domingo, 7 de maio de 2017
Por: Emílio Oliveira
Ainda não faz muito tempo, coisa de apenas uns trinta e poucos anos, esse nosso mundo tresloucado virou totalmente de ponta-cabeça. As coisas, os valores, os pensamentos, as músicas, as ideologias, os comportamentos, a honestidade, a desonestidade, a gratidão, o respeito, o romantismo e até mesmo o próprio amor de hoje, infelizmente, já não são mais como eram antes.

Hoje é tudo descartável, sem consistência, sem durabilidade, sem responsabilidade, sem valor, sem compromisso maior que não o da satisfação do próprio ego humano que é a coisa mais individual e egoísta que existe nesse nosso ilusório mundão de meu Deus. E, ante essa inusitada realidade que vêm se impondo pela total ausência de solidariedade e de compromisso maior de uns com os outros e também com o planeta, o que presenciamos é a própria barbárie que celeremente vem se implantando no coração e na mente de todas as criaturas humanas do planeta, e o que é pior, tidas como inteligentes.

E qual é enfim o resultado de tantos e tantos disparates? É mais pobreza, fome, miséria, violência, individualismo, maledicência, infelicidade, insensatez, opróbio, vingança, violência, assassinatos, guerras fratricidas, crenças e descrenças exageradas e descartes de crianças e velhos abandonados pelos seus próprios países. Dizem os religiosos que o que estamos vivendo hoje são na verdade os castigos de Deus imposto à maldade dos homens. Se como afirmam esses religiosos, Deus estivesse mesmo no comando do mundo e nos mandando esses castigos, é claro que ele, o mundo, não estaria como infelizmente está.

Prefiro acreditar - o que é bem mais lógico - que estamos passando por uma longa transição de valores entre as gerações e por isso mesmo estranhamos que o mundo de hoje, no que diz respeito a seus valores principais, esteja completamente diferente do mundo dos da minha geração. Naquela época não apenas ficávamos, mas namorávamos; as coisas não eram tão descartáveis como agora; os sentimentos eram mais puros e intensos; o amor mais gostoso e responsável; havia maior durabilidade nos relacionamentos; os casais se tocavam mais; se respeitavam mais; dançavam coladinhos um no outro; passeavam de mãos dadas; ouviam músicas românticas e bem mais inteligentes e que sempre divinizavam a mulher.

Hoje quase não se namora mais como antes e apenas se fica. Uma garota de catorze anos numa festa onde se tocam exclusivamente músicas de duplo sentido e que somente depreciam a mulher como um ser humano divino que é - chega a ficar com até oito parceiros numa noite apenas. Como todos já devem saber, eu não sou religioso e nem ultrapassado como alguns jovens poderão até achar, mas esse tipo de comportamento não engrandece em nada nem a mulher e nem tampouco o homem do presente. 

Não sei nem dizer se isso é bom ou ruim, visto que o tempo é quem dirá no futuro: mas, há quem diga que os jovens de hoje ao ficarem ou até mesmo namorarem, eles se preocupam mais com o smartphone sempre colado as suas mãos, do que mesmo um com o outro. Diferentemente de tempos atrás quando se namorava coladinho um ao outro naquele romantismo quase que divino, onde a mulher era a deusa maior a ser conquistada e o homem o seu príncipe que fazia de tudo para honrá-la e agradá-la, dava-se presentes e até se fazia serenatas com músicas que evidentemente se demonstrava o amor e o respeito por elas. 

E o que estou falando aqui não é apenas fruto do famoso saudosismo dos mais idosos não, pois naquele tempo a sociedade também prezava e resguardava valores que eu próprio não concordava, como por exemplo: ditadura, autoritarismo, desinformação, miséria, analfabetismo, injustiças, falta de oportunidade para todos, coisas que inclusive hoje ainda não foram definitivamente resolvidas e tudo leva a crer que num futuro próximo também não serão. Mas, no geral, o mundo da minha geração e juventude apesar de não termos vivido as vantagens e facilidades das tecnologias modernas e nem tampouco a liberdade quase que total que os jovens de hoje têm, pelos menos lutávamos com as nossas próprias forças e acreditávamos que podíamos construir um mundo melhor para todos.

A essa vontade de transformar o mundo sempre para melhor e para todos se chama ideologia. Na nossa geração a ideologia diferentemente de hoje era no sentido de se conseguir um crescimento de consciência de todos os terráqueos sem exceção: brancos, pretos, amarelos, índios, hippies, ciganos, esquimós, até atingirmos um estágio em que todos se sentissem realmente integrados e conjugados num só interesse mundial, onde a paz, o amor e a fraternidade universal seriam os objetivos maiores a serem atingidos.

Era uma inocente e pura utopia e com tal totalmente desvinculada de quaisquer tipos de dominação, escravização e manipulação das massas desinformadas por mídias espúrias. Posso está engando e até gostaria de estar, mas a única ideologia que antevejo nos jovens de hoje é um sentimento individualista e egoísta, puramente baseado na satisfação do consumo pessoal por roupas de marcas, celulares recém-lançados, motocicletas, carros, etc.

O que deixa visivelmente transparecer é que a ideologia da juventude de hoje é a pura ideologia do consumismo desenfreado e sem fronteiras. Ninguém mais pensa em ninguém como uma extensão de si mesmo. Para cada um, o outro é apenas um detalhe. E é justamente ante esse dantesco quadro de tanta individualidade e ausência quase que total de altruísmo que o mundo de hoje se encontra mais violento, desumano e também ainda indiferente ao sofrimento das massas desinformadas, despossuídas e abandonadas nas periferias ou favelas das grandes cidades mundiais. 

De minha parte, infelizmente, cheguei a triste conclusão de que: apesar da titânica e quase compulsiva luta de nossa geração politizada para tentar igualar o mundo, ele está hoje ainda mais desigual que antes em quase todos os sentidos e somente houve uma espécie de equalização total na informação, que é a única coisa que se encontra realmente globalizada. O resto é somente conversa fiada de país rico para manter a dependência dos países pobres que planetariamente orbitam em torno de sua periferia.

Eu sempre gostei de conversar com os jovens e talvez por isso é que me sinta tão integrado no meio deles. Não foi em vão que na década de oitenta ensinei matemática por quase oito anos aqui na cidade de Grossos. Todavia, eu pensava que aqueles jovens a quem ensinava com tanta dedicação e entusiasmo seriam pessoas diferenciadas no futuro e alguns até foram e ainda são. Mas o problema é que eles não deram continuidade àquele rico veio de informações que receberam aos seus descendentes e tudo aquilo que com tanto amor foi repassado a eles, com o tempo, simplesmente desapareceu.

Muitas vezes analisando com meus próprios botões a situação dos jovens de hoje, o que vejo e sinto em relação ao mundo que eles estão tentando construir - se é que estão mesmo-, é uma total ausência de sintonia entre o que eles realmente demonstram desejar e o que o nosso país, do jeito que está sendo desgovernado atualmente, pode dar. Então, por esse fato, eu simplesmente racionalizo que a ideologia deles ou é também uma açucarada ilusão utópica com foi a nossa ou estão esperando que o Papai Noel caia do céu de repente com um gigantesco saco contendo infinitos brinquedos. 

A vida sempre foi e será uma luta constante em busca de conhecimento, crescimento, evolução e desenvolvimento em todos os sentidos que se possa imaginar. E, portanto, quem não aderir a esse paradigma competitivo e cruel do sistema capitalista, tende a se ferrar ou a se decepcionar quando a força e a idealização da juventude formem embora de vez e restar apenas a lembrança das doces ilusões do começo da vida. 

Se bem que se a gente for analisar a situação dos jovens de hoje pelo ângulo das previsões esotéricas que na Internet são muitas e até certo ponto convergentes, veremos que eles, os jovens, estão realmente corretos em não se preocuparem com o seu futuro e o do seu próprio país, de não gostarem de politica, pois enfim hoje, infelizmente, é uma cachorrada completa, visto serem eles seres diferenciados, cujos espíritos vieram de mundos mais evoluídos e estão aqui agora para de vez dar um impulso de evolução vibracional e espiritual ao planeta Terra. 

Segundo essas previsões esotéricas, primeiro aportaram aqui na Terra a partir de meados da década de oitenta, espíritos cujas auras são de cor azul e por isso foram chamados de índigos. Depois, ainda na década de noventa e já em parte da de dois mil, apareceram os cristais, cujas auras são da cor branca leitosa. E, finalmente, a partir de dois mil e dez, estão surgindo os de aura totalmente multicolorida e chamados de arco-íris. 

Ainda de conformidade com as tradições esotéricas, esses seres estão vindos principalmente das plêiades que é uma região do espaço sideral onde nem sequer a noite eles conhecem, pois lá os planetas são iluminados por múltiplas estrelas ao mesmo tempo e por isso mesmo desconhecem a escuridão da noite como nós terráqueos. Pois bem: segundo a descrição esses seres são bem mais inteligentes do que nós mais velhos que apresentamos uma aura na cor basicamente amarela.

Os índigos ou azuis são bem mais inteligentes que nós e têm uma facilidade extrema em informática, visto que de onde vieram a informática é uma ciência bem mais evoluída do que a que nós conseguimos desenvolver aqui. Eles são apolíticos e indiferentes ao que está acontecendo no mundo e é como se tivessem uma espécie de certeza de que tudo no futuro vai dar certo. São, porém, ingratos para os pais, desorganizados, pois abrem uma porta ou uma gaveta e nunca fecham, vão ao sanitário e não dão descarga, são conflitantes com os pais, professores e autoridades e na cama deles geralmente se misturam pentes, cuecas ou calcinhas, celulares, secadores de cabelos e livros os que gostam de ler, pois a maioria não é muita chegada a leitura.

Os cristais são uns doces de pessoas. Mais inteligentes que os índigos, porém fazem somente o que querem fazer, nunca se deixam impressionar pelas ideias dos outros e também nunca se conflitam com os pais, professores e autoridades, pois eles são bem mais diplomáticos e demonstram saber o querem fazer de suas próprias vidas. São também desorganizados como os índigos e falam pouco e agem muito. São mais propensos ao sucesso pessoal e coletivo que os índigos.

Os arco-íris surgiram recentemente, mas já se sabe também que são analiticamente bem mais inteligentes que os cristais, visto demonstrarem conhecimento profundo em quase todas as áreas do conhecimento cientifico. São apaziguadores e não gostam de conflitos, mas, igualmente aos cristais fazem somente o que acham que é certo dentro de sua visão de mundo avançadíssima. Apresentam também os defeitos parecidos com os índigos e cristais, embora que sejam mais discretos em seus comportamentos.

Em escritos anteriores eu já fiz uma abordagem sobre esses novos seres espirituais que estão chegando ao planeta Terra, o qual vem aceleradamente se transformando de planeta cármico para planeta de regeneração e são justamente essas transformações do orbe terrestre que estão propiciando a vinda dessas entidades espirituais mais evoluídas que contribuirão de maneira decisiva para a sua completa regeneração. 

Conforme ainda essas informações, num futuro não muito distante somente ficarão no planeta as almas mais evoluídas e as menos evoluídas terão que se readaptarem ou desencarnarem, pois a vibração eletromagnética do planeta que está passando da terceira para a quinta dimensão, não suportará mais as suas baixas vibrações. E será o andamento desse processo que finalmente culminará de vez com o restabelecimento da harmonia, do amor e da paz nesse nosso velho planeta de guerra.

Então, amigos, se tudo isso vier mesmo a se confirmar, o que estamos vendo no comportamento na juventude de hoje não é apenas o começo do fim de um mundo velho, mas o começo de um mundo novo que graças a Deus esta sendo gestado por essas novas gerações que estão chegando ao planeta, e das quais, por desconhecermos os sagrados planos do sábio criador, desconfiamos hoje.

Que venha enfim esse novo e maravilhoso mundo de paz, harmonia, prosperidade, altruísmo, compreensão, solidariedade e irmandade entre todos os povos da terra, pois somente assim poderemos expulsar de vez do coração e da mente dos homens o egoísmo, o ódio, a discriminação e a ambição exacerbada e finalmente podermos construir todos juntos, como pregou o nosso grande mestre e rabino Jesus, o céu aqui mesmo na Terra. 



Emílio.
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