sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Expulsos de Portugal, perseguidos pela Igreja Católica acusados de heresias em toda Europa, especialmente na Espanha e em Portugal, os judeus do nordeste brasileiro só tiveram liberdade religiosa durante o domínio holandês (1624 - 1654). Com a expulsão dos holandeses, a repressão voltou. Muitos foram obrigados a se cristianizar novamente ou rumar para, entre os índios janduís, viver no interior do Rio Grande do Norte.
Muitos judeus se instalaram no nordeste brasileiro no século XVII. Por volta de 1635 chegaram aos portos do nordeste judeus vindos da Holanda, mas originários da Península Ibérica (sefardins). Atraídos pela prosperidade, os navios fretados por judeus chegavam aos nossos portos quase que mensalmente. Uma vez aqui, muitos prosperaram sobretudo no comércio. Em 1910, uma nova leva, desta vez vindo da Rússia, chega a nossa região.

Em Recife (PE) foi erguida a primeira sinagoga das Américas no século XVII. Também lá foi escrita a primeira manifestação em hebraico do Novo Mundo. São três orações escritas pelo rabino Isaac Aboab da Fonseca, que relatavam o sofrimento e as provações passadas pelo povo judeu. Isaac por sua vez, foi também o primeiro rabino das Américas.
Mas na verdade, a presença dos judeus nesta região data da chegada de Pedro Álvares Cabral. De acordo com Gilberto Freyre, de dez portugueses que vieram para cá, oito eram cristãos-novos, eles se espalharam principalmente pela Paraíba e Rio Grande do Norte, fugindo da Inquisição e lutando para preservar a religião e a cultura judaicas em segredo. Muitos mudaram seus sobrenomes a fim de fugir do preconceito, chegando a adotar nomes de árvores, plantas ou lugares em substituição. Como por exemplo: Carvalho, Moreira, Nogueira, Oliveira, Pinheiro, Lopes, Dias, Nunes, Souza, Medeiros e Costa. Por aqui ficaram conhecidos como "marranos" - por terem sido convertidos ao catolicismo "na marra".

O anti-semitismo, isto é, ódio e repulsa a tudo o que é judeu, tem uma longa história na Europa e atingiu o seu ápice durante a Alemanha Nazista.

Há alguns legados marranos presentes até hoje na cultura do nordeste brasileiro, como por exemplo a carne de sol do Rio Grande do Norte que é originária da carne kasher judaica, a tapioca típica foi desenvolvida da matzah judaica, o enterro de corpos em mortalhas, a retirada total do sangue dos animais abatidos; pintar as casas no final de ano, arrumá-las às sextas-feiras; comprar mercadorias à porta de casa e em prestações. Hoje, os judeus baseiam sua identidade muito mais em um sentido de história e tradições comuns do que em elementos étnicos ou lingüísticos.

O elemento central do judaísmo é o monoteísmo sintetizado na oração: 

 Shemá Israel...que diz "Ouve, Israel: o Senhor é nosso Deus, o senhor é Um".

Oficialmente o censo de 1980 encontrou só 36 pessoas seguidoras da fé judaica no Estado. Já o de 1991 revelou um número um pouco maior, 59 fiéis. Porém, o sangue semita corre nas veias de um número muito maior de norte-riograndenses, incluindo dos mais de 90% que professão a religião católica. Atualmente vivem 120 mil judeus no Brasil enquanto que no mundo eles são aproximadamente 15 milhões. É certo, há poucos praticantes do judaísmo, se compararmos aos adeptos de outras religiões, mas a representatividade dos judeus é muito grande no mundo político, científico, cultural e sobretudo econômico.
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