domingo, 18 de setembro de 2016

Por: Emílio Oliveira
A campanha política felizmente já ruma para o seu melodramático fim. E em todos os fins de semana a gente vem acompanhando as passeatas e comícios das três principais coligações que disputam o voto a voto a preferência dos nossos concidadãos. Como já tenho mostrado em escritos anteriores, até o presente momento, a campanha tem se limitado somente a explorar a emoção das pessoas como forma de manipulá-las e mobilizá-las, sem a preocupação maior que se devia ter em discutir as carências e necessidades que são tão prementes aqui na nossa cidade.

Se por um lado os nossos atuais políticos não estão nem um pouco interessados nesses aspectos que chamo de fundamentais para a efetivação de mudanças que precisam urgentemente ocorrer na forma como ainda se faz política aqui na cidade de Grossos, por outro lado, os eleitores também não demonstram o menor interesse nesse sentido, visto estarem mais interessados é nas festas de fim de semana e também em alguns benefícios pessoais que poderão vir a auferir até a eleição.

Ou seja, a política aqui não funciona como a arte do bem comum como deveria ser, mas, simplesmente, como um jogo de emocionalidades e intrigas vazias e sem sentido em que alguns poucos ganham muito, enquanto as maiorias sempre usadas e abandonadas a sua própria sorte ganham apenas a decepção e o desengano. Em política sempre existiu o antes, o durante e o depois. 

Se alguém antes e durante uma campanha política é manipulado com mentiras, intrigas, hipocrisias e falsidades, depois, ele será simplesmente esquecido e abandonado na lixeira da vida e somente lembrado novamente ao se aproximar um próximo pleito. Infelizmente ainda é assim que a nossa arcaica e ultrapassada política continua funcionando de vento-em-popa e com todo o vigor possível.

Fico ouvindo e prestando atenção aos discursos dos quatro candidatos e infelizmente, salvo raras exceções, não percebo outra coisa que não seja única e exclusivamente o simples interesse pelo voto do cidadão. Falar das carências endêmicas da cidade e do povo nem pensar; dizer como pretende administrar os recursos que são sempre escassos ante as demandas sociais que são desproporcionais, idem. 

Posso até está engando e gostaria de está mesmo, mas o que tristemente percebo é que a disputa pelo voto não ocorre como deveria com os respectivos candidatos mostrando através de discursos lógicos e convincentes suas plataformas de mudança, seus planos de governo, suas prioridades administrativas e principalmente aonde irão buscar os recursos indispensáveis para viabilizá-las.

Que me perdoem todos, mas os discursos até aqui proferidos por quase todos os candidatos é somente no sentido de se fazerem de vítimas para com isso simplesmente manipularem emocionalmente as pessoas. É o chamado discurso do coitadinho. Fulano disse que eu era isso, sicrano disse que eu era aquilo, beltrano disse que eu era aquilo outro. E nesse jogo de empurra-empurra e bate-rebate o eleitor, sempre solidário com a vítima, se sente também agredido igualmente ao candidato e é justamente nesse ambiente de total promiscuidade emocional que a decisão a quem dá o voto ocorre. 

Mas será que o nosso povo ainda é tão desavisado ao ponto de se deixar manipular por esse já tão desgastado tipo de embuste manipulatório? É sim! E esse procedimento funciona em qualquer lugar do mundo, pois o povo de qualquer país, nas suas inocentes e boas intenções, sempre se solidariza com a vítima. Aliás, todas as guerras ocorridas no mundo inteiro foram provocadas justamente pelo acirramento das paixões humanas provocadas pelos políticos. 

Ainda bem que faltam apenas mais uma semana e alguns dias para o encerramento desse verdadeiro suplício de cidadania que estamos assistindo. Os discursos quase sempre vazios já estão altamente exaltados e o povo de qualquer coligação acredita piamente em tudo quanto for dito nas calçadas, esquinas ou em cima dos palanques. Para quem de fora analisa racionalmente todo esse processo alienatório é uma tristeza assistir a tudo isso.

Mas, o que se pode fazer se é assim que tem caminhado a humanidade, sempre submetida as suas eternas paixões primárias e deixando em segundo plano a racionalidade maior que é fruto da inteligência que Deus, na sua infinita bem-aventurança deu a todos nós, mas que, infelizmente, ainda não aprendemos a utilizá-la em beneficio de todos. 

De minha parte, eu me sentiria bem melhor se estivéssemos todos discutindo nessa campanha a forma mais objetiva e correta de desenvolver as nossas potencialidades econômicas como forma de alavancar o nosso processo de desenvolvimento econômico e social com o sadio e patriótico intuito de gerar emprego e renda não somente para os que estão atualmente desempregados, mas, sobretudo, para os que estão chegando agora ao mercado de trabalho. 

Se estivéssemos preocupados com o que tem na cidade mais infelizmente ainda não funciona a contento para todos; no que ainda não tem e precisa urgentemente ter; com as nossas crianças buscando formas de dar a elas uma educação cidadã voltada para o terceiro milênio e não as alienando numa caduca escola que nem ensina e nem educa o homem do futuro que ela vai ser; com os nossos velhos para que eles pudessem ter no fim de suas existências uma vida mais digna e mais respeitosa com a sua experiência conseguida pelo tempo vivido; com as mulheres adolescentes e maduras demonstrando a todas elas o devido respeito que elas merecem ter por serem o esteio e a estabilidade de qualquer sociedade; com os nossos valores culturais e crenças buscando saber se são realmente importantes e precisam ser preservados, ou se não são e necessitam ser revistos.

Infelizmente, amigos, o que se ouve e vê nos quatro cantos da cidade e também nas comunidades do nosso município são somente deslavadas mentiras, ilusões, intrigas e futricas, tais como: fulano disse que sicrano roubou; beltrano disse que sicrano vai roubar; estão dando tijolos, cimento, telhas e dinheiro em troca de votos; fulano está sendo perseguido por beltrano; beltrano contribuiu para que sicrano não fosse candidato; o que fizeram comigo, o que fizeram comigo; fulano quer me prender, sicrano está me perseguindo etc. e tal. Esse tipo de política, aliás, politicalha, somente beneficia e interessa aos poucos que conseguem chegar ao poder para ai sim depois se esbaldarem nas suas inúmeras benesses.

Precisamos de políticos que sejam verdadeiramente vocacionados para essa função, que sejam capacitados, sérios, honestos e comprometidos não somente com seus próprios interesses ou com os de seus staffs políticos, mas, sobretudo, com o bem estar geral da população e da cidade que é sempre o objetivo maior de suas existências. 

Salvo raras exceções, o que se vislumbra hoje são pessoas que intimamente não se achando capacitadas pelo seu próprio trabalho para construir um patrimônio que garanta a sua dignidade na velhice, entram para a política com o objetivo maior de enganar ao povo com promessas vãs e depois se locupletarem com o sagrado dinheiro de suas comunidades. 

Posso até está enganado e como gastaria de está amigos, mas é justamente essa a sensação que não somente a minha intuição me faz sentir, mais também a forma dantescamente explicita como se faz política hoje nas ruas de nossa tão empobrecida cidade e também de todo o país. E para quem acha que estou exagerando no que escrevo, basta se olhar para o Congresso que se tem em Brasília.

São 503 deputados federais na baixa câmara e 81 senadores na alta câmara do país. Agora eu pergunto a você que está se atrevendo a ler esse meu tão prolixo texto, mesmo eles se dizendo nossos legítimos representantes, há alguém ali que verdadeiramente represente as angústias, carências e endêmicas necessidades de nosso tão sofrido povo? Se você olhar para as assembleias estaduais e também para as câmaras municipais, salvo raras exceções, é pior ainda.

Então amigos, na atual conjuntura politica em que vivemos é muito difícil se conseguir uma solução definitiva no sentido de se estancar essa permanente sangria de recursos públicos, de moralidade administrativa, de ética, de honestidade, de patriotismo, de vergonha na cara dos políticos é a sociedade se conscientizar de que da parte deles não poderá vir nenhuma solução e então marchar para a criação de mecanismos que possibilite a sociedade civil organizada um constante monitoramento e vigilância do emprego dos recursos públicos.

Se a sociedade civil organizada não se dispuser a enfrentar essa luta que é de todos, não haverá solução para essa questão que é tão crucial para que ultrapassemos esse danoso estágio de nosso ainda tão atrasado desenvolvimento politico, econômico e social. Até porque do jeito que as coisas estão, os nossos políticos irão sempre trabalhar no sentido de deixarem o nosso povo cada vez mais pobre para, assim, poderem negociar o voto em cada eleição mais e mais barato, pois um povo empobrecido nunca pensa com a consciência, mas sim, com a carência. Tenho dito!

Emílio.
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