domingo, 5 de março de 2017
Por: Emílio Oliveira
Como disse antes e quero aqui reiterar, toda a minha missão na Terra foi impulsionada pelo AMOR e foi dirigida somente ao ensinamento da Verdade da Existência, pois sem este conhecimento não há esperança de redenção do trabalho árduo que a humanidade nasceu para suportar. 

Eu sei que esta afirmação trará muito pesar aos seguidores sinceros e dedicados da religião Cristã e àqueles que concentram sua fé inteiramente na minha pessoa. Mas digo a verdade: para que você consiga desfazer-se da condição humana que o impede de compreender plenamente a VERDADE UNIVERSAL e a verdadeira natureza da condição espiritual-humana que eu chamei de Reino de Deus, você deve afastar-se dos velhos dogmas de salvação pelo sangue do cordeiro, da trindade e de outras crenças e vir com a mente perfeitamente aberta e receptiva para a Verdade da Existência.

Nenhuma outra salvação é possível. Deus não pode salvar você, uma vez que, se a humanidade ignora os próprios fatos da existência, continuará cometendo os mesmos erros terrenos até o fim dos tempos, criando assim sua própria pobreza, enfermidade e miséria. O que você deve entender é que seja qual for a crença do homem referente à salvação dos pecados, este é um erro humano, posto que a Lei de Causa e Efeito é imponderável e é uma característica natural, inerente e intrínseca da existência humana.

Não se pode separar os efeitos das causas e nem se pode apagar a causa e continuar tendo os efeitos. Está é a verdade, em cada nível de ser. A Lei de Causa e Efeito, o Semear e o Colher, são o efeito visível do que você conhece por eletromagnetismo e ninguém que tenha qualquer conhecimento de ciência poderia esperar que Deus deixasse de lado ou esquecesse das leis do eletromagnetismo que ele criou para o bem de todos, para beneficiar quem quer que seja.

O eletromagnetismo é justamente o principio ou atividade ligação-rejeição, ou o movimento atração-repulsão e são os impulsos fundamentais da Existência e da própria Consciência Humana, os quais originaram suas formas visíveis de vida e são os únicos instrumentos ou ferramentas de toda essa Maravilhosa Criação. Eles são responsáveis pela formação da substância ou matéria do Universo, pelo desenvolvimento das formas individualizadas e, finalmente, pela própria personalidade de todas as entidades vivas. 

Se você se aventurar a seguir esses ensinamentos, começará a ver crescer dentro de você a natureza Pai, transcendendo em você e em tudo que lhe rodeia. Você chegará a possuir uma fé constante, à qual poderá recorrer em todas as circunstâncias para obter inspiração, o poder e a elevação diretamente do Pai que está em seu interior e ao seu redor. Você verá que, embora o Pai seja Universal, ele também é individual para você. Ele o conhece e é consciente dos seus pensamentos e de seus problemas.

Vejo o duro esforço das pessoas, suas lágrimas e minha compaixão é sem limites. Você está sendo escutado, mas no contexto de sua consciência atual há pouco que eu possa fazer. Não posso liberá-lo das amarras e correntes de tantos anos de pensar e agir ignorantes. Vejo a dor que os sermões ignorantes perpetuam nas igrejas, nas celebrações e nos púlpitos oficiais.

Vejo as nações e seus povos tentando resolver tenazmente as dificuldades que surgem dos valores, culturas e crenças religiosas tradicionais. Vejo as limitações em seus viver diário, a falta de satisfação de suas necessidades e de seus propósitos e o sofrimento que emana das relações de todo o tipo.

A consciência coletiva que está emanando do mundo hoje é um miasma de temores, ressentimentos, aborrecimentos e turbulência emocional de desejos apaixonados, vingança e esgotamento, entrelaçadas com a compaixão, a determinação de elevar a consciência do mundo e o empenho na busca do amor incondicional daqueles que receberam inspiração e um certo grau de iluminação.

Aproximo-me das pessoas que me chamam e trabalho com elas para aliviar seus cérebros, mas seus esquemas mentais e suas crenças estão tão fortemente gravadas em suas consciências que minha verdade não pode alcançá-las para trazer novo conhecimento às suas mentes engessadas e cimentadas por seus velhos e inúteis dogmas. 

Estas Cartas oferecem o único meio pelo qual as pessoas encontrarão nesse momento de suas existências, o caminho rumo à dimensão espiritual na qual todo o erro humano se dissolve e somente resta o amor. Qualquer outra coisa que possa ser dita é puramente racionalização e razão humanas – e estas, não são a Verdade.

É por isso que eu dizia sempre: Vem a mim você que está cansado e oprimido e darei a você descanso. Meu jugo é suportável e minha carga é leve. Elas sabiam que, quando eu pronunciava estas palavras, estava comparando as regras e leis dos líderes Judeus com a Verdade verdadeira que estava apresentando ao povo.

Então, quando me suplicaram que lhes ensinasse, procurei uma rocha que se destacava das demais, me aproximei dela e disse-lhes: Vejam essas cabras e essas ovelhas que estão pastando nas colinas. 

Observem as ovelhas. São pacientes e pacificas entre si, mesmo quando estão apertadas num canto do curral. Pastam tranquilamente, nunca reclamam o terreno que não é seu, deixam o pasto curto, mas não o estragam, o que permite que a grama logo se recupere depois de passarem por cima dela. E o que é mais importante, escutam as voz do seu pastor. Portanto, ele cuida muito bem delas. Ele as guia para os melhores pastos e dorme junto a elas durante a noite, para que não sejam atacadas por cães e ladrões. 

Agora olhem as cabras, como brigam e saltam sobre as pedras e entram em lugares difíceis ou perigosos. Devoram as sarças e a folhagem das árvores. Elas são espoliadoras. Se não fosse por sua utilidade para o homem, não haveria outro lugar para elas - a não ser ficarem amarradas o dia todo ou serem enviadas para o deserto. 

Vejo-os aí em baixo e sei que no meio de vocês há muitas ovelhas – e que também há muitas cabras. Houve alguns murmúrios aborrecidos, mas, em geral, as pessoas se davam empurrões e puxavam o cabelo uns dos outros, apontando as cabras, rindo e concordando com a cabeça.

Era bom vê-los rir e assim continuei: Vocês podem reconhecer as ovelhas pelos seus lares, pelo modo como convivem com os vizinhos e como são vistas por toda a comunidade. Assim também vocês podem reconhecer as cabras – é possível que elas tenham muitos amigos? 

Houve um forte clamor de não nãoooo na multidão!... Então, continuei: O pastor segue as cabras e cuida delas, ou elas têm que se cuidar sozinhas e chegar por si mesmas em casa à noite para serem ordenadas? De novo a multidão ria e respondia de maneiras distintas, algumas muito engraçadas e engenhosas.

E assim é com todos aqueles que são ovelhas e aqueles que são cabras. Vocês recebem a proteção direta do Pai se são ovelhas e não são protegidos se são cabras porque vão teimosamente seguindo seus próprios instintos e desejos todos os dias e possivelmente deixando um rastro de destruição atrás de si. 

A multidão estava em silêncio, mas escutando atentamente. Continuei: Vocês dirão que o pastor está zangado com as cabras e não as protegerá, ou dirão que, assim como o pastor cuida das ovelhas, cuidaria também das cabras se elas o permitissem. O Pai ama as ovelhas e as cabras da mesma forma, mas não pode protegê-las igualmente por causa do comportamento das cabras. 

Considerem também a forma de alimentação das ovelhas e cabras. As ovelhas comem somente aquilo que o seus estômagos estão preparados para fazer a digestão. Já as cabras comem tudo o que encontram a sua frente como o equivalente mental de sarças, sapatos velhos, pedaços de panos, folhas, cardos ou ervas daninhas por que falta a elas bom senso!

Um homem perguntou: Mestre e se a pessoa é uma ovelha, comete um erro e se vê numa confusão, o Pai a abandonará? Respondi com outra pergunta: O que faz o pastor se uma de suas ovelhas cai num buraco, ou escorrega por um barranco, ou se vê aprisionada nas sarças? Eu digo. O pastor deixa o rebanho e rapidamente vai buscar a ovelha perdida e não a abandonará até que a traga sã e salva para o rebanho.

Assim acontece com o Pai – nenhuma ovelha pode evitar enganar-se de uma ou outra maneira – mas não duvide de que o Pai logo atenderá ao seu balido e a resgatará. E se uma cabra começar a se comprar como uma ovelha e atender à voz do pastor, então ela também estará sob a proteção do pastor e será cuidada da mesma maneira que as ovelhas. Assim é com vocês e o Reino do Céu – o Reino de Deus.

Várias vocês elevaram-se pedindo que os ensinasse sobre o Reino de Deus. O que estou dizendo a vocês não é o mesmo que ouviram de qualquer outro profeta em qualquer tempo. Não tentem entender o que digo pensando no que disseram seus Mestres. Eles podem somente repetir o que está nas Escrituras e não possuem nenhum conhecimento pessoal do Reino de Deus ou do Céu. Deus não está contido em nenhum lugar, mas em todas as partes, como estão os céus e o ar sobre vocês. A santa palavra pronunciou a verdade quando disse: “em Deus você vive, se move e tem o seu ser”. Pois o Reino de Deus está acima ao redor e também dentro de vocês – e vocês podem entrar no Reino de Deus. 

As pessoas exclamaram com impaciência: Mas o que é isso Mestre? E eu respondi: é um estado de mente e de coração no qual você está plenamente possuído por Deus – seu Pai. Quando você está nesse estado, o Pai é a cabeça de seu corpo e dirige tudo o que você faz e toda a sua vida. Algumas pessoas resmunavam, mas como isso e possível? É possível estar tão vazio do eu – de desejos egoístas, inimizades, raivas, ciúmes, cobiça, desejos de vingança, que somente Deus fique no controle de sua mente e de seu coração. 

E depois o que acontece? - Perguntou uma mulher? Então você entra no Estado de Ser que é dirigido por Deus. Isto é totalmente belo, é glorioso, é amor, é generosidade, é cuidar dos demais como cuida de si mesmo, é não julgar, pois você aceita os outros tal como são, sabendo que também são filhos de Deus e que estão igualmente sob o cuidado do Pai. É a felicidade sem medida, impossível de descrever, é sentir alegria pela beleza do mundo, é vida sem limite, é energia aumentada, é saúde e é a satisfação de cada uma de suas necessidades, mesmo antes de tê-las. 

Porque os Rabinos não nos contam estas coisas? Diziam várias pessoas reclamando. Por que só eu vi o Pai, somente eu sei como se fizeram o mundo e as Leis da Existência. E por que eu sei todas estas coisas, vocês podem vir a mim e perguntar-me e eu revelarei tudo o que me foi dado. Digo a verdade – aqueles de vocês que creem, compreendem e buscam colocar minhas palavras em prática a cada dia serão salvos da atribulação que a humanidade suporta. Vocês sofrem porque não entendem como foram criados e os verdadeiros propósitos para o qual nasceram. Vocês nasceram para serem filhos e herdeiros do Pai. Mas vocês viram as costas a toda a gloria do Reino e tentam encontrar prazer nas coisas terrenas. Enquanto fizerem isto, nunca encontrarão o Reino de Deus ou do Céu. 

Como entraremos no Reino de Deus? Perguntaram-me e eu respondi: Mas, eu já disse a vocês. Entrarão no Reino de Deus ou dos Céus como queiram, quando se arrependerem de tudo o que vocês são em seus corações e mentes. Quando vocês levarem suas maldades ao Pai e pedirem perdão e força para serem limpos de seus atuais pensamentos, palavras e atos malignos e finalmente os abandonar a todos; então poderão ter certeza de que estarão prestes a encontrarem o Reino dos Céus; Quando alcançarem isso, perceberão que sua atitude para com os outros estará mudando, pois o Pai estará fazendo seu trabalho amoroso em seu interior.

Então vocês estarão livres das correntes e amarras dos desejos e atos malignos que antes os aprisionavam e os faziam cativos no mundo. Mais do que isso, compreenderão que o Pai satisfaz todas as suas necessidades. Então uma mulher exclamou: Mestre, tenho uma necessidade agora mesmo, tenho fome. As pessoas riram, mas então varias vozes uniram-se à sua, dizendo: Estamos com você há muitas horas, nos fez andar e andar antes de consentir em nos ensinar. Nós demonstramos que somos boas ovelhas. Não nos ajudará a saciar a nossa fome?

Percebi que elas tinham razão e pedi aos meus discípulos que procurassem na multidão alguém que tivesse algum alimento. Encontraram um menino que tinha pão e peixe e os trouxeram até mim.

Sabia que a mente poderosa de Deus é a substancia de toda a matéria tornada visível e também que ela era ilimitada e poderosamente ativa dentro de minha consciência. Sabia que a natureza do Pai era a plena satisfação de todas as necessidades humanas. Enquanto abençoava o alimento sentia o poder divino fluir pela minha mente, corpo e mãos e sabia que a forme de todas aquelas pessoas seriam totalmente saciadas e assim foi feito.

Quando uma consciência amorosa age puramente para fazer o bem, os únicos limites ao Trabalho Amoroso do Pai no mundo são os limites que a mente do homem coloca nesse trabalho. Enquanto partiam os pães e os peixes eles se multiplicavam e assim todos ali foram alimentados e ainda sobraram várias cestos. Tanto as pessoas que ali se encontravam como também meus discípulos ficaram surpresos com tão inédito feito.

Numa outra ocasião, quando estava debaixo de uma árvore nos arredores de Betesda curando os muitos doentes que traziam a mim, perguntavam-se como tais milagres podiam ser feitos? Outra vez tentei fazer com que compreendessem o poder da fé e falei sobre o grão de mostarda. No evangelho está escrito que eu disse que se um homem possuísse a fé do tamanho de um grão de mostarda ele poderia mover montanhas. 

Esta afirmação é uma interpretação errada do que eu verdadeiramente disse e revela o pouco que meus discípulos e os evangelistas compreendiam dos meus verdadeiros ensinamentos a eles. Se alguém tivesse a fé do tamanho de um grão de mostarda - o que significa isso? Como se pode medir a fé de tal maneira? Fé é fé. É um poder de total convicção que toma conta da mente e não pode ser submetido a um tamanho.

A fé – que surge de sua necessidade de crer em algo, porque tal crença servirá a seus propósitos de algum modo – pode ser poderosa e forte, mas nunca pode ser estimada com um conceito de tamanho. Quando estive na Terra eu disse a verdade às pessoas, mas ela foi continuamente mal interpretada. O que eu realmente disse sobre a fé, foi isto: Vejam está enorme árvore; seu tronco; seus galhos e sua frondosa copa. Ela possui uma semente que a reproduz. Então eu pergunto o que é uma semente?

É uma entidade diminuta de conhecimento da consciência. É o conhecimento consciente daquilo em que se transformará, é um fragmento de consciência retirado da Consciência Criativa Divina. É um fragmento do poder da mente, procedente do poder Mental do Pai – o qual se for plantada na terra e regada pela chuva, começará a vestir a si mesma com matéria visível da qual possui o conhecimento. Este conhecimento é verdadeiro, é firme, é forte e sem desvios. 

Portanto, se você pudesse crer no que pede tão poderosamente como a semente de mostarda conhece a sua própria identidade, poderia fazer qualquer coisa que quisesse. Se você pudesse levar dentro de sua mente uma semente – o plano aperfeiçoado de seus objetivos mais profundos – e saber sem qualquer dúvida que ela pode crescer e chegar à perfeita realização, você poderia ver essa semente maravilhosa ganhar vida própria, que logo se manifestaria em sua vida e você poderia até mover uma montanha.

Então, se você quer ter sucesso, examine suas motivações. Os desejos que surgem simplesmente do anseio egoísta de riquezas ou conforto, no fim acabam sempre em desengano, doença e morte. Gostaria de afirmar aqui que não vim a Terra naquela época para criar ou apresentar uma nova religião ou um novo código moral mais alto do que aquele dado por Moisés nos Dez Mandamentos. Meu proposito foi o de trazer uma nova percepção de “Deus” como criador e a compreensão da existência em si mesma. Deste conhecimento deveria surgir uma nova forma de viver o que, infelizmente, não aconteceu em virtude de terem distorcido todos os meus sagrados ensinamentos.

Faz mais de dois mil anos que os cristãos estão revivendo o trauma de minha crucificação. Alguns, inclusive, experimentaram o estigma, que nada mais é do que uma resposta emocional histérica e mórbida àquilo que acreditam que suportei. Essas pessoas se superexcitam até viverem picos emocionais próximos ao frenesi, imaginando a angústia dos meus sofrimentos antes de minha morte na cruz. 

Essa carta está sendo escrita justamente num sexta-feira santa e vim especialmente para falar acerca de minha crucificação. Vim agora para dizer a você que abandone todo o drama referente à recordação daquele dia. Morri – e isso foi, para mim, uma libertação maravilhosa. Deixei de sofrer e deixei de ensinar aquilo que as pessoas - na expressão de sua maioria - não queriam aprender. 

Mas, sobre a minha crucificação eis aí a minha verdade: Levei meus discípulos para o Templo em, Jerusalém, pois sabia que muitos dos desdobramentos dela seriam provocados ali. Então comecei a pregar e os gritos dos cambistas e vendedores de moedas e animais para o sacrifício no Templo que eu sabia que não tinha nada a ver com os planos de Deus para com o homem começaram a interromper o meu pensamento e de repente me indignei e saí virando as mesas cheias de moedas e outras mercadorias à venda, e esse fato provocou um grande alvoroço entre aquelas pessoas que começaram a me acusar de filho de Belzebu e procuraram logo os sacerdotes Judeus, fazendo suas falsas e hipócritas queixas a eles. 

E como os sacerdotes judeus estavam querendo me matar porque o meu trabalho desmoralizava o deles, colocaram logo todos contra a minha pessoa e saíram para comunicar as autoridades romanas o que tinha ocorrido. Como eu já havia preparado meus discípulos para minha sequente morte na cruz, eles se chocaram, se afastaram de mim e depois vieram fazer cobranças sobre meu comportamento dizendo que eu tinha previsto minha morte e que agora a estava tentando provocá-la com aquele comportamento.

Saímos do templo e fomos para um salão onde eu os tinha convocado para fazer a santa e última ceia que eu faria na Terra. Não gostava desse tipo de ritual judeu, mas como seria a única e também a última era necessária fazê-la. Ao chegarmos ao salão já se encontravam ali outros de meus discípulos e ouvi João falando alegremente sobre a morte do gado e dos primogênitos egípcios que Moisés havia avisado aos judeus que pintassem a frente de suas casas com o sangue de cordeiros brancos sem manchas e que - quando os Anjos enviados de Deus chagaram – mataram somente o gado e os primogénitos dos egípcios.

Esse era o tipo de história que eu abominava porque não tinha nada a ver com o verdadeiro Deus Universal. Então eu perguntei a mim mesmo o que eu deveria deixar como minha recordação para aqueles homens de coração tão endurecidos pelos dogmas judeus. Então, se eles adoravam sangue, era sangue que iria deixar de lembrança para eles. 

Disse definitivamente a eles que eu logo seria crucificado porque tinha trazido à humanidade a verdade sobre Deus, a verdade sobre o homem e a verdade sobre sua existência. Essa verdade, que era a única verdadeira, conflitava frontalmente com o que os sacerdotes Judeus ensinavam ao povo e que, por isso, eles iriam conseguir me crucificar.

Então, muitos deles se queixaram e reclamaram dizendo que um filho de Deus não poderia morrer crucificado e que, se isso realmente acontecesse, o que seria deles que abandonaram suas vidas como jovens respeitados e trabalhadores para me seguir? Não senti nenhuma solidariedade da parte deles ao que eu teria que suportar. Somente cobranças e reclamações.

Disse enfim, com certa rispidez que poderiam ficar tranquilos que nada aconteceria a eles e que podiam se esconder e me abandonar que eu estava preparado para enfrentar o que teria que enfrentar até o fim e sem perder o meu amor incondicional por todos. Eles se calaram, e então eu disse a Judas que poderia sair e fazer o que a sua natureza humana estava pedindo para ele fazer.

Sabia que o sumo sacerdote estava querendo me destruir e o incidente ocorrido no Templo precipitaria os futuros acontecimentos. Judas saiu e eles me perguntaram por que eu teria dito aquilo a ele? Eu disse que ele estava saindo para me identificar quando os soldados romanos viessem me prender. Foi aí que todos se calaram de vez e compreenderam realmente a situação.

E como já disse como eles gostavam muito de sangue, eu daria a eles sangue para que, no futuro, se lembrassem de mim: peguei um pão e o parti dando a eles e depois uma taça de vinho e pedi que dividissem o pão e o vinho entre eles, pois o pão representaria o meu corpo que seria torturado e o vinho o meu sangue que seria derramado porque me atrevi a trazer a humanidade, palavras de verdade. Pedro foi um que disse que não aceitaria que fizessem aquilo comigo, mas me renegou por três vezes.

O certo é que morri na cruz e para mim foi um descanso. Meus discípulos não sabiam que eu tinha combinado com José de Arimateia que, depois de minha morte ele levasse meu corpo para o seu tumulo ainda sem uso, onde então seria ungido segundo o costume, antes do por do sol. Depois, quando a noite chegasse e todos em Jerusalém estivessem cumprindo o Sabbath, ele ajudado por dois serviçais de confiança, a cavalo levaria o meu corpo, às escondidas durante à noite e por caminhos ocultos durante o dia, a uma montanha nos arredores de Nazaré, na Galileia. 

Ali, seguindo minhas instruções e ajudado por minha família, encontraria uma pequena gruta oculta que tinha me dado refugio das tormentas e das pessoas quando eu era um jovem infeliz e rebelde, em disputa com o mundo todo. José prometeu-me que encontraria a gruta seguindo um mapa que havia dado a ele e que deixaria o meu corpo ali, depois de mais um embalsamamento. Depois reconstruiria a pequena entrada para escondê-la totalmente dos possíveis intrusos. Ali meu corpo descansou livre de incômodos.

Foi dito que meu corpo “ressuscitou dos mortos”. Que absurda história inventada pelas mentes daqueles que não sabiam como explicar satisfatoriamente a minha morte na cruz como um malfeitor! Por que eu teria necessidade de um copo terreno para continuar a existência em outra dimensão? Como este mito ridículo pôde persistir até o século vinte e um? Isto dá a medida da falta de compreensão dos Cristãos: o fato de até hoje terem aceitado cegamente tal dogma.

Pense nisso com cuidado. Tendo sido liberado de um corpo terreno e tendo vivido a experiência de êxtase e de glorioso encantamento que é a passagem a uma dimensão superior da CONSCIÊNCIA UNIVERSAL, por que eu iria querer voltar à dimensão terrena e entrar em meu copo outra vez. Que utilidade isso teria para mim em seu mundo e no meu? Portanto, Gostaria sinceramente que essa farsa fosse totalmente abolida da prática cristã, pois se isso no futuro não vier a acontecer, vocês nunca irão evoluir verdadeiramente no plano espiritual.

Finalmente, a você que está lendo estas palavras, digo – não deixe ninguém se atrever a negar a verdade que trago, até que você também tenha andado o Caminho da Renuncia de Si que eu percorri na Terra e que tenha alcançado a mesma união com o Pai e as alturas do conhecimento e a compreensão indiscutível que possuo. Quando você tiver alcançado tudo isto, já não terá mais nenhum desejo de negar essa Verdade e será capaz de se unir a mim e também de ensiná-las ao próximo. 



Jesus Cristo.
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