segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
Com a aproximação do período de férias, o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN), em parceria com Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA), lançam a campanha “Piscina + Segura” no Rio Grande do Norte. A ideia é que, com cinco medidas simples, os índice de afogamento em piscinas possam ser reduzidos. No Brasil, o afogamento é a segunda causa de morte em crianças de um a nove anos de idade e a terceira entre 10 e 19 anos. A Campanha Piscina Mais Segura foi criada com o objetivo de aumentar a segurança em piscinas e assim reduzir o número óbitos e incidentes, uma vez que elas são responsáveis por 53% de todos os casos de óbitos por afogamento na faixa de um a nove anos de idade.

O coronel Luiz Monteiro Junior, chefe do Serviço Operacional do Corpo de Bombeiros Militar do RN, explica que a Campanha + Segura pretende conscientizar os pais sobre a necessidade de garantir a segurança dos filhos em piscinas públicas e residenciais. “As piscinas são a segunda causa de morte entre crianças de 1 a 9 anos no Brasil. É como se, a cada quatro dias, uma criança morresse afogada. No verão, o intervalo cai para dois dias. O objetivo é vacinar as piscinas contra o afogamento”, alerta o coronel Monteiro.

Segundo ele, o número de afogamentos é mais alto nas praias, mas não se pode subestimar os riscos nas piscinas. “Na praia, as pessoas tomam muito mais cuidado com os filhos. E os guarda-vidas são qualificados, o que não acontece em todas as piscinas. Com cinco medidas simples, pode-se evitar 95% dos afogamentos”, garante.

Atualmente, no Rio Grande do Norte, não há nenhuma piscina que possua o certificado “Piscina + Segura”. “Não existe legislação que obrigue a certificação dessas piscinas, mas são medidas simples que podem salvar vidas”. Após atender os cinco passos, o proprietário da piscina pode solicitar uma vistoria do Corpo de Bombeiros Militar e de representantes da Sobrasa que forneceram o Selo Piscina + Segura. “Essa é uma ação que será reforçada agora no veraneio, mas que deve ser permanente”.

Cinco passos para garantir a diversão

Atenção

Preste sempre atenção aos seus filhos na piscina e mantenha-os à distância de um braço, mesmo com a presença de um guarda-vidas.

Guarda-vidas

Cobre a presença permanente de um guarda-vidas em piscinas coletivas. Embora a profissão ainda não seja reconhecida, há requisitos mínimos que podem ser exigidos do profissional, como cursos de prevenção e socorro aquático.

Urgência ao agir

Aprenda como agir em emergências aquáticas. Se não souber nadar, não tente salvar a criança. O uso de cilindro de oxigênio é restrito ao guarda-vidas e deve estar em local visível e à disposição na área da piscina.

Acesso restrito

Restrinja a presença de crianças em piscinas residenciais com o uso de grades ou cercas, instaladas a uma altura que as impeça de entrarem na área sem estarem acompanhadas de um adulto.

Sucção controlada

Use ralos antissucção e meios de interrupção da bomba da piscina. Para clubes, hotéis e condomínios, a orientação da Sobrasa é adotar sempre ralos antiaprisionamento e um sistema de desligamento da bomba.

Alguns números sobre mortes em piscina

90% dos óbitos por afogamento ocorrem em água doce (piscinas, parques aquáticos, represas e rios)

53% dos afogamentos de crianças entre 1 e 9 anos ocorrem em piscinas

2º lugar é a posição que o afogamento em piscinas ocupa no ranking dos óbitos de crianças brasileiras entre 1 e 9 anos

95% dos casos poderiam ser evitados, segundo a Sobrasa, se os pais seguissem os cinco passos que a associação propõe.
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