domingo, 28 de fevereiro de 2016
Meliponicultura é um termo pouco usado no vocabulário da maioria das pessoas, mas bastante comum entre os produtores de mel, própolis, pólen e cera, acostumados a lidar com abelhas. Neste caso, o termo pouco falado serve para designar a criação de abelhas sem ferrão, que são mais comuns no oeste potiguar do que se imagina.

Segundo os criadores, o Brasil possui 300 das 400 espécies desse tipo de abelha que existem no mundo. Elas já estavam aqui antes da introdução das abelhas européias e africanas e, por isso, são consideradas nativas. Como não possuem ferrão nem toxina, também têm fama de dóceis.

Outro diferencial para essas abelhas é que elas só fazem a polinização de plantas nativas da região de Mata Atlântica. “Elas são responsáveis por 60% a 70% da polinização das flores de plantas nativas e não visitam plantas que foram introduzidas no país, como a acerola, por exemplo”, contou o criador Tuta de Gangorra Vasconcelos, que possui um apiário no povoado de Gangorra município da Tibau, onde cria abelhas sem ferrão da espécie Jandaíra.

Segundo ele, entre as plantas nativas que a abelha Uruçu visita para fazer a polinização, estão: murici, velame, sabia, umburana, marmeleiro, quixabeira e aroeira. “Por conta disso, como elas só polinizam as plantas nativas, o mel que elas produzem tem um sabor diferenciado e é bastante valorizado”, explicou o criador.

Mas ele afirmou que, apesar da valorização do mercado e dos preços satisfatórios para o produtor, a demanda ainda é maior do que a oferta. “O mel é bastante procurado, mas ainda não existe produção suficiente para atender ao mercado local”, salientou.

Segundo Técnico – Vitor – Emater Mossoró, um litro de mel das melipônias, como são chamadas as abelhas sem ferrão, custa entre R$ 90,00 e R$ 100,00, enquanto um litro de mel das abelhas africanizadas, como são denominadas as demais, custa menos de R$ 10,00.

“As abelhas sem ferrão conseguem produzir de 2 a 4 litros de mel por ano por cada colméia, mas para isso é preciso ter conhecimento técnico, saber cuidar, não deixar faltar alimento para elas, e a área deve estar preservada, deve ter pasto nativo”, narrou. Além da Jandaira e uruçú, , outras abelhas sem ferrão podem ser criadas no RN:são a Moça-branca, Mosquetinho, Mandaçaia, Jataí e Jandaira. 

Estiveram presentes neste encontro o secretário de Agricultura de Grossos, Magnos Ferreira, Sorieudes Mesquita – Emater Grossos e Branquinho – apicultor de Valença, representando o município de Grossos.

Dia 02 de março haverá dia de campo em Lages Pintada – RN, onde além do encontro de apicultores ocorrerá a fundação da AME-RN. Poder público e apicultores estão convidados.

Próximo dia de campo ocorrerá no dia 18 de março em Valença - Grossos-RN.
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