domingo, 30 de outubro de 2016
Por: Emílio Oliveira
Há dois meses escrevi sobre um assunto que reputo como de importância fundamental para o futuro como nação desse nosso tão amado país, e agora, retorno a ele com mais informações que as pessoas principalmente das classes trabalhadoras, precisam urgentemente saber. A nossa dívida interna e externa vem ultimamente crescendo de forma tão exponencial que, dentro de pouco tempo, atingirá um percentual maior até que o nosso próprio PIB ou Produto Interno Bruto. 

Se isso vier realmente acontecer como está sendo previsto pelos economistas mais pessimistas, se estabelecerá o caos absoluto em nosso país, pois significa dizer que tudo o que produzirmos num ano inteiro de trabalho, será suficiente apenas para honrarmos com os imorais compromissos de religiosamente pagarmos as nossas dívidas internas e externas junto à plutocracia nacional e internacional que são os nossos eternos credores. Há outros países onde as suas dívidas também já ultrapassou os seus PIB, porém, como a taxa de juros em todos eles é significativamente menor que a nossa, o efeito lá é bem menor que no Brasil que, infelizmente, tem uma das mais altas taxas de juros de todo o mundo capitalista.

Se a gente for analisar o perfil de nossa tão famigerada dívida interna que é a maior e a mais preocupante, desde o governo de Itamar Franco até o presente, verificaremos um quadro que é crescentemente inquietante. Quando o presidente Itamar Franco entregou o governo ao presidente Fernando Henrique Cardoso em 1995, a nossa dívida interna era de aproximadamente 65 bilhões de reais. Quando ele entregou ao Lula em 2003 a nossa dívida interna já era de mais de 700 bilhões de reais. Quando o Lula entregou a Dilma em 2011, já era de aproximadamente 1,5 trilhão de reais. Finalmente, quando a Dilma foi afastada nesse segundo mandato, a dívida já alcançara o número estratosférico de mais de 3,5 trilhões de reais e há até quem afirme que, no fim desse ano de 2016, ela atingirá os quatro trilhões de reais. 

Além do mais, a cada ano que passa se paga mais e mais, e ao invés dela decrescer, está é exponencialmente aumentando cada vez mais. E nessa inusitada brincadeirinha de lesa-pátria, não se precisa ser muito inteligente para se deduzir que quando se contrai uma dívida que - quanto mais se paga mais se deve -, alguma coisa deve está redondamente errada. E essa é a triste situação atual do nosso Brasil que, infelizmente, a ambiciosa e irracional plutocracia nacional e internacional estão rapidamente se apossando dele. Parece até que as nossas autoridades monetárias ao invés de se comportarem como amigos, estão se comportando é como inimigos do país. 

O Ministério da Economia e o Banco Central ao invés de realmente se constituírem em autoridades monetárias que verdadeiramente defendam e preservem, além da nossa moeda também o interesse maior do nosso país e de seu povo sofrido, agem como se estivessem única e exclusivamente a serviço de interesses puramente ambiciosos da burguesia nacional e internacional. Para chegarmos a essa triste conclusão, basta vermos quem são os eternos escolhidos como ministros dessa pasta ou presidentes do Banco Central. Representantes do Bradesco, do Itaú e de outros conglomerados financeiros nacionais e internacionais.

O único que chegou ao Ministério da Economia que não provinha dos Bancos privados foi o Antônio Pallocci no primeiro mandato do Lula, mas que estranhamente foi o mais generoso de todos eles com os banqueiros privados, mais até que seus próprios testas-de-ferro que sempre foram requisitados ou para essa pasta ou para o Banco Central. Também o Guido Mantega no primeiro mandato da Dilma não provinha dos bancos privados. Porém, sem citar mais nomes, foi assim nos dois mandatos do FHC, nos dois de Lula e também no primeiro e nos quase dois anos do segundo mandato da Dilma.

O que estou querendo dizer é que, de 94 para cá, em todos os governos que se estabeleceram nesse país sempre se tem colocado no Ministério da Economia e no Banco Central do Brasil não economistas reconhecidamente competentes, independentes e patriotas oriundos de nossas universidades federais ou autarquias, mas, simplesmente pessoas reconhecidamente ligadas ao chamado mercado financeiro que são os banqueiros, os altos industriais, os grandes comerciantes e também os grandes latifundiários que são os que possuem dinheiro em profusão nesse país. 

Somente para se ter uma ideia da dimensão do nosso problema a esse respeito, vejamos o dividômetro de nossa imoral e vergonhosa dívida pública. Estoque da divida pública brasileira até dezembro/2015 – Divida Interna = R$ 3.936.680.800.962,35, ou seja, três trilhões, novecentos e trinta e seis bilhões, seiscentos e oitenta milhões, novecentos e sessenta e dois mil reais e trinta e cinco centavos; Dívida Externa = US$ 545.353.169.041,77, ou seja, quinhentos e quarenta e cinco bilhões, trezentos e cinquenta e três milhões, cento e sessenta e nove mil, quarenta e um dólar e setenta e sete centavos, o que corresponde, no cambio da última sexta-feira de 3,20 reais por dólar a = R$ 1.745.130.140.930,28, ou seja, um trilhão, setecentos e quarenta e cinco bilhões, cento e trinta milhões, cento e quarenta mil, novecentos e trinta reais e vinte e oito centavos.

Se somarmos o valor da nossa dívida interna com o valor da nossa dívida externa em reais, veremos o astronômico volume de recursos que devemos a essa ambiciosa gente a nível nacional e internacional, ou seja, R$ 3.936.680.800.962,35 + R$ 1.745.130.140.930,28 = R$ 5.681.810.941.898,63, ou seja, cinco trilhões, seiscentos e oitenta e um bilhões, oitocentos e dez milhões, novecentos e quarenta e um mil, oitocentos e noventa e oito reais e sessenta e três centavos. Quem quiser se informar melhor a esse respeito basta acessar o site: auditoria cidadã da dívida pública brasileira e aí você vai analisar melhor o imbróglio em que estamos todos metidos.

E se você se dispuser ainda a conferir os gráficos do orçamento e as fontes oficiais dos dados da auditoria cidadã da dívida pública, você irá descobrir o porquê de no Brasil sempre faltar dinheiro para se gastar com a saúde do nosso povo, com a educação de nossas crianças e jovens, para se investir em obras públicas que melhore a vida de todos, para se construir residências decentes e dignas para todos os brasileiros que não ganham suficientemente para construir uma casinha mesmo de pobre. A nossa situação econômico-financeira é tão periclitante, amigos patriotas brasileiros, que dá até vontade de chorar. 

E digo mais, se dentro de pouco tempo essa bomba não for de forma patriótica e cidadã suficientemente desarmada através de uma auditoria pública que inclusive consta até de nossa constituição, esse país irá virar um verdadeiro pandemônio porque quando não mais houver nenhum dinheiro para eles religiosamente pagarem aos rentistas a quem verdadeiramente servem, virão em cima do sagrado dinheiro da previdência social o que, aliás, já estão tentando fazer e aí, amigos, milhões de brasileiros irão morrer abandonados na miséria que essa criminosa e antipatriótica gente, com essa sua política econômica de lesa pátria, construiu para esse nosso tão amado país. 

Para quem não sabe e a maioria verdadeiramente não sabe, tudo isso faz parte do Consenso de Washington que apesar de sua flagrante caducidade em função do desastre provocado nos sequentes países aonde foi implantado, ele ainda continua vivíssimo nos projetos globais do império americano. Senão vejamos: quando o Brasil descobriu o Pré-Sal que é o maior depósito de petróleo bruto do mundo, eles ficaram preocupadíssimos. Achavam, porém, que o Brasil não era capaz de desenvolver tecnologia para prospectar petróleo a seis ou sete mil metros de profundidade. Aí o Brasil conseguiu e aumentou significativamente as preocupações deles.

Mas não ficou só nisso não. O Brasil integrou-se ao grupo dos Brics que criou um Banco de financiamento das economias de todos os seus componentes (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) grupo esse, cujas populações somam mais de três bilhões de consumidores e aí o império ficou verdadeiramente apavorado, pois ele, como todos os outros impérios que existiram no passado, também não admite que nenhum país periférico do terceiro mundo, capacite-se ao ponto de ameaçar a sua hegemonia econômica e posteriormente política. 

Acrescido a isso vem ainda o problema do Aquífero Guarani que é também o maior depósito de água doce subterrânea do planeta, visto que a água será o maior fator limitante de produção do terceiro milênio; do Nióbio, que é um mineral altamente nobre pela sua resistência e média densidade do qual o Brasil possui um dos maiores estoques do mundo; da Amazônia que além de possuir o maior volume de água doce líquida do planeta nos seus diversos rios, possui também a maior biodiversidade biológica do planeta. 

Não é por acaso que a maior empresa de construção brasileira a Odebrecht está sendo severamente punida através da operação Lava Jato. Ocorre que essa empresa é conhecidíssima a nível mundial, visto competir em condições de preços, eficiência e tecnologia com as maiores construtoras do planeta como as americanas, as canadenses e as inglesas. E esse fato, já há bastante tempo, vem incomodando e muito os interesses maiores dos sagazes olhos da águia imperialista.

Segundo o cientista político e historiador Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, não é em vão o apoio disfarçado dos norte-americanos ao golpe perpetrado no Brasil contra a presidente Dilma e contra uma possível volta do Lula em 2018 que foi quem urdiu, mesmo de forma atabalhoada, essa estratégia de escapulir das garras da águia americana. Por isso é que eles também estão pensando em urgentemente construírem uma base aérea numa cidadezinha da Argentina próxima ao Rio Grande do Sul, onde, coincidentemente, se encontra uma parte significativa do Aquífero Guarani. 

Conforme afirma ainda Moniz Bandeira, como é mais conhecido, os gringos estão querendo na verdade é nos cercar com suas bases aéreas e assim nos obrigar a retornar e seguir a antiga e já carcomida cartilha do velho Consenso de Washington que, aliás, é boníssimo para eles e péssimo para todos nós brasileiros. Que Deus enfim tenha piedade de todos nós, pois, se dependermos unicamente dos nossos antipatriotas dirigentes, tadinho de nós. Tenho dito!...



Emílio.
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