sábado, 27 de fevereiro de 2016

Associação Israelita de Grossos

Parashat Ki Tissá

Êxodo 30:11-34:35

O Verdadeiro Líder


Uma Crise de Liderança

O tópico principal assunto desta porção semanal da Tora (Ki Tissá) é o pecado do bezerro de ouro, que é considerado o pior pecado do povo Judeu. Os comentaristas explicam que o povo não pretendia criar um substituto para D’us. Em vez disso, eles colocaram um falso líder – o bezerro – no lugar de Moisés, o qual erroneamente acreditaram que os tivesse abandonado. Assim, o pecado arquétipo do povo como um todo é o de seguir uma falsa liderança.
Purificação do Pecado da Falsa Liderança

Mesmo que os pecados sejam resultados de nosso livre arbítrio, existe uma razão mais profunda porque D’us permite que eles aconteçam. No caso do pecado do bezerro de ouro, a lição profunda que aprendemos deste pecado é a de que não importa quão longe tenhamos saído do caminho ou quão profundamente tenhamos caído, sempre podemos retornar a D’us.

Existe um verdadeiro líder em toda geração. Ele é chamado o Moisés da geração. O mais profundo retorno a D’us acontece através de conexão e identificação com o Moisés da geração, o qual recebe inspiração e instrução diretamente de D’us e fortalece nossa própria conexão com Ele.

Purificação Intrínseca

Nossos Sábios explicam que a expiação pelo pecado do bezerro de ouro era através da vaca vermelha – como se a vaca-mãe estivesse reparando o pecado de seu bezerro. Disto, aprendemos que a purificação vem do próprio bezerro. Existe algo inerente no bezerro que pode causar a transformação do mau bezerro da falsa liderança no bezerro puro e sagrado da liderança da Torá.

Transformação Meditativa

Todo fenômeno negativo pode ser transformado em um fenômeno positivo correspondente através da meditação em sua essência. A essência está sempre relacionada ao nome em Hebraico do fenômeno. O nome em Hebraico do fenômeno é o poder Divino pelo qual ele é continuamente recriado, a todo instante.

A Raiz de “Bezerro”

A palavra em Hebraico para “bezerro” é eguel, soletrado ayin, gimel, lamed. Esta raiz em Hebraico significa “redondo”. A forma arredondada é um fenômeno neutro. Ela pode ser tanto positiva quanto negativa.

A forma redonda negativa existe quando uma pessoa segue os ciclos da natureza, sem reconhecer a Divindade e a Providência Divina no mundo. (A palavra em Hebraico para “natural”, teva, é também circular e significa “anel”). Divindade e o caminho da Torá significam retidão. Se a pessoa está imersa somente nos ciclos da natureza, ela irá girar continuamente e jamais penetrará os limites do círculo. (Este círculo também pode ser um círculo político negativo).

A forma redonda positiva é o movimento espiralar contínuo que está sempre ascendendo em direção à Divindade.

Outra palavra com a raiz ayin, gimel, lamed é hagala, "carroça". Uma carroça é qualquer tipo de veículo. A conexão óbvia da carroça à forma arredondada são as rodas giratórias.

Em Hebraico, existem sete sinônimos para o conceito de “estrada”. O sétimo sinônimo para “estrada” é ma’agal, “circuito”, cuja raiz também é ayin, gimel, lamed. A mais importante aparição da palavra ma’agal está no Salmo 23, “ma'aglei tzedek”, no qual o Rei David suplica a D’us para levá-lo a caminhos circulares justos. A palavra tzedek, “retidão”, sempre aparece em conjunção com malchut, “reinado” Sendo ma’agal o sétimo sinônimo para “estrada”, ele também corresponde a “reinado”. O reinado purificado é o caminho circular purificado. O Reinado precisa penetrar os ciclos e purificá-los.

Bezerro ou Jóias do Tabernáculo

A próxima palavra com a raiz ayin, gimel, lamed é agil, que significa “brinco”. Jóias podem ser negativas ou sagradas. Se forem usadas para aumentar a vaidade, elas são negativas e refletem o bezerro de ouro, o qual foi feito parcialmente do ouro das jóias das mulheres no deserto. A purificação do bezerro de ouro foi a construção do Tabernáculo, cujos utensílios de ouro também foram feitos das jóias das mulheres. Quando as jóias revelam a verdadeira graça da mulher justa, isto é sagrado e reflete o santo Tabernáculo.

O Senso de Equilíbrio Purificado

Brincos podem ser usados na orelha, ozen em Hebraico. A raiz de ozen -- alef, zayin, nun – significa “equilíbrio”. Os dois brincos são como uma balança em perfeito equilíbrio.

Na Torá, a palavra ma’agal é usada em conjunto com a palavra pa’les, que significa “pesar” ou “equilibrar”. Para que possamos purificar o bezerro, devemos conduzir (a palavra em Hebraico para “motorista” também significa “líder”) a carroça de maneira adequada ao longo das curvas da estrada. Um pré-requisito para uma direção firme, particularmente nas curvas, é um bom senso de equilíbrio.

Este é o segredo da purificação do bezerro de ouro. Com este senso de equilíbrio interior, o líder purificado tem um instrumento essencial com o qual atravessar os perigosos caminhos circulares do mundo e liderar seu povo à era Messiânica.

Shabbat Shalom
Elias Ferreira
Fonte Chabad
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