domingo, 27 de novembro de 2016
Por: Emílio Oliveira
Inicio nesse domingo, lamentando como esse nosso tão amado país tem passado por tantos reveses em toda a sua ainda curta, porém já tão atribulada história. Para começar, de todos os seus presidentes da república eleitos pelo voto do povo, somente três conseguiram terminar os seus mandatos. Getúlio Dorneles Vargas no seu primeiro mandato, Juscelino Kubitschek de Oliveira e Luiz Inácio Lula da Silva. 

Os outros, todos eles, sem exceção, foram violentamente postos para fora do poder que o povo democraticamente lhes outorgou, pelo simples fato de não se acumpliciarem com os interesses espúrios das elites descomprometidas, antipatrióticas e anacrônicas desse país, cujo objetivo maior como classe foi sempre explorar, em todos o sentidos que se possa imaginar, o nosso ainda tão inocente povo.

Então amigos, essa violência que grassa em toda a nossa sociedade e que se encontra instituída em todas as instâncias de poder não é um fenômeno apenas do presente não. Isso vem desde a nossa origem, pois como a própria história tão bem registra, o primeiro golpe ocorrido nesse país contra um governo estabelecido, ainda no império, foi dado pelo filho no próprio pai. 

Quem não se lembra do famoso dia do fico (09/01/1822), quando Dom Pedro I, chamado a Portugal pelas Cortes portuguesas que exigiam dele a sua urgente volta a Lisboa, recusou-se a obedecer proclamando a famosa frase: “ se é para o bem do todos e a felicidade geral da nação, estou pronto! Digam ao povo que fico. 

E ainda no mesmo ano (07/10/1822), o mesmo Dom Pedro I, às margens do Riacho Ipiranga, desembainhando a sua espada sem nenhum inimigo à vista para lutar, em alto e bom som proclama: Independência ou morte!...Estava ali, portanto, consumado o primeiro golpe da história de nosso tão amado Brasil e dado justamente por um filho, Dom Pedro I, no próprio pai, Dom João VI.

Só que, a nossa “liberdade politica” não foi conquistada de forma tão simples assim não. O Brasil na época já devia uma considerável soma de dinheiro aos portugueses que, por sua vez, deviam também aos Ingleses. E aí, para que a Inglaterra que era o império maior da época reconhecesse a nossa proclamada independência, exigiu que o Brasil se responsabilizasse pela dívida portuguesa junto a ela. E isso foi realmente aceito, feito e até comemorado na época. 

Portanto, dívida pública e violência política vêm da origem dessa nossa tão explorada e indolente nação. E também essa outra violência generalizada que estamos vivendo hoje, foi igualmente construída no bojo dessas mesmas premissas. Vejam só: nosso povo ainda não tem um salário digno, teto para morar, terra para trabalhar, saúde digna para se tratar e sobreviver, escola de qualidade para realmente aprender, e o que é pior, não tem a mínima perspectiva ou esperança de ter uma vida melhor no futuro.

Agora, reparem as nossas podres e hipócritas elites. Os banqueiros, os industriais, os altos comerciantes, os políticos, os funcionários públicos do alto escalão, os latifundiários e representantes do agronegócio, os representantes das empresas multinacionais, esses sim, vivem bem e vão cada vez melhor. 

Aí você pode dizer que todos eles trabalharam e se organizaram para chegarem aonde chegaram. Tubo bem é verdade! Mais e os trabalhadores brasileiros que construíram todo esse patrimônio e riqueza que essa tão “distinta classe” cinicamente desfruta não têm também o direito de ter - pelo menos dignidade -, com os frutos que produz o seu trabalho? 

Pela tacanha visão deles não. Para eles, infelizmente, a nossa gente trabalhadora brasileira precisa trabalhar mais e mais nos momentos de bonança econômica, e perder o emprego e/ou ter os salários diminuídos nos períodos de crise que no capitalismo são sempre cíclicos, para que essa insensível classe dominante nunca possa perder, ou até mesmo diminuir, seus sagrados rendimentos. 

Esse é o triste espelho de nosso tão rico e pobre país e também o de todos os outros países pertencentes ao capitalismo periférico do terceiro mundo, os quais, nessa visão puramente ainda escravocrata e dominadora, precisam ficar nesse eterno lugar para não ameaçar a hegemonia econômica e política dos países exploradores do primeiro mundo que, evidentemente, nem se precisa nominá-los. 

No início dessa semana, garimpando minhas reminiscências, localizei um fato que ocorreu no ano de 1980, quando cursava engenharia agronômica na antiga ESAM, que hoje é UFERSA. O professor Aldenor Gomes que era um marxista de carteirinha e lecionava a cadeira de Extensão Rural, fez uma prova conosco perguntando apenas o seguinte: Quem manda atualmente no Brasil? Serão mesmo os militares? Que era o que a maioria absoluta das pessoas na época realmente achava, pois somente os via dando e exigindo a extrita obediência de ordens.

Aí eu peguei a prova e comecei a analisar o passado brasileiro à luz de sua horripilante história política, trazendo de volta, através da memória que naquela época era bem melhor que hoje, mais ou menos o que descrevi nos parágrafos anteriores. Então, depois de tudo assentadinho na cabeça como se dizia antigamente, comecei a fazer a prova. 

Descrevi suscintamente os fatos históricos que sempre nos acompanhou em nossa caminhada como país dependente e do terceiro mundo e sem nenhum interesse pela parte de nossas elites de se chegar ao primeiro, e conclui dizendo que todas as autoridades policiais desse país, quer sejam das forças armadas que teoricamente existem para nos defender de inimigos externos, quer sejam da polícia federal, ou militar e civil dos estados, quer sejam os membros dos outros poderes, sempre estiveram e estão a serviço do grande capital que verdadeiramente é quem manda não somente no nosso país, mais também em todo o mundo capitalista.

Imagine aí quanto eu tirei nessa prova? Um dez, é claro! Posteriormente, ele me disse que somente me deu aquela nota porque - diferentemente dos outros alunos -, inclui também todas as autoridades dos outros três poderes e não apenas as militares como ele havia perguntado. Quem leu Marx sabe muito bem que, em qualquer governo capitalista, o estado foi, é, e será sempre um simples comitê financeiro do grande capital. 

Entretanto, gostaria de afirmar que durante o tempo em que também me achava marxista, nunca concordei com a violência que se estabeleceu nos países onde o marxismo se implantou como regime político, mesmo tendo uma profunda admiração por esse homem que - arrancou como ninguém mais -, as feias e nunca cicatrizantes feridas do capitalismo, sempre e sempre mais voraz em sua sanha pelo dinheiro.

Aliás, sinceramente falando acho até que nunca fui verdadeiramente um marxista, mas sim, um humanista que sonhava e ainda sonha com um país justo e digno não somente para todos os nossos irmãos brasileiros, mais também para todos os seres humanos do planeta terra e até de todo o universo habitado por seres inteligentes.

O problema é que, como somente lia e ouvia falar nos interesses maiores do povo e da sociedade nessa corrente política, eu, igualmente a muitos outros cidadãos bem intencionados desse país, nos apaixonamos por ele. Mas, graças ao bom Deus o tempo passou e eu consegui amadurecer, tendo hoje plena convicção de que o homem como é hoje na sua totalidade, jamais vai construir um mundo justo aqui na terra e alhures também através de revoluções violentas.

A revolução do homem tem de ser feita de dentro para fora e não de fora para dentro, onde ele busca apenas o poder pelo poder e sempre pregando a ilusão respaldada na vã promessa de depois do fato consumado estabelecer uma sociedade justa e ideal para todos, porém, logo em seguida, como forma de se afirmar no poder, começa a utilizar o emprego da violência desmedida que tem caracterizado todas as revoluções humanas.

O problema, amigos, não é da revolução em si não, mas do homem. Pois sempre que ele costuma fazer revoluções e guerras dizendo que é para restabelecer a paz ou construir um mundo melhor para todos, quando chega ao poder, tudo se transforma e tem sido sempre uma grande decepção para as massas humanas que são usadas para esse fim. 

Em todas as revoluções e guerras registradas pela história da humanidade, ao estancar-se o sangue derramado e corrido pela terra, enterrar-se os mortos, e os políticos tomarem conta do poder, é, como sempre tem sido, mais uma causa perdida pela humanidade para evoluir e crescer como verdadeiros seres humanos feitos à imagem e semelhança de Deus, como professa o cristianismo.

Ante tal argumentação que é apenas a minha ainda embaçada visão que alguns poderão considerar como altamente pessimista desse nosso aparente tão bonzinho mundo, gostaria, para reforçar o que afirmo, que aqueles que se aventurarem a ler esse texto até o fim que entrem no Google e digitem: assassino econômico e deem um enter. 

Aparecerão alguns sites com um americano por nome de John Perkins. Desçam um pouco e assistam logo abaixo ao seu vídeo no qual ele se autodenomina de assassino econômico que é um desses caras cujo trabalho sujo juntamente com os que ele chama de Chacais da CIA, é desestabilizar e quebrar as economias, organizar golpes de estado para derrubar governos eleitos pelo povo, e até assassinar presidentes dos países periféricas assim como o nosso Brasil que, inclusive, é a próxima bola da vez. Nesse vídeo ele fala em inglês, porém com a simultânea tradução legendada abaixo em português.

Intuitivamente já desconfiava dessa espécie de canalhice há muito tempo, porém, confesso que fiquei estarrecido com a baixeza das informações, pois não achava que eram tão torpes como esse John Perkins afirma em seu depoimento com o qual já foi inclusive até confeccionado um livro com suas vergonhosas confissões, cujo título é: Confissões de um Assassino Econômico.

É uma vergonha que o mundo todo seja dominado e violentado sem nenhuma espécie de punição da ONU por um governo que se diz democrático, mas umbilicalmente ligado a grupos econômicos tão inescrupulosos e sem entranhas dessa natureza. Tadinho de nós que somente poderemos apelar para o poder maior que é Deus, pois se dependermos de nossas antipatrióticas elites que também se encontram mancomunadas com eles, estaremos todos nós pobres, fritos!... 

Emílio. 





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