domingo, 28 de maio de 2017
Por: Emílio Oliveira
Nessa semana que passou, tomei conhecimento através da Internet do lançamento de um livro recentemente editado pela Editora Sarau da Letras, com o título de PORTO FRANCO, lançado na TCM em Mossoró e também na Câmara Municipal de Areia Branca. Esse livro é mais um da lavra do escritor memorialista areia-branquense, Francisco Rodrigues da Costa, conhecido como Chico de Neco carteiro, apelido pelo qual ele tem muito orgulho de assim ser chamado e conhecido. 

Então, me veio logo à memoria as minhas antigas reminiscências de infância em Porto Franco e também de Porto Franco, que quando criança aprendi a admirar e a me orgulhar de tão importante obra que, infelizmente, o implacável tempo, está se encarregando de deletar da memória coletiva das pessoas que viveram aquela tão importante época para toda a nossa região, hoje conhecida como Costa Branca.

Antes, porém, de me aprofundar no assunto Porto Franco, gostaria que os leitores desse meu humílimo e patriótico texto, dessem uma olhada na fotografia datada do ano de 1958 acima, para terem uma ideia mais ou menos aproximada do que foi o Porto Franco da minha infância e também da infância e adolescência do autor do livro, o grande escritor nosso conterrâneo areia-branquense, Chico de Neco carteiro. 

Percebam a plataforma de embarque e desembarque de cargas; os dois grandes guindastes bem lá na frente que retiravam as mercadorias do porão dos botes, barcaças e de navios, e as colocava nos carros do trem ou vice-versa; os trilhos da ferrovia com quatro linhas paralelas - sendo duas de um lado e duas do outro lado da plataforma; o movimento das pessoas que trabalhavam na plataforma fazendo o carrego e descarrego de mercadorias; alguns barcos atracados no seu lado direito; e um pouco à direita e ainda dentro do rio, o navio Petrus, um cargueiro de fundo chato sem quilha com capacidade para transportar até 3 mil toneladas e foi justamente esse navio que transportou do Porto do Recife até Porto Franco, todos os trilhos da estrada de ferro que ia de Porto Franco, na margem esquerda do Rio Apodi-Mossoró, até a Cidade de Alexandria, localizada na Mesorregião Potiguar e Microrregião de Pau dos Ferros.

Essa foto de Porto franco enfocou somente a plataforma de embarque e desembarque de mercadorias com seus variados equipamentos, mas, atrás dela, com toda a imponência que se possa imaginar, se destacava a plataforma de embarque e desembarque de passageiros e também os grandes armazéns para guarda e depósito das diversas mercadorias que antes do embarque para os seus devidos destinos, eram ali armazenadas. 

Bem antes de Porto Franco, uns quinhentos metros de sua imponente plataforma, armazenavam-se paralelamente nos dos lados da linha férrea, no direito e no esquerdo, fileiras e mais fileiras de enormes blocos de gesso bruto, trazidas naquela época de São Sebastião e hoje Governador Dix-Sept Rosado, nos carros transportadores engatados e puxados pela máquina ou trem a vapor, que a gente em nossa ainda santa inocência, chamava de Maria-fumaça.

Feito esse pequeno introito sobre Porto Franco, diferentemente do escritor Chico de Neco carteiro que como é compreensível se preocupou mais em distingui-lo e enfocá-lo sob o prisma de sua cidade natal Areia Branca, vou me prender mais sobre a origem e desenvolvimento de Grossos que antes de ser Distrito e Vila de Areia Branca, somente no ano de 1953 foi que se emancipou como cidade, mas que, bem antes fora a Ilha do Capim Grosso que - queiram ou não -, vai desaguar naquela nossa pérola de empreendimento chamado de Porto Franco que pertencia a Areia Branca, mas que por força do destino, fora construído, instalado e funcionava do lado esquerdo do rio, no Distrito e depois Vila de Grossos.

Segundo informações de meu pai, Raimundo Gonçalves de Oliveira e também de meu tio e seu irmão, Geraldo Gonçalves de Oliveira que ainda é vivo e residente em Areia Branca, a formação inicial de Grossos, deu-se da seguinte forma: lá pelo idos de 1735, aporta por aqui vindo de Portugal via Fortaleza, uma família de aproximadamente umas vinte pessoas que da capital alencarina se deslocaram no rumo Sul montados em burros de carga até as proximidades do Apodi, mas, não gostando das paisagens que viram, direcionaram-se para o Leste no sentido do litoral e, ao chegarem numa grande baixa do terreno batizada por eles próprios de Baixa Grande, vislumbraram a várzea toda esbranquiçada de sal que na época eles chamaram de salinas naturais e resolveram ali se estabelecer. 

Foi então a partir da família Félix - vinda de Portugal, que começou a se formar o primeiro núcleo habitacional do atual Município de Grossos. Ali viveram e morreram três gerações dos Felix até chegar ao seu Luiz Félix - que tanto o meu pai quanto meu tio Geraldo afirmaram - que era um homem de bela caligrafia, muito conhecimento e que lia muito e até escrevia livros e que, inclusive, até um pouco do que eles dois conseguiram aprender na vida, foi justamente através dos ensinamentos e das orientações de seu Luiz Félix que se portava sempre como uma espécie de educador e um ilustre membro daquela nobre família. Seu Luiz Félix teve dois filhos homens por nomes de Nicácio e Miguel, mas em conhecimento, Infelizmente, não seguiram o pai e também morreram na mesma Baixa Grande como seus ancestrais. 

Quando o tataravô de seu Luiz Félix aqui chegou com a sua família, eles coletavam o sal da várzea com as mãos na época do verão, o ensacavam e em lombos de burros como tropeiros, o transportavam para vender ou escambiar nas feiras de União, Russas e em toda a região do Rio Jaguaribe no Estado do Ceará. Eles vendiam e/ou trocavam o sal por rapadura, feijão, farinha de mandioca, milho, açúcar, fumo e tecidos para se vestirem.

Somente 34 anos após o estabelecimento dessa família Félix na Baixa Grande, é que apareceu por aqui o Sargento-Mor Antônio de Souza Machado, o qual, segundo papai e Tio Geraldo, deve ter sido por informação dos próprios Félix que ele veio para essa região. A partir daí, Grossos que na época era apenas a Ilha do Capim Grosso, com a presença de um grande empreendedor como o Sargento-Mor, começou a se desenvolver.

Ele estabeleceu fazendas de gado em toda a região do Apodi e Mossoró e através de trilhas abertas no mato trazia os animais para aqui tangidos por pessoas de sua confiança e como havia muito sal nas salinas naturais que eram as próprias várzeas, ele teve a brilhante ideia de transformar a carne do gado abatido nas suas conhecidas oficinas em carne-de-charque, justamente na localidade que posteriormente seria chamada de Porto Franco. 

Como o gado chegava cansado da longa viagem, era logo colocado na Ilha do Capim Grosso para recuperar-se do desgaste e da perda de peso resultante da má alimentação e da longa caminhada durante a viagem e logo em seguida transportado para as oficinas na margem esquerda do rio, onde era finalmente abatido e transformado em carne-de-charque que passou a ser vendida para todo o Brasil. No início do investimento, como ainda não havia porto para embarque da carne-de-charque, ela era transportada em lombos de burros de carga até a cidade de Aracati no Ceará. 

Porém, como a viagem até aquela cidade era além de bem custosa também muito lenta, o Sargento-Mor resolveu construir um pequeno caís com troncos de carnaúba que era franca na região para permitir o acostamento e o seguro embarque de seu produto em botes à vela - agilizando e barateando significativamente o seu transporte. Contudo, apesar da carne-de-charque ser produzida e embalada nas oficinas da margem do rio Apodi-Mossoró, pelo fato de ser transportada para a Cidade de Aracati no Ceará e, somente de lá ser comercializada e exportada para todo o país, ela era conhecida em todo o Brasil como a carne-de-charque do Ceará. 

Antes, porém, da construção do trapiche pelo Sargento-Mor, Antônio de Souza Machado, em virtude da existência do Riacho das Pedrinhas que inviabilizava a construção de uma estrada até mesmo carroçável até a cidade de Mossoró, os areia-branquenses chegavam àquela cidade navegando em botes à vela, através das águas do Rio Apodi-Mossoró até a Comunidade de Porto de Santo Antônio. E de lá - que é um pulo para Mossoró -, iam a pé, a cavalo ou mesmo em um transporte rodoviário qualquer que começava a aparecer na região.

Enfim, com a construção desse trapiche na outra margem do rio, os areia-branquenses resolveram finalmente utilizá-lo para se deslocarem até a Cidade de Mossoró. Para isso, atravessavam o rio em pequenas bateiras a remo e à vela até o referido trapiche, e, de lá, chegavam a Mossoró em qualquer transporte rodoviário que encontrassem. Com o passar do tempo, o Sargento-Mor Antônio de Souza Machado envelhece, adoece e logo em seguida morre, e, aquele que era considerado um grande empreendimento na época, se desacelera, e por fim cessa de vez. A sua morte provocou em toda essa região uma espécie de vácuo de desenvolvimento, como se o relógio do tempo, de repente, tivesse parado de funcionar. 

Contudo, o já velho trapiche continuou sendo utilizado pelos areia-branquenses para diversas outras atividades, inclusive a de continuar servindo como ponto de passagem do rio - no que diz respeito ao transporte de passageiros entre a cidade de Areia Branca e Mossoró. Muitas das vezes, porque não encontravam logo um transporte rodoviário desse nosso lado do rio, eles chegavam a ir até mesmo a pé para a cidade de Mossoró, utilizando-se das antigas trilhas no mato, as quais davam passagem ao gado que vinha das fazendas de Apodi e Mossoró para o abate. 

O tempo corria celeremente e no ano de 1900 começam a surgir às pequenas salinas artesanais que também se utilizaram daquele já velho trapiche para embaraçar em botes à vela e enviar sal e também receber outras mercadorias de outras cidades litorâneas. Finalmente, no ano de 1912, iniciou-se a construção das grandes salinas planejadas, e somente em 1920, a mando de seu tio Francisco Solon Sobrinho, José Justiniano Solon, de saudosa memória, vem para Grossos e aqui constrói a Salina Marisco. 

Finalmente, a partir dessa data, um novo fluxo de desenvolvimento se apossa de toda essa região e outras salinas maiores são construídas na margem do rio e postas em funcionamento, gerando lucro para os seus proprietários e renda para centenas de pais de família que se especializaram na conservação das salinas e na colheita do sal. Ao mesmo tempo em que o funcionamento dessas novas salinas melhorou a situação econômica de toda a região, um novo surto de desenvolvimento já estava sendo gestado. Em 1934, os Rosados em Mossoró descobrem uma mina de gipsita numa fazenda de sua propriedade denominada de São Sebastião. Mas, para a exploração dessa jazida necessitavam de um caminho que não havia na época para a exportação de seu produto que era muito importante para a construção civil e que tinha um grande mercado consumidor assegurado. 

Foi então que Dix-Sept Rosado, filho do farmacêutico Jerônimo Rosado, convida o empresário mais rico de Mossoró Vicente Saboia Neto, mais conhecido por Saboínha, para construir o ramal da Estrada de Ferro de Mossoró até o trapiche de Areia Branca na margem esquerda do Rio Apodi-Mossoró para que por ali se viabilizasse a escoação de seus gesso. Como Saboinha já era o responsável pelo trecho da ferroviário de Mossoró-Alexandria que naquela cidade se interligava com a Rede Ferroviária Nacional que ali passava no rumo da Cidade de Souza na Paraíba, topou o desafio e, enquanto o ramal da estrada de ferro Mossoró-Trapiche de Areia Branca era construído, se construía também em concreto armado e ferro a plataforma de embarque e desembarque do nosso Porto que, àquela altura, já começava a ser chamado de Porto Franco. 

Logo a plataforma fora equipada com dois altos guindastes e quatro linhas de trilhos paralelas duas à duas nas suas laterais, para permitir o rápido embarque e desembarque de mercadorias. Tanto o ramal da ferrovia quanto a plataforma do Porto foi concluídos e inaugurados no ano de 1936, e, a partir dessa data, o Porto de Areia Branca se transformou mesmo no tão badalado Porto Franco que chegou a ser considerado o sexto maior porto em volume de carga de todo o Brasil, exportando: sal ensacado e a granel, algodão em pluma, carroço, resíduo e casca de algodão, couro-de-boi, gesso em pedra e em pó, óleo de algodão e de oiticica, cera de carnaúba em tabletes e ao mesmo tempo importar para ser distribuído em toda a região de Mossoró e de parte do Rio Grande do Norte, de parte da Paraíba e até do Estado do Ceará: feijão, farinha de mandioca, arroz, macarrão, sabão em barra, querosene, gasolina, madeiras nobres para a construção de barcos e esquadrias, e por último, frutas, legumes e verduras vindas nos porões nas barcaças e botes à vela das cidades litorâneas mais próximas. 

Foi finalmente a partir do funcionamento de Porto Franco que os areia-branquenses consolidaram a opção de transporte para a cidade de Mossoró, pois agora, com a existência do trem que partia de Porto Franco para Alexandria via Mossoró às 7:00 horas da manhã das terças, quintas e sábados e chegava à Porto Franco a 1:30 minutos da tarde das segundas, quartas e sábados. Agora, com o Porto para agilizar o percurso entre o Tirol de Areia Branca e Porto Franco ou vice-versa, seu Luiz Cirilo, também de saudosa memória, construiu duas lanchas que mais pareciam gêmeas a Ida e a Santa Izabel, ambas movidas a motor, fazendo todos os dias, o percurso Tirol de Areia Branca a Porto Franco e de Porto Franco ao Tirol de Areia Branca, com transportando os passageiros que iam ou vinham de Mossoró ou até mesmo de outras cidades no trem.

O nosso famoso Porto Franco funcionou a pleno vapor desde a sua inauguração no ano de 1936 até o ano de 1953, quando Grossos finalmente se emancipa de Areia Branca e se torna município. Foi a partir dessa data que os areia-branquenses, bairristas como sempre, começam a ver Porto Franco com outros olhos - até que em 1958 a BR-110 ligando diretamente Areia Branca a Mossoró é construída em piçarra e desse momento em diante os areia-branquenses abandonaram de vez a ida a Mossoró através de Porto Franco e o movimento ali diminuiu significativamente. 

Veio o ano de 1964 e com a revolução que foi mais um dos muitos golpes de estado ocorridos nesse nosso tão autoritário país, um esdrúxulo decreto desativa muitos dos pequenos ramais da Rede Ferroviária Nacional nos diversos estados e como o de Porto Franco foi incluído, o Porto é enfim definitivamente desativado e, em pouco tempo, os populares começaram a roubar os trilhos arrancando-os dos dormentes para os vender como ferro-velho. 

É claro que outros fatores alheios também contribuíram para a sua desativação e cito como exemplo a construção de muitas outras rodovias na região, imposta pelos americanos que emprestaram dinheiro ao governo revolucionário com a condição de desativarem a nossa rede ferroviária inviabilizando as nossas ferrovias para que seus automóveis e caminhões fossem comprados e pudessem aqui rodar, diminuindo a nossa competitividade sistêmica em relação a eles que - construíram também suas rodovias, mas nunca desativaram as suas inúmeras e tão importantes ferrovias. 

Corria o ano de 1958, e eu era um menino de apenas nove anos de idade. Mas, lembro perfeitamente quando o trem vinha de Mossoró e ia chegando a “Carro Quebrado” sempre depois das 13:00 hora da tarde, pelo fato de ser com ainda hoje é a localidade mais alta em toda essa nossa região, ouvia-se claramente o apito do trem e às vezes, dependendo de onde você estivesse, poderia ver-se até mesmo a sua fumaça, avisando a Porto Franco e a Areia Branca que ele estava enfim chegando. Ainda guardo na memória que infelizmente já não é tão boa quanto antes um fato que deixou toda a nossa cidade em polvorosa.

Diziam as más línguas que seu João Câncio Castro de Souza, que era um dos homens mais poderosos de Grossos e não queria que nenhuma de suas quatro filhas: Jessé, Antonieta, Ilza e Socorro se cassassem com os rapazes aqui da nossa cidade. Então, uma delas, Ilza, começa um namoro com Jaime Marcelino um rapaz de boa família de Mossoró e por ele ser um chofer, o mesmo que motorista e que na época era uma profissão altamente valorizada, o grande sonho dele era possuir um automóvel que a gente chamava de carro-de-passeio. 

O fato é que, no seu namoro e rápido casamento com Ilza, por esse feito, ele ganhou de presente de sogro um automóvel americano novinho em folha como se dizia antigamente, da marca Mercury, cor vermelha e ano de fabricação 1957, embora corresse o ano de 1969. Esse carro chegou a Porto Franco no porão de uma grande barcaça de ferro que não lembro mais o nome, e a cidade, andando em fila indiana por cima dos paredões estreitos da Salina Marisco, foi quase toda para Porto Franco assistir o inusitado desembarque.

Quando um dos velhos já surrado guindaste manobrou sua enorme torre no sentido ascendente do porão da barcaça para a plataforma do porto, todos ficaram extasiados com a sua força, pois os seus cabos de aço rangiam como se estivessem chorando, mais o bicho sustentava aquela gigantesca caixa de pinho americano, onde se encontrava o carro que todos queriam ver. Na base daquela grandiosa caixa de madeira existiam quatro engates de aço, próprios para o guindaste fixar os seus cabos e içá-lo e depois girar sua torre no sentido horário, e, enfim, trazê-lo com toda a segurança possível para cima da plataforma do porto. Os comentários eram bastante risíveis, visto que muitos afirmavam que o guindaste não podia com a caixa ou que os cabos de aço iriam se partir.

Assim que a caixa foi fixada no chão, todos quantos estavam ali bateram extensas palmas, inclusive eu, para a bravura e força daquela máquina estranha para todos nós. Aí, veio o melhor. Seu Antônio Eletricista, de saudosa memória, que também era eletricista e abatedor do gado no matadouro público municipal, com um pé de bode na mão, começou a retirar as tábuas de pinho da caixa e por fim surgia o carro novo, na cor vermelha, cujo brilho dava até para pentear o cabelo. Pegue outra salva de palmas!

Depois da caixa toda aberta, o carro foi sendo empurrado para fora da plataforma do porto e direcionado no sentido da linha para “Carro Quebrado” por cima dos trilhos da estrada de ferro. Aqui-e-acolá, quando os dormentes dos trilhos eram bem mais altos, o povo que acompanhava aquele estranho cortejo, levantavam e empurravam o carro que continuava a andar até que enfim chegou próximo à subida da Serra do “Carro Quebrado”, onde os trilhos seguiam para Mossoró e o carro foi direcionado no sentido Sul para Grossos. 

Então, Jaime Marcelino, o chofer, marido de Ilza e proprietário do carro abriu a sua porta, entrou nele, fechou-a, colocou a chave no painel e pediu que o povo o empurrasse, e, assim foi feito. O carro primeiramente soqueou e não quis pegar. Então ele disse que era a bateria que estava sem carga e pediu para todos empurrarem mais uma vez e o carro continuou soqueando, mas, finalmente, conseguiu pegar e como de “Carro Quebrado” à Grossos já tinha uma estrada carroçável que inicava no local onde o trem parava para descer os passageiros de Grossos - até a entrada da cidade, Jaime acelerou o carro e ficamos todos nós para trás, mas, por incrível que pareça, foi outra salva de palmas!... 

Finalmente, mais uma vez o velho Porto Franco que foi definitivamente desativado durante a revolução de 1964, volta a se viabilizar economicamente como um promissor futuro empreendimento de nosso município, em virtude da existência de significativo volume de cargas - tanto para exportação quanto para importação, fato que, se concretizado, vai tornar mais competitivo os nossos produtos nos mercados consumidores, tanto no que diz respeito à exportação para o mercado externo de fruticultura irrigada como para o mercado interno de cimento, clínquer, calcário em pedra e em pó, sal ensacado e a granel e importação do nosso mercado interno de motocicletas vindas de Manaus, combustíveis e lubrificantes vindos de Guamaré e de outros centros produtores de mercadorias em geral que, com Porto Franco, chegariam aqui por um preço bem mais em conta do que trazido nas carrocerias das atuais carretas e caminhões.

E é por isso mesmo que nas minhas orações que ainda acho que valem muito pouco para Deus, peço todos os dias para iluminar a mente ainda empobrecida de grandes sonhos desses nossos atuais administradores que, infelizmente, continuam na tradicional e inócua zona de conforto, no sentido de fazê-los despertar e enxergar a grande importância estratégica dessa obra geradora de emprego não apenas para a nossa amada cidade de Grossos, mas também para todo o Estado do Rio Grande do Norte.

E a importância da reabertura de Porto Franco para Grossos e toda essa nossa região somente vai ser verdadeiramente compreendida - em virtude do grande volume de negócios que vai propiciar a muitos empreendedores -, quando surgir aqui no futuro um líder e verdadeiro administrador jovem e de coragem que não acalente em seu coração e mente apenas um simples projeto pessoal e familiar de poder, mas um patriótico projeto de uma verdadeira cidade para todos os nossos queridos e irmãos munícipes. 

Emílio.

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