domingo, 9 de outubro de 2016
Por: Emílio Oliveira
A eleição terminou praticamente ontem com a derrota das oposições, mas ao invés de buscarem como é mais viável e racional a união de todos em busca de uma futura vitória, já estão sendo lançados não somente três mais quatro candidatos da oposição a prefeito em 2020. Estão querendo perder de novo? Porque esse será o resultado se a oposição mais uma vez se dividir como o fez agora. 

Segundo comentários que está se ouvindo nos diversos segmentos da oposição, já foram lançados para prefeito em 2020, os seguintes nomes: Alexandre Santos, O Galego, Cinthia Sonale e Erialdo. Será que essa última derrota ainda não foi suficiente para mostrar a oposição que perdeu a eleição não para os votos da situação que foram somente 38,30 % do total dos votos válidos apurados, mas pela sua incompreensível e sem sentido divisão, visto ter conseguido, mesmo desunida 61,70 % dos votos válidos apurados.

Esses exemplos de ausência de maturidade política ou outra coisa bem pior que não desejo aqui declinar, me fazem lembrar da nossa também inconsequente oposição do tempo da ditadura que eu acompanhei e vivi em toda a sua plenitude. A oposição ou a esquerda que se autodenominava naquela época, brigava até mesmo dentro dos quartéis da ditadura, onde eram diuturnamente torturados e massacrados pelos agentes da repressão.

Essa gente que compunha a oposição brasileira à ditadura militar que odiosamente se implantara nesse país através de um violento golpe militar, mesmo sendo humilhada nos paus-de-arara, levando choques nos órgãos genitais, sendo mortos e brutalmente torturados dentro dos porões da ditadura, nem nessas humilhantes condições, ela conseguia se unir.

Ao contrario, faziam era brigar uns com os outros de forma violenta até, acusando-se mutuamente, quando pelas condições como estavam sendo tratados deveriam se unir, pois tinham um inimigo comum que os estava desumanamente destruindo. Agora, como se poderia adjetivar uma inconsequência dessa magnitude? Ausência de visão da realidade política da época? Irracionalidade? Inconsequência? Ou burrice mesmo? A resposta ficará evidentemente com a inteligência e o tirocínio dos leitores.

Pelo que foi exposto em parágrafos anteriores, vê-se claramente que é difícil à oposição compreender que sem união não há vitória, mas somente derrota. E parece que a nossa oposição tem a mesma visão tacanha da oposição do tempo da ditadura. Depois de uma desconfortável ressaca de derrota que sofreu recentemente, ao invés de haver uma aproximação, conversar, se entender e aprender a lição do erro cometido, já começa a lançar futuros candidatos, quando o momento é totalmente inadequado para esse tipo de atitude. 

Se tivesse tido juízo e um pouco mais de desprendimento e capacidade de julgamento da realidade que por inconsequência estava enfrentando dividida, ante as pesquisas que certamente teve acesso, devia era já no segundo comício ter conversado entre si e chegado à claríssima conclusão de que dividida não conseguiria ganhar a eleição.

Enfim, ante essa sábia conclusão convocaria seus respectivos eleitores, cujo objetivo maior naquela oportunidade ainda era derrotar a situação e diria francamente num jogo aberto da verdade que pelas pesquisas nenhum deles tinha condições de vencer individualmente a situação e a única solução para se poder obter uma vitória seria uma união de ambas, senão a situação venceria a eleição.

Aí seria o momento de se perguntar aos eleitores de ambos os candidatos, como se faz num plebiscito qualquer, se eles prefeririam perder a eleição para a situação isolados ou ganhar todos unidos? Posso até está enganado, mas a minha intuição me diz que ante a acachapante realidade da derrota antecipada, todos concordariam.

Feito isso, bastava somente explicar ao povo que iria se colocar em pequenos papéis os nomes dos dois principais candidatos, pois tenho dúvidas de que o terceiro candidato aceitaria, em uma caixa qualquer e se mandaria uma criança retirar apenas um dos papéis. E esse papel retirado seria o do candidato a prefeito e o outro não retirado seria o do vice-prefeito 

Ao candidato ou candidata a vice seria garantido (a) diante de seus próprios eleitores e também dos eleitores do candidato a prefeito ou a prefeita a parceria administrativa, duas secretarias que seriam evidentemente negociadas e o compromisso solene de que no fim da administração, o candidato ou candidata à vice seria o candidato ou a candidata a prefeito ou a prefeita na próxima eleição. 

Nesse acordão, poderia também ser acertado com os eleitores dos respectivos candidatos que se comprometeriam solenemente a também votarem para vereador somente nos candidatos da oposição. Pronto, estaria tudo resolvido e a vitória certamente estaria garantida tanto na majoritária para prefeito, quanto na proporcional para vereador. 

Ou seja, a oposição elegeria não somente o prefeito da cidade com uma maioria considerável de votos, mais também a maioria da Câmara Municipal e com toda a certeza ainda faria o seu futuro presidente. É pouco? Para tudo isso faltou o que? Juízo, é claro! O mesmo que agora continua faltando com o precipitado lançamento de futuras candidaturas.

Se esse clarividente acordão tivesse ocorrido, ninguém teria saído perdendo praticamente nada, até porque cada candidato a prefeito teria 50 % de possibilidade de continuar sendo o candidato a prefeito e também 50 % de possibilidade de ser o candidato a vice-prefeito, e, em ambas as situações, com a certeza da vitória. 

Felizmente, eu não participei dessa campanha eleitoral e acho até que também não participarei das seguintes. Porém, caso tivesse participado e na oposição, eu teria sugerido e buscado incansavelmente esse acordão que - se tivesse sido feito -, enterraria de vez futuros planos da atual situação, principalmente no que diz respeito a chegar ao poder novamente - pelo menos - aqui na nossa cidade. 

Sei que não seria tão fácil se chegar a um acordão como esse, pois pelo menos um dos candidatos, pelas circunstâncias da campanha e por necessitar de apoio politico já havia praticamente loteado todos os cargos da prefeitura. Porém, a realidade da flagrante derrota se imporia e as duas secretarias que seriam disponibilizadas ao candidato a vice-prefeito, seriam suficientes para acomodar uma boa parte desse pessoal. 

Faltou então o que para que isso fosse feito? Desprendimento para com o poder, coragem e humildade para falar a verdade a todos e compromisso maior com a cidade e seu povo sofrido. Sobrou, porém o que? Egoísmo exacerbado, exclusivismo obtuso, individualismo excludente, visão estratégica e clarividência política. 

E o resultado de tudo isso foi o que? Uma amarga derrota, quando se poderia ter tido uma doce e grande vitória. Como eu gosto sempre de repetir: juízo e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Agora, mesmo com a oposição se encontrando ainda divida, tem ainda quatro anos para perceber que divida perde de novo e se não cair na real e verdadeiramente se unir, jamais vai conseguir subir através do sagrado voto, os degraus da prefeitura. 

Portanto, criem juízo enquanto é tempo, elaborem um projeto administrativo viável sob o ponto de vista econômico e exequível sob o ponto de vista administrativo para o nosso município, escolham o candidato mais preparado e aceito pelo povo em todos os sentidos entre vocês, e, nesse tempo todo que ainda dispõem, precisam ainda tomar muitíssimas injeções de humildade e desprendimento, para finalmente poder marchar uníssona em busca da vitória que tanto almeja e também o próprio povo, pelo resultado de seu veredito nas urnas, demonstrou que também quer. Tenho dito!.. 



Emílio.
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