domingo, 11 de dezembro de 2016
Por: Emílio Oliveira
Há duas palavras que as considero mágicas em todos os idiomas existentes hoje no planeta terra, as quais, feliz ou infelizmente, conseguiram monopolizar e até manietar todas as práticas e costumes ideológicas da humanidade passada e presente. Essas duas palavras têm demonstrado uma força descomunal em qualquer idioma que se considere e são: a crença e a descrença. 

A crença é a arte de crer e de acreditar piamente que a verdade cultural de um povo é uma verdade absoluta e que, quando culturalmente se a aceita, ela passa a ser uma coisa acabada e sem direito nenhum a qualquer discussão, revisão ou mesmo racionalidade sobre seus preceitos. Ela, simplesmente, se transforma num dogma ou numa verdade absoluta. 

A descrença é a arte de descrer e de não acreditar e tal como a crença ela também não aceita nenhuma espécie de argumentação mitológica de um fato, por mais plausível que possa ser, respaldando-se sempre na experimentação que é o carro chefe de suas convicções ideológicas, não relutando em negar tudo quanto não passar pelo crivo da racionalidade.

Dessa forma, a crença é um valor moral e cultural excludente de tudo quanto não se harmonizar com seus preceitos definidos e determinados quase sempre baseados em fatos ocorridos num passado longínquo e transmitido de geração para geração; e a descrença também é um valor moral e cultural que rejeita tudo aquilo que não se coadunar com uma exigente visão experimental e nunca desconsidera a racionalidade como princípio fundamental de sua existência.

Então, tanto a crença quanto a descrença, são dois polos de uma mesma realidade ou força cósmica que, ao invés de serem frontalmente antagônicas e se contraporem como infelizmente têm ocorrido até o presente momento em que vivemos, deveriam era caminhar dentro de uma compreensão mais tolerante e profunda ante a conectividade de todo o universo material, ao invés de se digladiarem numa espécie de confronto ideológico sem fim.

Precisa-se entender que as crenças geralmente são fundamentadas em fatos ocorridos no passado e também na simples fé, os quais, ou foram registrados na memória dos povos através de histórias mitológicas e lendárias contadas pelos pais aos filhos, ou até mesmo escritas em livros ditos religiosos e que são vistas por aqueles que as professam como verdades que não devem ser confrontadas pelo simples fato de serem a palavra de Deus.

Precisa-se entender também que as descrenças religiosas, geralmente advindas da parte dos homens de ciência, são baseadas em realidades respaldadas pela ciência humana que tem comprovado a sua eficiência no nosso dia-a-dia através da criação de tecnologias usadas hoje por quase todos e que, boas ou más, nos tirou das cavernas ou de cima das árvores onde disputavam as frutas silvestres com os macacos, nos colocando na lua. 

O que se necessita urgentemente entender é que todas as verdades absolutas que até o presente momento foram concebidas pelo homem, tanto nas crenças religiosas quanto nas descrenças ou crenças não religiosas, mesmo naquelas baseadas na ciência, cujos resultados experimentais são bem mais visíveis, são simplesmente limitadas apenas nos seus ainda paupérrimos cinco sentidos físicos do homem. 

Em vista disso, o homem necessita desenvolver outros sentidos não físicos, visto que tanto o crente religioso quanto o descrente não religioso, ambos têm sido tolhidos nas suas compreensões maiores sobre o universo que ainda o concebem como puramente material e, que, por isso mesmo, preocupam-se apenas com esses cinco sentidos que conseguiram identificar, quando, na verdade, deveriam procurar desenvolver os muitos outros sentidos chamados parapsicológicos como intuição, telepatia, clarividência, clariaudiência, canalização e/ou até mesmo a mediunidade. 

Porém, com o passar do tempo, o que se tem observado é que tanto as crenças religiosas baseadas nas religiões formais, quanto às descrenças religiosas baseadas normalmente no aprofundamento da ciência desenvolvida pelo homem, se transformaram em dogmas religiosos que - como se sabe -, são doutrinas estabelecidas por instituições, ideologias ou quaisquer outros tipos de organizações e consideradas como fundamentais e não passíveis de censura ou até mesmo análises mais profundas sobre certas afirmações tidas como verdadeiras. 

Todavia, esse confronto existencial e ideológico entre essas duas versões da ainda tosca visão humana, iniciou-se praticamente com o surgimento do homem aqui na terra, vindo a se radicalizar e se transformar quase que num confronto, somente a partir da idade média, quando a Igreja Católica Apostólica Romana, com o apoio total do todo poderoso Império Romano e seu imbatível exército empoderou-se pela força das armas, estabelecendo o seu total domínio ante todas as demais religiões existentes na época. 

Nessa ainda triste e obscura época, a religião oficial do Império Romano queria se estabelecer como a única e toda poderosa e não admitia que existisse concorrência com quem quer que fosse. E como a própria história registra, o confronto inicial se deu contra alquimistas e esoteristas e para justificar as múltiplas perseguições desumanas e sem sentido, foram todos classificados por ela como bruxos e bruxas em toda a Europa.

Muitos deles foram queimados em nome de Deus pela Inquisição nas praças públicas das grandes cidades europeias. Porém, de todos eles os que menos sofreram foram os alquimistas que espertamente afirmavam que estavam tentando transformar chumbo em ouro e com esse tipo de afirmação a Igreja os deixava em paz porque sabia que se esse feito fosse por eles conseguido, uma significativa parte desse ouro certamente que iria parar nos seus já abarrotados cofres. 

Foi somente a partir dos confrontos dessa época, quando a ciência começou a se formalizar oficialmente com a organização da matemática da química, da física, da biologia e principalmente da astronomia que o compromisso desse segmento inicial da ciência resolveu em resposta as perseguições imputadas pela autoritária casta sacerdotal da Igreja comprovar que - a ciência por balizar-se sempre no experimento é que estava certa -, e não as crenças irracionais da igreja que não se sustentavam à luz do verdadeiro conhecimento.

E essa foi à razão maior da Igreja ter exageradamente radicalizado contra a ciência da época e ter até ameaçado de morte na fogueira se ele não se retratasse o grande sábio e cientista italiano Galileu Galilei por ter comprovado matematicamente que o sistema solar era heliocêntrico e não geocêntrico como teimosamente afirmava, fato que infelizmente não aconteceu com o também grande médico e também sábio italiano Giordano Bruno que foi impiedosamente queimado nas suas “santas fogueiras” por não concordar que as doenças eram castigos de Deus.

Do outro lado, a ciência também se radicalizou contra as religiões, pois naquele momento histórico o seu maior esforço girava e se concentrava em torno de provar a todos os povos da terra que todas as religiões, com suas eternas mentiras, eram apenas uma ilusão imposta aos menos cultos através do medo do inexistente inferno.

Hoje se percebe claramente que esse radicalismo fez muito mal aos dois sistemas e o resultado desse processo é que esse tão irracional confronto criou profundas dissensões entre ambos, de difícil entendimento e vai demandar muito tempo ainda até se chegar a um consenso que é sonhado por todos, mas ao mesmo tempo tão difícil de acontecer em virtude do egocentrismo caracterizado pelo fato de somente se ver o dissenso e nunca o consenso.

Na verdade, a cabeça de todo ser humano deveria ser totalmente livre dessas tão maléficas dissensões tal como um paraquedas que quanto mais aberto mais eficiente, visto que toda e qualquer crença fundamentada em preceitos religiosos ou não, termina se configurando como uma espécie de atraso existencial e consciencial, na medida em que se sedimenta na mente humana como uma verdade única, absolutizando-se ao ponto de negar todas as outras visões e transformando-se sempre num atrasado dogma. 

Não somente aqui na terra como em qualquer outro lugar habitado desse nosso universo cósmico não existe nada absoluto, acabado, ou que não possa ser objeto de dúvida ou profunda discussão a respeito. E isso porque estamos todos conectados e submetidos à relatividade einsteiniana que também um dia, no futuro, precisará ser aprimorada, pois nada poderá ser eterno como ingenuamente professam as religiões.

Além do mais, devemos todos ser protagonistas de nossa própria história e não apenas um mero coadjuvante. E se ainda não conseguimos realmente ser, é justamente porque os medos colocados nas nossas cabeças por essas instituições religiosas geralmente vinculadas ao atraso tolheram a nossa caminhada em busca do nosso mais divino e sagrado ser superior.

Felizmente, o tempo de mudanças radicais nessas nossas ainda tão atrasadas visões de mundo está rapidamente chegando, e, nesse novo paradigma que aos poucos está se formando, não haverá mais lugar para as energias atrasadas formadas por todos os seres excessivamente ambiciosos, egoístas, desonestos, hipócritas, mentirosos e enganadores, pois terão que ou urgentemente se modificarem, ou saírem de cena para que o planeta possa enfim evoluir como planejado das estrelas. Tenho dito!...

Emílio.
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