sábado, 12 de março de 2016
Por: Francisco Emilio

Houve um tempo em que muitos brasileiros bem intencionados como eu e tantos outros acreditavam no PT porque, inocentemente, pensávamos que esse partido tinha como todos nós sonhadores de um honesto e justo país para todos, um verdadeiro projeto de pais e não como se revelou tão claramente depois que tinha, simplesmente, um nefasto e ambicioso projeto de poder político. 

Infelizmente, os resultados dessa constatação estão aí para todos verem e começarem a viver esse pesadelo que se aproxima de toda a sociedade brasileira. De antemão gostaria de afirmar que não sou economista, embora tenha cursado mais dois anos de faculdade dessa disciplina. 

Todavia, aprendi muita sobre economia durante os 15 anos em que trabalhei no BB e também com estudos autodidatas que venho fazendo, os quais, se consolidaram através de constantes entrevistas que sempre procuro e assisto dos grandes ícones da economia brasileira e de estrangeiros também.

Num passado não muito distante todos nós da esquerda criticávamos o governo Fernando Henrique afirmando açodadamente que tinha sido uma administração para os banqueiros e contra o povo brasileiro. Ou seja, tinha sido um período negro da economia brasileira, onde, o neoliberalismo aqui tão perversamente implantado, beneficiara apenas uma pequena minoria de brasileiros ricos, em detrimento da grande maioria da população pobre.

Na verdade amigos, o governo Fernando Henrique foi um governo que pensou acertadamente primeiro no Brasil dando continuidade e fortalecimento ao Plano Real que já vinha do governo de Itamar Franco, quando ele foi Ministro da Economia. Logo depois, implantou a lei de responsabilidade fiscal que punia com crime de responsabilidade e, portanto, sujeito até a perda de mandato, ao Prefeito, Governador ou Presidente da República que gastasse mais do que arrecadasse.

O plano Real e essa lei foram fundamentais para o equilíbrio macroeconômico do país e possibilitou, pelo menos por um tempo considerável aos brasileiros em geral, uma vida mais digna e mais decente. A partir dela, todos os administradores públicos eram obrigados a gastar somente o que arrecadavam e a partir dela se criou a ideia de superávit fiscal que os imaturos esquerdistas, inclusive eu na época, acreditavam que era dinheiro tirado das goelas do povo para pagar aos banqueiros já ricos e poderosos. 

Graças a Deus amadureci o suficiente para compreender que em todo o mundo o assunto economia é tratado com racionalidade e, não apenas com bravatas e sonhos sem fundamentação na realidade do mercado. Aprendi que somente havendo superávit pode-se administrar sem calote as nossas vultosas dividas externas e internas e também sobrar algum dinheiro para investir na infraestrutura do país.

E ontem, o novo PT que já se tornou velho, no seu insano afã de chegar ao poder a qualquer custo, se posicionou politicamente contra, tanto ao Plano Real que nos fez eliminar uma inflação de 2% ao dia e que perversamente inviabilizava o nosso desenvolvimento econômico e social, quanto da lei de reponsabilidade fiscal que se mostrou tão importante para o equilíbrio das contas do governo.

O Fernando Henrique passou oito anos com as torneiras de seu governo fechadas tentando abater de uma vez por todas o monstro insano da inflação que corroía os salários dos trabalhadores e provocava desemprego em massa, em virtude das incertezas de uma economia hiperinflacionada que quase ninguém acreditava nela. 

Finalmente, porque teve a coragem de fazer o que era preciso na época para dar um rumo econômico sadio ao país, como era de se esperar não foi compreendido e o seu candidato, o Serra, perdeu a eleição para o Lula do PT e o povo, sempre inocente como infelizmente tem sido, achou que o céu havia descido e se estabelecido no Brasil. Foi uma felicidade geral e posso afirmar isso porque até eu também, mesmo desconfiado, acreditava nessa possibilidade.

Veio o primeiro mandato Lula que, felizmente, coadjuvado pelo seu Ministro da Economia Antônio Palocci, foi coerente quanto à economia do país, seguindo a cartilha sabiamente adotada pelo Fernando Henrique, conseguindo inclusive aumentar o superávit e com isso pagar algumas dividas de curto prazo, fato que propiciou na época a propagação em alto e bom som de que haviam enfim conseguido liquidar as nossas dívidas. Simplesmente bazofia e mentiras!...

No segundo mandato a coisa começou a degringolar e ele, o Lula, para parecer boníssimo aos olhos do povo, pois pretendia voltar à presidência da república, começou a exagerar na sua tresloucada bondade e o superávit fiscal, tão importante para o equilíbrio da economia no primeiro mandato, começou a diminuir.

Finalmente entregou o governo a sua candidata vitoriosa, a Dilma, que inicialmente se mostrou bem mais coerente e conscienciosa que ele, pois qualquer escândalo no seu governo ela demitia logo o responsável, mas que também, logo em seguida, esqueceu completamente a importância do superávit fiscal.

E para também ser boazinha igualmente ao seu mentor, começou a dar isenção fiscal à linha branca, aos automóveis que logo superlotaram as ruas das cidades brasileiras que hoje não dispõem mais de espaços para estacionamento e também até diminuiu as contas de luz e combustíveis em geral, prejudicando não somente a Petrobras, mas também a arrecadação de estados e municípios com a significativa diminuição das quotas do fundo de participação de todas essas entidades.

Ou seja, a gastança para promover a sua reeleição foi feita de forma acintosa e a hoje pobre Petrobras que antes do PT chegar ao poder era rica, foi quem suportou toda a irresponsabilidade de um grupo político que chegou ao auge da aceitação pública para desenvolver um sadio projeto de pais, mas que, esquecendo seu sagrado objetivo maior, construiu apenas um abjeto projeto de poder, poder e poder!... 

Não quero aqui nem me aprofundar nos imorais escândalos que aconteceram no governo Lula (mensalão), e agora no governo Dilma (petrolão). Se bem que todos esses escândalos tão bem apurados como está fazendo o moralizador juiz Sérgio Moro, ainda podem levar tanto o Lula quanto a Dilma, a serem futuramente banidos da politica brasileira. 

Apesar de reconhecer que o PT conseguiu alguns ganhos que reputo como significativos para o povo brasileiro, como aumentar substancialmente o nosso vergonhoso salario mínimo, entretanto, sua excessiva arrogância e desonestidade comprovada de alguns de seus membros pela justiça que prendeu alguns de seus expoentes maiores e, principalmente sua irresponsabilidade mostrada com a coisa pública, ele o PT, está sendo considerado hoje pela maioria do povo brasileiro como um partido velho, carcomido e quase que proscrito da política brasileira. Na próxima eleição, salvo melhor juízo, ele perderá tudo que conseguiu eleitoralmente até agora. Quem viver, verá!...

E foram justamente esses excessivos abusos que fez com que a situação econômica do país e de seu povo sofrido se transformasse de aparentemente boa ontem, em periclitante no presente. Vejamos, pois, os dados econômicos apurados em 2010 e estimados para até meados de 2016, fornecidos pelo próprio Banco Central e o Ministério do Trabalho: 

a) Variação do PIB – decrescente, pois caiu de + 7,06% para -1,8%;

b) Balança Comercial – decrescente, pois caiu de 20,1 bilhões de dólares para 6,4 bilhões;

c) Emprego – Saldo de vagas formais – decresceu de 2,17 milhões para – 602.000 mil;

d) Confiança do consumidor – decrescente, pois caiu de 120 pontos para 82 pontos:

e) Confiança da indústria – decrescente, pois caiu de 114 pontos para 69 pontos;

f) Confiança do comércio – decrescente, pois caiu de 133 pontos para 90 pontos.

São justamente esses dados econômicos que medem a confiabilidade de uma economia e como podemos ver, são todos negativos e com perspectiva de piora da situação. Na verdade, a presidente, coadjuvada pelo seu marqueteiro-mor que inclusive está preso, para ganhar a eleição, pintou um quadro econômico totalmente adverso do que estamos vivendo hoje. O resultado, somente poderia ser o desencanto do povo e a descoberta de que ela, a presidenta - como dizia a Marina, no primeiro turno e o Aécio, no segundo -, estava realmente mentindo. E, como era verdadeira a afirmação de ambos, finalmente, a máscara caiu!...

Ainda como agravante do dantesco quadro de nossa economia atual, temos o dólar subindo sem parar o que é bom para as nossas exportações mais péssimo para as nossas importações, com a tendência da nossa dívida interna e externa aumentar ainda mais e de forma exponencial chegando ao fim do ano em curso, 2016, segundo alguns economistas renomados, a 75% do nosso PIB. Se isso se confirmar, será um caos, pois conforme os mesmos economistas, dentro de no máximo cinco anos, a Previdência Social será inviabilizada, pois o país com o desemprego crescente, a retração da economia e a inflação realimentada pelo cambio sem controle, não terá mais condições de pagar os benefícios aos 30 milhões de aposentados e pensionistas.

Significa dizer que hoje somos uma Grécia em câmara lenta, mas amanhã uma Grécia real com todos os percalços e dificuldades econômicas que ela, a Grécia, esta vivendo hoje. Quando vemos pela televisão ou ouvimos no rádio as posições de alguns “petistas famosos” eles dão sempre a entender que essa crise que eles próprios criaram com as suas inconsequências, veio de fora e será resolvida em no máximo dois anos. Mais uma mentira, amigos!...

Na verdade, se essa crise for bem administrada, coisa que nenhum economista experiente e de renome acredita, ela somente poderá ser transposta em, no mínimo, dez anos e olhe lá. E aja sofrimento para o povo. É mole amigos??? 



Emílio.
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