domingo, 20 de novembro de 2016
POR: Emílio Oliveira
Na semana passada ia escrever sobre esse assunto que certamente não será muito agradável para alguns, porém, agradabilíssimo e significativamente importante para todos os jovens de nossa cidade. É sobre o ENEM. Vocês já pararam para pensar o porquê de a nossa cidade não ter mais hoje como teve no passado o direito de ter, igualmente as outras cidades de nosso porte, as provas desse tão importante concurso a nível nacional?

Quando a Professora Maria Antônia que inclusive é minha mulher foi a Diretora da Escola Estadual Coronel Solon, nos últimos dois anos de seus três mandatos as provas do ENEM foram feitas aqui na nossa cidade de Grossos e nessa escola que foi até objeto de elogios por parte do senhor Zezinho que era o coordenador das provas aqui na nossa região e que, certamente, também dispensava elogios às diretoras das outras escolas em que as provas ocorriam sem surpresas desagradáveis.

Após sua saída ainda houve as provas aqui por mais dois anos seguidos e desde esse tempo até o presente ninguém por aqui sabe o que houve para que as provas do ENEM que para os nossos alunos eram feitas aqui da cidade de Grossos fossem inexplicavelmente suspensas, continuando na cidade de Tibau que tem apenas 40 % de nossa população e que deve ter também aproximadamente o mesmo percentual de alunos. E é por isso mesmo que eu indago as autoridades gerais do nosso município qual o porquê de tamanha aberração? E também porque eles, em tempo, não procuraram saber o verdadeiro motivo e pedir o seu justo retorno como de direito?

Administrar, não é apenas aparentar ser e ter o nome de administrador não. Não é ser apenas um mero relações públicas de sua instituição não. É ser um vigilante maior dos interesses dessa instituição, comunidade ou mesmo de seus habitantes no caso de uma comunidade ou cidade. É estar sempre à frente dos conflitos que interessam a todos dessa instituição, comunidade, cidade e povo e também de suas tradições, etc. É brigar, no bom sentido é claro, pelo que nos é importante. É se incompatibilizar com os grandes e sofrer injustiças e incompreensões se necessário for, para defender os nossos sagrados espaços. É ter a hombridade, o patriotismo e a consciência de que tudo o que acontecer naquele pedaço de chão, ele, o administrador, é o responsável maior. 

E é justamente por esse tipo de omissão e também de outras coisas bem mais graves que a televisão e os jornais vem divulgando diuturnamente numa espécie de lavagem sem fim de roupa-suja, que o povo brasileiro, já cansado de ser engabelado por “autoridades” que verdadeiramente não os representa, está se articulando em todo o país para dizer não a essa espúria gente que tem se mostrado tão descomprometida com essa nossa tão triste realidade que, sequer, estão se preocupando em fazer uma leitura correta da nossa situação. 

Eles estão tão indiferentes e anestesiados que nem sequer acordaram ainda para fazer uma análise mais acurada da real situação desse país. Acordem caras! Enquanto é tempo vão lutar para mudar esse status quo que além de perverso para a maioria, somente interessa ao sistema econômico da plutocracia nacional e mundial e a vocês e suas “nobilíssimas famílias”. Na atual conjuntura que estamos atravessando, o pobre povo brasileiro está abandonado e sozinho na defesa de seus direitos fundamentais e também altamente espoliado no fruto de seu trabalho.

A nível nacional, entre as “reformas” que estão sendo maquiavelicamente engendradas no bojo desse governo sem o respaldo do voto popular e que chegou ao poder por imposição de forças alienígenas, está vindo uma ai que vai retirar dos trabalhadores brasileiros como um presente de Natal, praticamente todos os direitos trabalhistas que lhe garantido há 73 anos pelo patriótico e nacionalista governo de Getúlio Dorneles Vargas, através da CLT, criada, assinada e implementada por ele no Decreto-Lei n° 5.452, de 01/05/1943.

É esse ai o presente maior que o “novo governo brasileiro”, em cumplicidade com a plutocracia e maioria da cúpula política brasileira, englobando aí todos os eleitos nas últimas eleições municipais, estaduais e também a federal vai dar, como uma espécie de cavalo-de-troia, ao abandonado povo brasileiro, logo no primeiro semestre do ano vindouro.

Analisem por si sós esse triste paradoxo. Primeiramente eles deram um significativo aumento de salários a eles próprios, ou seja, a toda a cúpula de todos os três poderes constituídos da república que - salvo raras exceções como o judiciário que faz leis -, verdadeiramente não demonstram representar o povo, e agora, depois de garantirem constitucionalmente os seus abomináveis privilégios, vão injustamente ao invés de dar é retirar, ainda mais, os direitos que não foram eles que deram e que ainda desfruta o pobre trabalhador brasileiro.

Há poucos dias atrás assisti através do Youtube a uma sessão do senado federal onde a senadora Gleisi Hofman, num discurso que reputo como histórico, perguntar aos senadores governistas presentes, quase todos de cabeça baixa e ela de cabeça empinada para cima, qual era a autoridade que em sã consciência eles tinham para - tendo todos que ali estavam chegados através do voto do povo brasileiro -, inusitadamente lhes retirar direitos há muito tempo consagrados pela nossa legislação trabalhista?

Aí o povo inquieto nas galerias se manifestou aplaudindo a indagação da ilustre senadora e como sempre acontece numa casa legislativa que verdadeiramente não representa o povo, o seu “ilustre presidente”, um velho senador que inclusive eu senti vergonha por aquele ato dele, certamente em consonância com forças inimigas do povo brasileiro, ordenou com toda a autoridade que o cargo lhe outorga que as galerias não se manifestassem porque, senão, ele mandaria esvaziá-las. Que coisa triste amigos, ver um representante do povo totalmente despossuído de gratidão, se utilizar do próprio poder que o povo lhe deu para oprimi-lo.

Infelizmente, o nosso tão amado país está quase todo apodrecido desse jeito. Para onde você olha, é o mesmo paradigma que predomina. Quase ninguém deseja mais ser uma autoridade constituída pelo sagrado voto do povo para servir patrioticamente ao povo não, mas, apenas e simplesmente para se servir das benesses que o poder lhes outorga.

A maioria das autoridades brasileiras, com as raras e dignas exceções que todos conhecem, não se apresenta mais verdadeiramente comprometida com a superação de nossas infinitas mazelas e dificuldades econômicas não. Por isso é que ela está necessitando urgentemente é de acordar para as suas ações e omissões de lesa-pátria e tomar consciência do que estão fazendo com esse país.

Que me desculpem se comecei a falar sobre um assunto do ENEM relativo ao nosso interesse local ou municipal e tive que me elastecer ao ponto de ir até ao plano estadual e federal respectivamente. É que, infelizmente, nesse país, tudo que é ruim se encontra interligado e que, por isso mesmo, precisa serexaustivamente analisado e racionalmente discutido por toda a sociedade brasileira.

Voltando ao problema das provas do ENEM que foram suspensas da cidade de Grossos e continuam normalmente ocorrendo na cidade de Tibau, sem nenhuma explicação plausível, gostaria de reivindicar, se não se constituir em incomodo e trabalho excessivo aos legítimos representantes do poder executivo e legislativo municipal, que procurem saber ou do Ministério da Educação ou de quem de direito, o porquê dessa tão inusitada tomada de decisão.

Na verdade, quem deveria se preocupar com esse problema que é de puro interesse de toda a nossa comunidade eram eles e não eu que sou apenas um simples cidadão dessa cidade. Se eles estivessem comprometidos e antenados com a nossa realidade e despertassem para essa simples mais ao mesmo tempo tão importante defesa dos nossos interesses locais, sairia bem mais barato para o município, visto não necessitar disponibilizar ônibus e balsas para levar os nossos estudantes até a cidade de Tibau e de Areia Branca. 

Não estou aqui de maneira nenhum querendo culpa também o atual Diretor da Escola Estadual Coronel Solon, o nosso amigo Amon não, até porque não depende apenas da cobrança e atuação dele para reverter uma decisão tão esdrúxula e complexa dessa natureza. Inclusive, até já falei com ele sobre esse assunto e também lhe sugeri que, como as nossas autoridades maiores não se manifestam a respeito do problema, que ele fizesse uma espécie de abaixo-assinado envolvendo toda a nossa população e o enviasse ao Ministério da Educação ou a quem de direito, anexo a um pedido seu, para que, no próximo ENEM, as provas dos nossos postulantes a universidade, sejam feitas aqui em nossa cidade de Grossos com eram antes.

Durante o último período eleitoral que se encerrou há poucos dias atrás, eu cansei de alertar que não estavam durante a campanha discutindo assuntos verdadeiramente importantes para o nosso município não, mas somente picuinhas. Como costumo dizer, Grossos não tem um aterro controlado; não tem um plano diretor; não tem um matadouro público; não tem um sistema de esgotamento sanitário; não tem um sistema de drenagem; não tem um sistema de sinalização de tráfego urbano; não tem um planejamento estratégico de desenvolvimento econômico e social para explorar suas inúmeras potencialidades; não tem sequer uma planta baixa de nossa cidade.

Agora eu pergunto como num ambiente de submundo desses, se pode lutar sem a mínima infraestrutura para desenvolver a economia do município e gerar trabalho e renda para os nossos concidadãos que precisam trabalhar para viverem todos com dignidade? A não ser que - o que não acredito -, que realmente queiram que o nosso povo fique eternamente do jeito que está - sem a mínima perspectiva de ter uma vida melhor no futuro.

Prefiro achar que é pura indolência mesmo, falta de entusiasmo para transformar, de coragem política para lutar e brigar se necessário for por nossos sagrados espaços, ausência de patriotismo e amor pelas coisas da terra e de seu povo sofrido, desmotivação política e ideológica, ou até mesmo a costumeira preguiça e comodismo ante a total ausência de reivindicação por parte do nosso próprio povo que, desavisado como é, prefere a esmola fácil ao crescimento como cidadão e como ser humano feito a imagem e semelhança de Deus. É uma pena, não amigos?

Finalmente, ante a omissão e o desinteresse pelas coisas importantes da nossa terra, mesmo não sendo uma pessoa religiosa, peço a Deus todos os dias nas minhas simples orações que, se por acaso, a voz solitária do aquém não soprar nos ouvidos dos nossos administradores locais ventos que nos tragam clareza de ideais e muito amor e compromisso com a nossa tão querida terrinha, que, pelo menos, as vozes do além possam fazer esse serviço tão importante e indispensável para a concretização de nosso crescimento econômico e desenvolvimento social. Tenho dito!...

EMÍLIO
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