domingo, 19 de fevereiro de 2017
Por: Emílio Oliveira
Na semana passada, escrevi sobre um tema polêmico com o seguinte título: Se a religião dogmatiza o ser, a conexão o identifica com o seu criador. Na verdade, o que eu quis dizer com essa constatação? Quis dizer simplesmente que não é somente através da religião que podemos caminhar para uma evolução espiritual ao ponto de ansiarmos uma vaga no tão almejado céu.

A religião geralmente costuma engessar, limitar, cimentar e condicionar seus fies aos seus tradicionais dogmas que vão se consolidando como o tempo, chegando ao ponto de sequer admitir determinados comportamentos humanos que não estejam dentro dos estreitíssimos limites impostos por ela. 

Já a conexão é uma espécie de identificação espontânea, natural com o criador, não dependente de intermediários ou pessoas supostamente mais santificadas para que venha a ocorrer. É uma espécie de salto no escuro que a criatura dá para tentar - apesar das muitas incertezas -, cair nos braços do criador.

Apesar de respeitar todas as religiões, pois sei que nenhuma delas induz ninguém a fazer o mal, pessoalmente, ainda prefiro a conexão e, por isso mesmo, é que a venho praticando já há algum tempo. Por algum motivo que ainda não consigo explicar, acho-a mais prática e mais objetiva para nos aproximarmos do nosso criador pai/mãe, Deus.

Fiz esse introito para explicar o porquê de ter escrito sobre esse tema que certamente é polêmico e eu adoro uma polêmica. Mas, o assunto que vou desenvolver hoje é sobre as Cartas de Cristo. Recebi um e-mail de uma pessoa que eu não identifiquei pedindo-me para falar mais profundamente sobre essas Cartas que foram citadas no artigo anterior, e resolvi tomar o conselho desse desconhecido. Então vejamos:

Essas cartas começaram a circular na Internet desde o ano 2000 e o Cristo diz claramente nelas que é sua última tentativa de se comunicar através de palavras com a humanidade, pois não vai mais voltar de forma física à Terra e, portanto, quem estiver esperando a sua segunda vinda dessa forma, para julgar os homens como apregoam as religiões formais, podem tirar o cavalinho da chuva que isso não vai acontecer.

Ele diz que já voltou desde o ano 2000 e foi justamente por intermédio dessas nove Cartas e seus quatro apensos que por inspiração foram repassadas por ele para essa senhora que recebeu a sua inspiração para escrevê-las e que através dos raios eletromagnéticos da Internet, foram transmitidas para toda a humanidade nas mais distintas línguas possíveis.

Afirma ainda que essa mulher é uma inglesa com 92 anos de idade e que atualmente reside nas montanhas da África do Sul - tendo sido exaustivamente treinada por mais de quarenta anos por ele próprio para, não somente receber a sua sagrada inspiração e escrever sem conspurcação suas Cartas, mas também para até se comportar verdadeiramente com as diretrizes delas.

Nas Cartas há tantos detalhes de toda a sua vida e pregações que se torna difícil tentar resumi-las e o que eu vou tentar fazer é apenas pinçar as ideias principais e deixar os detalhes para quem se aventurar a lê-las integralmente. Nessas nove Cartas, em cada uma, ele especificamente aborda um tema de sua vida, de sua aprendizagem no deserto e de seus ensinamentos. 

Na Carta 01 que vou tentar resumir agora – ele fala de sua infância e diz que foi uma criança bastante diferenciada das outras de sua idade pela solidariedade com todos os seres vivos e principalmente os seres humanos mais fracos pobres e oprimidos. Com doze anos de idade foi apresentado ao conselho religioso judeu para aprender as suas práticas religiosas, mas foi reprovado pela sua teimosia, fato que entendi como discordância da religião dos judeus, fato que decepcionou muito a sua mãe.

Diz ainda que discutia com a mãe que achava que ele era o messias e ele próprio discordava de tal fato e também contestava a forma como os religiosos judeus faziam exigências descabidas ao povo através da imposição as massas de uma religião imperdoável e cruel que na sua visão, mesmo ainda de criança, ele já intuía que não tinha nada a ver com o verdadeiro Deus Universal.

Vez por outra, ele sentia o cheiro de carne e gordura assada que vinha das sinagogas quando, para se retirar os pecados de alguém se sangrava e se queimava um carneiro branco sem nenhuma mancha. Então ele dizia mãe Deus não concorda com isso que é uma prática pagã e sem nenhum sentido. Nesses momentos a sua mãe dizia para ele: quem é você Jesus para discordar de uma prática religiosa que vem mantendo o povo judeu unido desde os tempos de Moisés? E ele, para não se atritar mais ainda com ela, se calava.

Segundo ele também bebeu vinho, andou com mulheres, discutiu muito polemizando com os religiosos judeus, alimentou conflitos com a mãe e com os irmãos, saiu de casa e foi morar numa caverna nas montanhas onde o seu corpo, que não ressuscitou, continua descansando. Quando precisava de dinheiro trabalhava nos vinhedos da região e somente pelos 25 anos de idade começou a pensar em sua mãe que mesmo discordando de muitos de seus comportamentos, sempre foi muito boa e carinhosa para ele. Então, resolveu voltar para casa e em seguida sentiu vontade de ir ao Rio Jordão e ser batizado por João Batista.

Quando chegou ao Rio Jordão e João Batista o batizou, ele diz que sentiu como se uma força muita poderosa crescesse dentro dele e saiu cambaleando da margem do rio e se encaminhou sem consciência do que estava fazendo em busca do deserto. Lá passou seis semanas e foi justamente ali, em presença de uma luz incomparável, onde a Consciência Universal que a gente chama de Deus, mostrou a ele como tinha se formado todo o universo material.

As rochas e por extensão as galáxias, as estrelas, os planetas, os satélites e suas mágicas e precisas órbitas que ele vai descrever na Carta 07, os animais, os vegetais e finalmente os homens. Ele diz que cada coisa que lhe era mostrada via um cintilar de partículas coincidindo a sua visão com a da atual física quântica que diz que todo corpo material sólido ou não é o resultado da vibração de bilhões de partículas eletromagnéticas.

Continuando, foi lhe mostrado com mais detalhes como foram criados todos os minerais, vegetais e animais do planeta com as suas respectivas peculiaridades, os seus órgãos internos e externos, seus envoltórios, seus apêndices (sobrancelhas, unhas, dentes, caldas, caules, folhas, rosas e espinhos, etc.) e o porquê delas, e, por último, seus particulares sistemas de defesa na luta contra os seus predadores macro e microscópicos. 

Finalmente, no fim do que ele chama de sua total limpeza corporal e espiritual que ocorreu no deserto, ele diz que perguntou a Deus ou Consciência Universal porque enfim o homem sofria tanto? Então, foi lhe mostrado um pequeno bebê envolvido por uma luz branca e que era uma visão linda da nossa mais tenra infância. Em seguida, o corpo desse bebê começou a ser envolvido por algumas ataduras e logo em seguida por correntes e a luz branca começou a se apagar ao poucos - até que não restava mais nada dela. 

Então foi dado a entender a ele que todo ser humano nasce puro como uma criança realmente é, e aos poucos, ela vai sendo envolvida pelo princípio da atração/rejeição que a psicologia humana chama de ego, o qual lhe é dado pela Consciência Universal Deus para a defesa de sua personalidade, mas que, infelizmente, a criatura humana termina sempre se apaixonando por seu ego e o resultado desse processo é o que nós temos hoje no mundo: violência, competição deslavada e ausência total de amor incondicional.

De repente a luz que o envolvia e que ele sabia que provinha dela mais que ainda não era ela arrefeceu de vez, e o que somente restou foram às pedras do deserto e uma enorme fome que parecia que ia fazê-lo perder as foças. Foi quando teve vontade de transformar as pedras em pão para comer, mas em tempo lembrou-se que lhe havia sido avisado que nunca usasse o poder que lhe tinha sido dado naquela experiência para vantagens unicamente próprias ou pessoais.

Então pediu a Consciência Universal que aliviasse a sua fome e assim foi feito. Sentiu-se melhor e começou a andar com passos mais vigorosos e extensos em busca de sua casa na Aldeia de Nazaré - para poder ensinar ao seu povo pobre faminto e doente -, a maneira como construir o céu aqui mesmo na terra, acabando com todo aquele sofrimento e, para tanto, bastava apenas ensinar a todos como controlar o ego de cada um.

Mais na frente encontrou um senhor de aparência nobre que lhe deu carne e pão e ao qual ele entusiasmado disse que estava vindo do deserto e que lá fora mostrado a ele a maneira como acabar com o sofrimento, a doença, a fome e a pobreza de toda a humanidade e que ele estava aflito para começar logo os seus ensinamentos nesse sentido para logo amenizar o sofrimento de seu povo. Foi aí que o desconhecido lhe disse que para isso ainda ia ter que se passarem muitos milênios.

Ele diz que se irritou como a confirmação do desconhecido e quando o procurou tinha desaparecido e foi aí que entendeu que tinha sido um anjo que Deus tinha lhe enviado para com aquela boa carne e pão, aliviar a sua tremenda fome.

Diz ainda que essas Cartas são verdadeiramente inspiradas por ele, e seguir os seus nobres ensinamentos é a única forma da humanidade adquirir consciência verdadeiramente espiritual, sem a qual, não há salvação para as dificuldades que ela terá de enfrentar num futuro negro que se aproxima. Diz também que não há castigos vindos da parte de Deus e que o homem atrai, com a sua mente, o bem e o mal dependendo de suas escolhas.

Pede que o homem não deixe mais uma vez passar em branco o que ele verdadeiramente veio ensinar, quando esteve na Palestina na pessoa de Jesus. Diz que os seus verdadeiros ensinamentos foram tão distorcidos ao ponto de ele mesmo não mais os reconhecê-los e que da mesma maneira que ele foi rejeitado pelos falsos dogmas da religião judaica que atribuíam a ele falsos poderes satânicos, essas suas Cartas também irão incomodar aos religiosos tradicionais de hoje, cujas pregações quase nada têm a ver com a verdade da existência humana e da evolução espiritual do ser.

Afirma ainda que essas Cartas ainda serão perseguidas e descreditadas, mas quanto mais a perseguirem mais elas entrarão na mente e no coração de toda a humanidade, pelo simples fato de elas conterem a verdade de seus ensinamentos e, que os homens aos poucos, irão sentir que tanto conhecimento e amor incondicional, somente poderiam vir da mais alta fonte que é ele próprio.

Segundo ele, Deus ou a Consciência Universal, ao idealizar e criar todo esse Universo tão maravilhoso, se comprometeu com todas as suas criaturas a dar toda a assistência que seja necessária para o bem maior de sua criação, desde que, evidentemtne, ela se enquadre dentro dos seguintes e eternos princípios de lei e de ordem:

01 – A natureza do poder criativo é crescimento – tudo o que é vivo cresce porque o crescimento é uma característica universal da existência;

02 – A natureza do poder criativo é alimentação e nutrição - a alimentação e a nutrição é um processo maravilhosamente organizado dentro do corpo de cada ser vivo de acordo com as suas preferencias individuais;

03 – A natureza do poder criativo é a cura – a cura é uma característica natural da existência e pode se dizer que é uma espécie de segurança para o conforto individual de todo ser vivo; 

04 – A natureza do poder criativo é a proteção – a proteção é uma característica integral do poder criativo e é o que todo ser vivo possui como forma de manter e dar continuidade a sua integridade física e corporal;

05 – A natureza do poder criativo é a de satisfação das necessidades – a satisfação das necessidades é sempre um compromisso do poder criativo com o ser vivo como, por exemplo, a existência de asas, pelo, cauda, unhas e garras dos animais, as sobrancelhas que evitam que o suor escorra sobre os olhos humanos, etc., e servem para a satisfação de conforto e necessidade;

06 – A natureza do poder criativo é o trabalho – o poder criativo sempre trabalha por nós e para nós, para o nosso bem estar e de todos os serem vivos da natureza;

07 – A natureza do poder criativo é a sobrevivência – a sobrevivência é uma característica do poder criativo, pois ele protege todas as espécies e em todos os sentidos possíveis;

08 – A natureza do poder criativo é o ritmo – há sempre um ritmo em todo o universo e também do mundo animal e humano, caracterizado pelo nascimento, crescimento, amadurecimento e morte;

09 – A natureza do poder criativo é a lei e a ordem – há constante ordem e lei em toda a criação, com o universo todo funcionando dentro de certos preceitos da lei e a da ordem e ninguém pode fugir ou mesmo tentar driblar essa realidade e ter sucesso. Mais ou menos, por aqui, termina a Carta de Cristo 01. 

Finalmente, o que se conclui dessa Carta de Cristo 01 é que o homem precisa urgentemente fazer um esforço hercúleo no sentido de controlar o seu princípio da atração/rejeição ou seu velho ego humano que é o principal elemento de defesa e agregação de sua personalidade, mas que também de conflitos, obstruindo a sua evolução espiritual e, portanto, não o deixando receber da natureza ou Deus ou Consciência Universal ou como se queira chamar, a proteção de todos esses nove princípios – que ele diz que foi e é o verdadeiro céu aqui mesmo na terra que ele realmente pregou quando esteve na terra e também agora através dessas suas nove Cartas.

Que me desculpem, pois, os que já se aventuraram ou os que ainda se aventurarão a ler a Carta de Cristo 01 se não consegui resumir o que na essência ela quer verdadeiramente dizer a humanidade. Na próxima semana, continuarei a tentar resumir a Carta de Cristo 02. Até lá!..



Emílio
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