quarta-feira, 9 de novembro de 2016
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Nestes idos, numa noite enluarada, onde nem sequer os grilos gemem, pois, a calmaria é tanta e sem refregas de vento que até um coronel destemido sente calafrios. O coronel que não dorme (dorme não; pouco!!), não ronca e não cachimba (avemaria começou as mentiras deslavadas!!!) ...o Coronel estava em sua rede de trinta reais tendo um sonho acordado.
De repente tudo parou, a noite ficou mais silenciosa. E o cachorro começou a uivar, e a dar latidos espremidos, como aqueles em que ele conhece um rastro de tatu ou de preá, mas ao mesmo tempo desconhece. O coronel muito corajoso, com muita coragem de se levantar, com preguiça de vestir um calção pois só dorme de ceroula, ficou deitado em sua rede velha, esperando que o cachorro deixasse de besteira, talvez aquele assunto fosse de cachorra namoradeira que tinha vindo fazer uma visita de cortesia ao cachorrinho solitário.

Mais o cão não parava de latir, ai o coronel se alvoroçou e desconfiou que alguma coisa de ruim estivesse se passando por ali. Foi ai então que ele saltou da rede, vestiu as caças de batalha a camisa de combate, carregou a luz de uma lamparina a garrucha de dois tiros e uma carreira que ele tinha gando de herança de seu acô, pois por falta de numerário não tinha podido comprar duas balas e teve que carregar os cartuchos naquela mesma hora, com a pólvora e o que tinha por ali no momento.

De arma em punho, saiu abaixado pela porta dos fundos, tentou ir em direção ao alvoroço do cachorro, que estava a distância de um tiro de baladeira, na direção do portão principal, mas de repente se lembrou das penosas, que talvez algum bicho pernicioso devesse feito algum mal a meia dúzia de galinhas, uma com mais de cinco anos, que o coronel (cheleleu) cevava para que algum dia pudesse servir a um político bondoso em honra aos benefícios que o ilustre faz para a nossa terrinha (na boca do povo isso é adulação).

Quando o coronel chegou ao chiqueiro das galinhas, ficou atônito, pois todas as galinhas estavam mortas, todas com a cabeça roxa, como tivessem bebido veneno...foi ai que le viu uma baba verde dentro do cocho das galinhas. Então ele gritou: “ Vailha me Deus, veneno de Lobisomem”!

Então ele acunhou para a porteira com a garrucha em punho e na porteira avistou um bicho preto e peludo, mas quando o lobisomem viu o coronel, num ar de deboche, mostrou uma pistola novinha no quarto e fez um sinal da santa cruz para o coronel, chamando o coronel de demônio. Ora vejam só até uma coisa do capeta como o lobisomem quis fazer pouco do coronel.

O coronel não contou conversa, disse: demônio é tu, que vem dessassosegar os outros na calada da noite, e deu dois disparos de garruncha...mas não aconteceu nada com o lobisomem pois só fez zoar e fumaça, ele esqueceu de pôr o chumbo no cartucho.

Então foi aí que aconteceu um mistério misterioso, o lobisomem deu uma gargalhada e correu sumindo na estrada. O curioso é que o danado estava de salto alto plataforma e tinha o cabelo feito de chapinha. Seria um lobichona?

Para findar a história verdadeira, quando o coronel reclamou para as autoridades o fato inusitado ocorrido, mas todos ficaram contra o coronel, pois ficaram impressionados com o salto alto do lobisomem e julgaram que era inofensivo. Nessa história o coronel é quem perdeu as galinhas.
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