalho sujo de alienar as pessoas a desserviço da pátria e da própria humanidade artificialmente conduzida. 

Ainda essa semana no Paraná se ajuntou milhares de pessoas nas ruas de Curitiba para se solidarizarem com o ex-presidente Lula no seu depoimento ao juiz Sergio Moro. Por acaso alguém viu essas manifestações sendo insistentemente mostradas pela televisão ao país inteiro? Não! E isso porque não interessava a eles. Lembram-se das manifestações de 2015 e 2016, quando o povo brasileiro principalmente o de São Paulo que é um dos mais despolitizados do país, foi às ruas mais induzido pela mídia golpista e alienante do que por ideologia própria contra Dilma e Lula - porque queriam a todo o custo retirá-la do poder para o Lula não votar mais.

Naquela época porque interessava a eles, mostravam o dia todo através de suas redes televisivas manipulando, desorientando, e fazendo a cabeça do povão através de seus alienadores comentaristas de que a Dilma não tinha mais condições de continuar no poder pois havia quebrado o país e a maioria da população não a aceitava mais como sua presidente, que o povo não suportava mais as falcatruas do PT e o país somente poderia melhorar e sair da crise braba em que vivia com o seu afastamento e posterior impeachment.

E todos assistiram de camarote que tudo isso foi feito em nome da governabilidade e da melhoria das condições de vida do povo e do país, conforme divulgava massivamente a mídia enganadora e o que foi enfim que melhorou? Para o povo veio simplesmente perda salarial, perda do emprego, reforma da previdência que o ameaça de não mais se aposentar quando não puder mais trabalhar, corte de gastos públicos com saúde, educação, moradia, segurança e infraestrutura por longos vinte anos, deixando de fora desses gastos apenas o pagamento de juros das dívidas internas e externas, beneficiando apenas os banqueiros e os rentistas que emprestam ao governo. 

Enquanto os inimigos do Brasil se articulavam no poder para retirar direitos conquistado pelos trabalhadores, conforme discurso proferido pela senadora Gleisi Hoffman do PT no Senado, o Banco Central perdoou recentemente uma pequena dívida de apenas 25 bilhões de reais do pobre Banco Itaú. Eis aí, portanto, o grande presente de grego que os brasileiros receberam de seus velhos e tradicionais algozes por ter sido induzido a aderir ao golpe que foi dado na democracia brasileira na vã esperança de que, como eles massivamente divulgavam na imprensa falada televisada e escrita, aquilo tudo se concretizaria. Ledo engano! Como já disse antes, vivemos num mundo massificado pela mentira e desinformação imposta subliminarmente pela mídia descomprometida com o patriotismo, com a nação e com o povo trabalhador que carrega o país nas costas, perpetuando a miséria e a exploração não somente no Brasil como também em toda a periferia deste que não é e nunca foi nosso odiento capitalismo excludente.

Como afirma o filosofo de rua Eduardo Marinho, eles, os “poderosos” para dominar e explorar os povos inocentes e trabalhadores de todo o mundo – criam através dos meios de comunicação de massa que ou são deles próprios ou de seus cumplices aliados, condicionamentos que fazem com que os pobres que com as suas mãos eficientes e trabalhadoras constroem tudo se sintam inferiores a eles que - não constroem nada e até se sentem superiores. 

Infelizmente, essa gente ainda espiritualmente muito atrasada sob o aspecto de humanidade, é tão egoísta ao ponto de pensar que a desigualdade é uma coisa tão natural quanto à existência do dia e da noite. Por isso mesmo é que sempre que através da força do dinheiro conseguem chegam ao poder político de forma direta ou indireta através de seus prepostos, ignoram as maiorias sofredoras e moradoras nos tugúrios dos rincões das periferias capitalistas. 

Felizmente, chegou ao mundo à informática, trazendo também consigo as tão importantes redes sociais que já estão incomodando e muito essa gentalha, desmistificando e desmoralizando de forma rápida e eficiente as inverdades de suas mídias. Por terem dinheiro para comprar quase tudo que está à venda, inclusive os próprios governantes que os representam, essa gente se acha superior aos pobres que fazem tudo para eles. Só que os que sofrem geralmente se fortalecem e os que não, geralmente se enfraquecem. 

O pobres, mesmo com o seu honroso trabalho tão mal remunerado, são os quem fazem tudo e com isso estão se fortalecendo a cada dia pelo simples fato de que o mundo são eles próprios quem constroem. O que faltam aos pobres nessa conjuntura em que estamos atravessando é simplesmente consciência política de sua força e, quando isso for conseguido através das sérias informações repassadas a eles através dessas redes sociais que estão aí como fogo no palheiro queimando por baixo, então o balão vai pipocar. 

Por isso é que as massas famintas podem perfeitamente sobreviver sem seus dominadores e predadores que certamente não lhes farão falta nenhuma, mas, ao contrário, as aliviarão de terem de por toda a sua vida trabalharpara engordar meia dúzia de riquinhos apaniguados. Quem se aventurar a ler esse texto talvez até pense que sou um esquerdista ou um marxista, mas não sou não. Eu sou um humanista e sonhador que anseia pela construção de um mundo melhor para todos e por isso não se sente nada bem vendo de um lado esbanjamento e riqueza de poucos, enquanto que do outro, apenas trabalho, dor, miséria, carência e pobreza de tantos. 

Embora em minha juventude tenha realmente lido Marx e até tenha chegado a simpatizar como ele, com o tempo, a idade e o amadurecimento veio também a experiência e hoje eu tenho muito medo de ditaduras, tanto de direita quanto de esquerda. Concordo, porém, com uma das máximas de Marx: no sistema capitalista, os governos estabelecidos são simples balcões de negócios da burguesia. E é infelizmente isso o que sempre temos visto ontem, hoje e amanhã quem sabe? 

No submundo da politica que praticamos elegem-se apenas os que têm dinheiro próprio e/ou o conseguem para gastar em suas campanhas eleitorais. E, esses poucos que conseguem, infelizmente, se elegem mais ficam devendo grandes favores e obrigações aos que lhes financiaram as campanhas. Por isso é que no Brasil e acredito até que em todo o mundo, sem dinheiro, adeus mandato! Então, é nesse charco apodrecido e ausente de moralidade política, que repousa toda a nossa estrutura política partidária. 

Voltando ao filosofo de rua, Eduardo Marinho, ele diz que nesse abominável sistema politico em que estamos todos inseridos e acomodados, a dominação do homem pelo homem é tanta que chega ao ponto de as próprias pessoas exploradas se irritarem quando se começa a perguntar o porquê de tanta carência, fome, miséria, pobreza, analfabetismo e necessidades outras generalizadas para tantos que constroem tudo e de tanta fartura e acumulação desnecessária até para quem não faz nada a não ser perpetuar com todo o poder que o dinheiro lhe concede para que esse tão injusto estado de coisas continue explorando afrontosamente toda a humanidade.

Se olharmos para esse nosso tão amado Brasil veremos esse maquiavélico processo agudizando-se em todos os ângulos em que venhamos focar os nossos olhos e a nossa razão já tão cansada, porém ainda desejosa de avistar horizontes novos e mais arejados para todos. Pois é justamente nessas circunstâncias que também parodiando Eduardo Marinho, eu pergunto: é lícito e certo moralmente que um país tão rico como esse nosso retrograde a tempos bem piores no passado e continue a beneficiar tão poucos senhores ricos e a explorar sem nenhuma preocupação social aos milhões de brasileiros sem terras, sem tetos, sem empregos, sem trabalhos, sem perspectivas, sem oportunidades e sem esperanças de nenhuma mudança para melhor num futuro não muito distante?

Finalmente, aos que nem se incomodam mais com as tão flagrantes aberrações humanas e que se encontram ainda deitadas no berço esplêndido e eterno de nossa ainda tão mesquinha sociedade, compadeço-me verdadeiramente deles e acho até que os ainda poucos incomodados onde me incluo, deveríamos todos juntos e de forma piedosa apelar a Deus para urgentemente acordá-los desse sono macabro da indiferença por nossos semelhantes enquanto é tempo, e que infelizmente ainda se encontram acomodados e hibernando na indiferente zona de conforto de cada um. 

Emílio.



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