domingo, 29 de janeiro de 2017
Por: Emílio Oliveira
Não sou pessimista, mas também nunca fui dos mais otimistas. Todavia, o que já há algum tempo vem acontecendo com esse país, é uma coisa sui generis. O Brasil é um dos poucos países do mundo que tem todas as potencialidades econômicas e sociais para se tornar uma grande nação rica e com um povo também rico, produtivo e feliz. 

Infelizmente, os homens que ultimamente têm estado à frente do nosso tão amado Brasil não têm dado o exemplo de amor, patriotismo, vontade política, solidariedade e compromisso maior com as suas massas famintas e eternamente necessitadas e não somente por pão não, mas também por educação, saúde, moradia, segurança, cidadania, emprego e dignidade.

E se os nossos políticos do presente não estão de nenhuma forma fazendo jus aos votos que a maioria do povo inocentemente lhes dá para chegarem ao poder e executar as urgentes transformações que a nossa sociedade tanto clama e necessita, então por que continuamos a votar com os mesmos de sempre se eles existem única e exclusivamente para defender os interesses maiores de toda a nossa sociedade? 

Gosto muito dos jovens e sempre que tenho tido oportunidade de dialogar com alguns deles procuro lhes explicar essa nossa tão triste problemática. E por que tenho feito isso? Porque são justamente eles que serão os futuros cidadãos desse ainda não nosso tão rico e pobre país. Houve um tempo em que os nossos políticos eram pessoas qualificadas, comprometidas e patriotas que tinham por objetivo maior apenas a defesa da nação e dos mais carentes e necessitados. Hoje, infelizmente, apenas os aventureiros, corruptos e desonestos conseguem de forma hipócrita conquistar simpatia do povo. 

E é justamente por esse motivo que vejo com muita tristeza alguns desses inexperientes meninos fazendo apologia política em benefício de nomes como o de Jair Bolsonaro para o nosso futuro presidente da república. Infelizmente, é uma pena que esse tipo de ideia venha sendo gestada na cabeça de um jovem de hoje que, certamente, não viveu como eu e tantos outros da minha geração e subsequentes, os 21 anos de ditadura militar em que fomos todos mergulhados de 1964 a 1985. 

Pessoalmente, nada tenho contra os militares que, no poder, construíram quase toda a infraestrutura desse país e foram também altamente nacionalistas, porém, continuo achando que o melhor regime para todos nós ainda é o democrático com um civil no poder e não o autoritário com um militar que é tido por todos como um homem autoritário.

Geralmente, nessas raras oportunidades, procuro mostrar-lhes que eles têm o futuro em suas próprias mãos e, portanto, não devem deixar que pessoas desequilibradas e/ou desqualificadas não somente em termos emocionais e culturais não, mais também em todos os sentidos que se possa imaginar cheguem com os seus votos ao poder com o objetivo único e exclusivo de se locupletarem, eles e suas famílias, com o escasso e sagrado dinheiro de seu tão paupérrimo povo. 

Esses aventureiros a que me refiro são os hipócritas, os sepulcros caiados, os sorridentes, os que prometem tudo, que gostam de dar abraço nas pessoas, de dá esmolas, de se passarem por bonzinhos, porém, procurar desenvolver as economias de seus estados e municípios através da exploração de suas potencialidades para gerar trabalho e renda para o seu povo paupérrimo e carente, isso não, pois somente os loucos e malucos pensam assim. Os “políticos emocionalmente sadios” têm que dar continuidade a essa velha e rotunda perversão de deixar sempre o povo atrelado e presol as suas endêmicas carências e necessidades. 

E nesse tipo de gueto humano em que vivemos, o importante é prometer sempre para agradar a todos, embora que depois desagrade mais ainda, não cumprindo a promessa feita, o que geralmente ocorre. É vez por outra sugerir aos amigos religiosos a convocação de um ritual ecumênico para que o povo veja que eles são tementes e respeitosos com o Deus de todas as igrejas e, assim, poderem angariar simpatias e futuramente votos em todos os segmentos religiosos. Quanta falsidade!..

Será que ainda há nessa nossa tão inusitada realidade algo mais falso e hipócrita do que um ritual ecumênico qualquer? Na verdade, quem gosta mesmo desse tipo de solenidade são esses políticos de quinta categoria que chamo de politiqueiros, pois, os próprios religiosos que comparecem nesses rituais, nem se sentem muito à vontade nessas ocasiões, visto que lhes são ensinados por seus lideres religiosos que somente as suas próprias religiões são as que servem ao Deus verdadeiro. 

Gostaria de explicar que não vejo nenhum mal em os religiosos se juntarem todos num mesmo ritual não. Isso seria até o ideal se fosse feito com a única intenção de se unirem em torno de suas consonâncias maiores que é o próprio Jesus, e deixarem de lado, pelo menos nesses momentos, as suas dissonâncias dogmáticas. O problema é que isso verdadeiramente não ocorre e o resultado é sempre um constrangimento geral que, infelizmente, é atenuado pela caduca e cômoda posição do faz-de-conta.

Se a gente for verdadeiramente analisar a situação do Brasil em todos os sentidos, é uma verdadeira calamidade. Senão vejamos: não temos saúde, não temos educação, não temos segurança, não temos emprego, não temos ética, não temos moralidade, não temos honestidade, não temos respeito pela coisa pública, não temos patriotismo, não temos música e não temos nem mesmo mais memória, pois sempre votamos nos mesmos candidatos que somente têm feito nos atrasar e inclusive alguns cidadãos até já estão reivindicando um militar para assumir o poder.

A bagunça desse país chegou a tal ponto que até compreendo que pessoas já desesperadas de somente ver nulidades achem que a única solução para a nossa saída de tamanha crise em todos os sentidos que se possa imaginar, é entregar o poder aos militares. Se fosse somente isso, ou seja, os militares em nome da moralidade pública dariam o golpe, cassariam o mandato de todos os políticos corruptos e desonestos de todos os partidos políticos de todos os estados e cidades brasileiras, e, logo em seguida, entregariam o poder aos homens de valor que, felizmente, ainda existem muitos nessa nação.

Até aí tudo bem, pois apesar de ser um convicto democrata, nesses termos, também seria favorável. O problema é que toda ditadura começa sempre com um objetivo de moralização e, logo em seguida, ao sentir o gosto do poder, todas elas, de direita ou de esquerda, se transformam sempre em mais um regime de exceção, ao ponto de um soldado pensar que é um general e um general pensar que é um Deus. E é daí que vem as atrocidades tão bem conhecidas de toda os de minha geração e subsequentes.

Vejam, por exemplo, o caso do acidente do avião que vitimou o Ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. Se você perguntar a qualquer cidadão de qualquer classe e também de qualquer cidade desse país, todos eles, sem exceção, dirão que foi um acidente sim, mas provocado por grandes interesses políticos que englobam os principais partidos que estão atualmente fisgados ao poder. 

Essa desconfiança do cidadão comum com as nossas autoridades constituídas pode até ser fruto do exagero da boataria que anda solta por aí, porém, de tanto se ver mutreta em todos os níveis da nossa esfera administrativa, o cidadão comum acredita em qualquer tipo de conspiração que se possa imaginar. E é justamente por esse motivo que - ante o desastre a que assistimos - até mesmo pessoas tidas como esclarecidas não acham que esse fatídico incidente tenha sido apenas um acidente comum.    

O pior de todo esse maquiavélico processo de desconstrução do nosso país é perceber que enquanto a classe média induzida pelos meios de comunicação alienantes foi às ruas para expulsar a Dilma do poder pensando que com a sua saída tudo melhoraria, está vendo claramente que a situação está é se agravando cada dia mais ainda, porém, envergonhada pelo que fez, não esboça nenhuma reação.

E como o povão se encontra sempre dormindo em berço pobre e eterno, o que para eles é uma coisa bastante comum, os que herdaram o poder, por terem além de ojeriza também alergia ao patriotismo, estão nas caladas das noites e madrugadas, conspirando e negociando a baixíssimo preço, o futuro dos nossos filhos, netos e bisnetos. Segundo analistas sérios e não vinculados ao sistema econômico que está perversamente nos dominando, todas as medidas tomadas por esse grupo até o presente momento, foram todas no sentido de unicamente retirar direitos dos trabalhadores.

Primeiramente, legislando em causa própria, deram um significativo aumento de salário a todos os componentes dos três poderes da república. Logo depois, com as demoníacas PEC que estão aprovando como um rolo compressor nas duas casas do Congresso Nacional que certamente não representa o tão sofrido e explorado povo brasileiro, estão retirando direitos adquiridos à duras penas e somente depois de muita luta do povo trabalhador brasileiro. 

Até o momento em que constrangido alinhavo esse texto, a única reação até aqui esboçada pelo que vem acontecendo com esse país de povo tão vitimado pela doença, pobreza e miséria, está vindo dos presidiários que enjaulados como verdadeiros feras humanas em celas sujas, fedorentas e superlotadas em que não há mais espaço nem para se estirar as pernas e dormir no chão batido, já não tendo mais o quer perderem e totalmente desesperados, mostraram ao mundo todo estarrecido a violência da morte e do esquartejamento dos próprios companheiros de infortúnio, que, até então, o mundo não conhecia. 

O resto é o resto e tudo continua como dantes no velho Quartel de Abrantes. Ou seja, com a parte menor da sociedade civil envergonhada pelo que injustamente fez pedindo o empeachment da presidenta eleita com os s da maioria; e a outra parte que é bem maior e que a elegeu. anestesiada e sem a mínima capacidade consciente de reação.

Então, nesse embaçado e tempestuoso clima de que os poderosos podem tudo e de que o patrimônio e o dinheiro do povo pertencem a quem está no poder, com o povo todo desnorteado e indiferente ao que está acontecendo com o país - as suas cínicas e apátridas elites -, se esbaldam no que ainda resta para negociar no grande mercado illuminati da exploração dos povos de toda a humanidade. Que Deus, na sua bem-aventurança, imediatamente se apiede de todos nós. Tenho dito!..

Emílio.



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