domingo, 11 de setembro de 2016
Por: Emílio Oliveira
No domingo passado escrevi bem menos sobre a forma esquisita, não republicana e praticamente sem projetos administrativos como se faz politica aqui na nossa amada cidade de Grossos e bem mais sobre o que ocorreu a nível nacional com o afastamento definitivo da presidente eleita do Brasil, Dilma Vana Rousseff, quando se confirmou o empeachment votado pelo senado da república.

Enfatizei os pontos positivos da atuação do Partido dos Trabalhadores através do trabalho marcante de seus principais líderes, tanto do Lula quanto da Dilma, como presidentes eleitos por esse partido. Nunca menosprezei a importância do PT no que diz respeito a sua afinidade com o povão mais pobre e humilde desse país.

Todavia, não somente fiz críticas a alguns de seus membros reconhecidamente corruptos, mais também quando necessário fiz de forma até mais contunde pela maneira como o partido estava se misturando demais com a parte podre do PMDB. 

E foi talvez por essa meu patriótico posicionamento que inclusive fui até confundido por alguns colegas da esquerda, como um novo componente da nossa famigerada direita, quando, na verdade, eu estava apenas discordando da forma como o PT estava traindo a nossa já tão consolidada crença de que ele era um partido diferenciado dos demais existentes nesse país, como se propunha os seus estatutos. 

Depois de amainadas as tormentas da luta ideológica que se travou ultimamente, mesmo discordando do que foi feito com a presidente Dilma que eu continuo achando que, apesar de tudo o que ocorreu, ela ainda é um dos quadros menos desonestos do PT, não me sai da cabeça a sensação de que o PT não tinha e, mesmo com o que sofreu nessa temporada de colheita dos erros cometidos no passado, um sagrado e patriótico projeto de país, mas sim, de poder.

E o que tem me feito acreditar piamente nessa afirmação é que esse partido, durante toda a sua existência e militância política-ideológica, sempre esteve agindo de forma inconsistente e individualista, corroborando com essa minha visão o fato de que em alguns momentos de nossa tão atribulada história política, ele ter assumido posições dúbias e até mesmo contra os interesses maiores do próprio país, se isso lhe interessasse na sua corrida ao poder.

Portanto, para provar essa tese que não é somente minha mais também de milhares de brasileiros politizados e conscientes e não contaminados pelo dogma petista, vejam aí o posicionamento desse partido nas sequências históricas em que o Brasil precisou dele e como ele se comportou realmente:

Em 1985 – O PT votou contra a eleição de Tancredo Neves e até expulsou alguns deputados que se aventuraram a votar nele. Para o povo brasileiro, a eleição de Tancredo Neves, foi quase uma unanimidade nacional;

Em 1988 – O PT votou contra a nova Constituição cidadã de Ulisses Guimarães que mudou o rumo do Brasil e liquidou de vez com a ditadura militar implantando a democracia;

Em 1989 – O PT defendeu o não pagamento da divida brasileira, fato que transformaria o Brasil num caloteiro internacional e daí viriam as consequências negativas em forma de mais sofrimento para o povo brasileiro;

Em 1992 – O PT lutou feroz e bravamente a favor do empeachment do Fernando Color de Melo que, inclusive, depois, foi inocentado pelo Supremo Tribunal Federal do crime que lhe imputaram;

Em 1993 – O PT foi contra e não participou, quando o Presidente Itamar Franco convocou todos os partidos de direita e de esquerda para a formação de um governo de coalizão pelo bem maior do país que tanto necessitava naquele momento;

Em 1994 – O PT votou contra o Plano Real que ainda hoje faz bem ao país e ao povo, justificando, como desculpa esfarrapada, que a medida era puramente eleitoreira; 

Em 1996 – O PT votou contra o projeto de reeleição de FHC e depois passou veementemente a defendê-lo pelo simples fato de ter chegado ao poder;

Em 1998 – O PT votou contra a privatização da telefonia, medida que hoje permite que cada lar brasileiro tenha acesso à internet e mais de cento e oitenta milhões de linhas telefônicas fixas e móveis;

Em 1999 – O PT votou contra a adoção do cambio flutuante e imediatamente o adotou logo que chegou ao poder. Inclusive, nesse mesmo ano, também lutou pelo o empeachment do FHC, só não o conseguindo porque ele tinha a maioria os governadores do seu lado; 

Em 2000 – O PT lutou e votou ferozmente contra a criação da Lei de Responsabilidade de Fiscal que tanto bem tem feito as administrações públicas desse país, obrigando os administradores a gastarem somente o que arrecadam;

Em 2001 – O PT votou contra a criação dos programas sociais do governo FHC: bolsa escola, vale alimentação, vale gás, peti e outros. Esses tipos de ajuda ao povo eram classificados por esse partido como esmolas eleitoreiras e insuficientes. 

Por aí se vê que o PT que era especialista em pedir empeachment dos outros presidentes, terminou se esparramando, justamente nele. Quase toda a estrutura socioeconômica do país foi construída no período listado acima. Mas, o PT foi contra tudo e contra todos. Hoje alegam para si todos os avanços que os outros partidos no poder promoveram e ainda querem pousar como os únicos construtores de um país distributivista e democrático. 

Já que o PT foi contra tudo e contra todos desde a sua criação, fica uma pergunta para que os leitores desse texto respondam: em 13 anos de governo petista, quais as legitimas reformas que esse partido realmente promoveu no Brasil para mudar o que os seus antecessores deixaram?

Segundo essa frase que eu a acho lapidar: ”embora ninguém possa voltar atrás no tempo e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora, e fazer um novo fim”. O que está escrito aí em cima de forma fática e cronológica é história, e não puramente ficção. Todos esses dados cronologicamente descritos foram subscritos de uma comunicação oficial do Instituto Endireita Brasil. Portando, o que está escrito aí em cima de forma fática e cronológica é história, e não puramente ficção.

Como se pode ver, o PT também tem culpa no cartório como normalmente se diz pelo o que ele sofreu ultimamente vendo sua presidente eleita pelo voto da maioria do povo brasileiro ser catapultada impiedosamente do poder por um grupo de homens que se dizem legítimos representantes do povo, mas que, na verdade, somente representam os megas conluios político-empresariais que criminosamente financiam suas ostentosas campanhas eleitorais. 

Pelo exposto fica claríssimo que o PT colheu o que simplesmente plantou durante a sua caminhada histórica para o poder, visto que, pela lei de causa e efeito, ninguém pode colher o que não plantou. Além de muito radical ele era e sempre foi muitissimamente intransigente e como nós estamos vivendo na era da flexibilidade, todos os inflexíveis, com certeza, terão que sair de cena. 

Quanto a nossa tão querida e velha Grossos de guerra, no que diz respeito à política, tudo continua como antes no quartel de Abrantes. Os candidatos a prefeito não dizem para que vieram. Nos seus paupérrimos discursos vazios de conteúdo e puramente eleitoreiros não apresentam propostas viáveis e exequíveis; não discutem planos administrativos e objetivos de governo. O que se ouve e vê são somente promessa vãs e manipulações emocionais de baixo valor moral e intelectual que, infelizmente, ainda consegue mobilizar as massas ávidas por uma oportunidade que a elas nunca são dadas. 

Compadeço-me profundamente da minha tão amada cidade de Grossos pela pobreza com que se vem travando os embates eleitorais que não incluem, nas pautas de campanha, as nossas tão gritantes e endêmicas carências em todos os sentidos que se possa imaginar. Parece até que estamos vivendo num eterno paraíso que não precisa ser modificado e nem tampouco consertado. 

Enfim, os homens sempre foram juntamente com as suas civilizações do tamanho de suas próprias cabeças. O que realmente mais me incomoda é numa eleição para prefeito da cidade não se discutir os problemas maiores que nos aflige, não se promove um debate público entre os candidatos para se auferir as suas capacidades e os seus verdadeiros compromissos, se é que os há. 

À medida que o pleito mais se avizinha fico cada vez mais aflito, pois claramente percebo que não se deseja mesmo discutir verdadeiramente o que importa para a cidade, mas, simplesmente utilizar a emoção como forma de manipular o eleitor desavisado e conseguir o voto que é o que realmente importa mesmo para conseguirem seus, por enquanto, inconfessáveis objetivos. É um apena!...



Emílio.
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